O macaco e o cágado

01/05/2013

O macaco e o cágado

A fábula a seguir é recomendada por INRI CRISTO aos filhos que almejam trilhar o racional caminho do bom senso (extraída do livro Kalila e Dimna, de Ibn Al Mukafa, escrito no séc. IX).

O MACACO E O CÁGADO

macaco e cagado

…É o caso do que anda à procura de alguma coisa e, quando a consegue, deixa-a perder-se.
 
___Conta-se que um grupo de macacos tinha um rei chamado Kardin. Após longos anos, caiu nas enfermidades da velhice. E, aproveitando-se disto, um mono jovem pregou a sua derrubada sob pretexto de que não podia mais governar. Os soldados o apoiaram, exilando o soberano idoso e elevaram ao trono o jovem rebelde.
 

___O ancião derrubado, seguindo seu caminho, descobriu, à beira-mar, uma figueira carregada, e pôs-se a comer de seus frutos. Um dos figos lhe caiu no mar e foi comido por um cágado que lá vivia. O macaco gostou do ruído que produziu a queda do figo na água, e pôs-se a jogar figos no mar.

       O cágado, que ia comendo os figos, estava certo de que o macaco os atirava para ele e, desejoso de manifestar-lhe sua gratidão, saiu da água. E os dois se abraçaram, juraram-se lealdade, e tornaram-se companheiros e amigos.
       Os dias foram transcorrendo, sem que o cágado voltasse à sua família. Sua esposa, aflita, queixou-se a uma vizinha sua, dizendo-lhe:
___ Temo que alguma desgraça lhe tenha acontecido.
___ Não te alijas, retrucou a vizinha. Alguém me informou de que ele está numa praia, onde se fez amigo de um macaco, com o qual come e bebe, esquecendo-se de tudo o mais. Despreza-o, como te desprezou; e se conseguires destruir o macaco, com alguma cilada, faze-o. Pois assim teu marido voltará para ti.
       A cágada  decidiu ficar doente. Deixou sua cor empalidecer, seu peso cair, até que a debilidade a prostrou.
       Um dia, o cágado sentiu saudade da família e disse ao macaco: “Preciso visitar os meus. Minha ausência começa a ser longa.”
       Ao chegar à sua morada e ver a enfermidade da esposa, perguntou-lhe: “Que houve contigo, meu amor? Que males te afligem?”
       A esposa não respondeu. Tornou ele a perguntar, e foi a vizinha que acabou respondendo:
___ O mal de tua esposa é extremamente grave, e o remédio é difícil de conseguir, que se pode esperar senão a morte?
___ Dize-me, disse o cágado, qual é o remédio. Talvez eu o consiga.
___ Nós, as tartarugas, retrucou a vizinha, conhecemos melhor do que ninguém este mal. Seu único remédio é o coração de um macaco.
       Pensou o cágado consigo: “O problema é mesmo grave. Que outro coração de macaco está ao meu alcance fora o do meu amigo? Poderia atraiçoá-lo, sabendo como é duro o castigo da traição? Por outro lado, deixar minha esposa morrer não seria delito mais grave ainda e, com certeza, imperdoável?” E continuou a refletir: “Se o homem não pode conseguir as grandes coisas senão à custa das pequenas, está obrigado a sacrificar estas últimas. O direito que minha esposa tem sobre mim é o mais sagrado de todos, pois ela é minha aliada nas coisas dessa vida e da outra”.
       No dia seguinte, dirigiu-se à praia, sabendo o que queria. Sua consciência, contudo, lhe repetia:
“Matar um amigo leal sem que me tivesse feito mal algum, deve ser um delito de temíveis conseqüências.”
       O mono lhe deu as boas-vindas e perguntou-lhe: “Por que, irmão, tardaste tanto a voltar?”
___ O que me fez demorar, respondeu o cágado, apesar da minha saudade de ti, foi a vergonha que tenho comigo, ante minha incapacidade de corresponder a teus favores e generosidade. Embora saiba que nenhuma recompensa buscas, considero que é obrigação minha retribuí-los. Em ti, impera essa fidalguia própria dos de nobre linhagem, que fazem o bem a quem nada devem no passado e de quem nada esperam no futuro; que nunca mencionam os serviços que prestaram, nem consideram terem correspondido, por mais que dêem, aos favores recebidos.
___ Não fales assim, retrucou o macaco, nem sintas obrigação alguma. És tu o credor de minha gratidão. Foste tu que te antecipaste a unir tua sorte à minha, e a iniciar esta grata amizade. Não cheguei, acaso, a estes domínios, só, expulso e desprezado pelos meus? E não foi com tua companhia e cordialidade que Deus dissipou minha dor e minha desolação?
___ Três coisas, disse o cágado, contribuem para firmar o afeto e a confiança entre os homens, e são o que mais se deseja dos amigos: que nos visitem; que compartilhem conosco a comida e bebida; e que conheçam nossa família, nossos filhos e nossos visinhos. Nada disso ocorreu entre nós dois, e almejo que completes com essas três coisas os favores que me tens feito, e honres minha casa com tua presença.
___ O que o amigo deve procurar em seu amigo é a sua afeição. As visitas e outros contatos pertencem ao supérfluo.
___ Acertaste, exclamou o cágado. O amigo não deve procurar outra coisa no seu amigo senão o afeto. Se persegue algum interesse material, merece ser rejeitado. Dizem os sábios: “O homem não deve pedir favores a seus amigos, porque assim os cansa e os afasta. Quando o bezerro mama com abusiva freqüência o leite de sua mãe, corre o risco de ver-se repelido e renegado”. Não disse o que te disse senão por conhecer a elevação de teu espírito. Por isso mesmo desejo levar-te à minha casa, que fica numa ilha cheia de árvores com frutas deliciosas. Acede ao meu pedido e monta em minhas costas, e deixa-me te conduzir.
       Ao ouvi-lo falar de frutas, o macaco teve desejo de visitar a ilha e montou nas costas de seu amigo, e foram navegando mar adentro. E o cágado sentiu a enormidade do que pretendia e ia refletindo: “O que projeto fazer é uma traição e uma infâmia. Fazê-lo por minha esposa? Acaso as fêmeas são dignas de que se satisfaçam seus desejos ao preço de tamanho perjúrio? Nem elas merecem confiança, nem nos devemos deixar levar por elas. Diz-se que o ouro se prova com o fogo; a retidão do homem, com suas transações; a força das cavalgaduras, com seus ardis e artifícios”.
___ Por que paraste? Perguntou o macaco.
___ Estou pensando em minha esposa, respondeu o cágado. Informaram-me de que está doente e, sendo assim, como poderei receber-te com as honrarias de que és credor?
___ Não te inquiete nada disso, retrucou o macaco. A amizade que sempre me prodigalizaste te libera desses cuidados.
       Agradeceu-lhe o cágado e prosseguiu em seu caminho. Momentos depois, voltou a deter-se. Desta vez, o macaco teve suspeitas, e disse consigo: “Por algo se deteve. Quem sabe se seu coração não mudou? Nada é tão mutável como o coração. O varão prudente está sempre atento a tudo o que  ocorre com seus amigos, seus parentes,  seus irmãos e seus filhos, e sonda-lhes sem cansar as intenções e observa-lhes a expressão do rosto, o timbre da voz, os gestos e os movimentos. Pois todas essas manifestações são o reflexo do que ocorre no coração”.
       Depois, perguntou ao cágado: “Por que te detiveste? Que preocupação se apoderou de ti?”
___ Preocupa-me que venhas à minha casa e não encontres tudo a contento porque minha esposa está gravemente doente.
___ Não te entregues a preocupações que nenhum benefício haverão de trazer-te, aconselhou o macaco. Pensa antes em procurar à tua esposa o médico e os medicamentos, porque dizem que o homem rico deve gastar seu dinheiro em três coisas: em beneficências, se procura a recompensa eterna; em cortejar o soberano, se aspira a uma posição neste mundo; em agradar aos parentes e à esposa, se busca a felicidade no lar.
___ Disseste a verdade, tornou o cágado. Os médicos opinam que o único remédio que pode salvar minha esposa é o coração de um macaco.
       “Oh, desventurado de mim! Disse consigo o macaco. A ambição na velhice é a pior conselheira. Acertou quem disse: quem se conforma com sua sorte, dorme tranqüilo e feliz; e quem não se satisfaz, vive na inquietação, no cansaço e no medo. De todas as maneiras, preciso valer-me de minha inteligência para me salvar deste perigo.”
       E, assim disse ao cágado:
___ E que te impediu, meu irmão, de me contares tudo isto antes de embarcarmos, para que trouxesse meu coração?
___ E onde está o teu coração?
___ Deixei-o na árvore, respondeu o macaco.
___ Por que ?
___ É um velho costume entre nós, os macacos. Quando vamos visitar amigos, deixamos guardado o coração em nossas moradas, para evitar que se suspeite de nossas intenções, desde que no coração moram todas as maldades. Se quiseres, voltemos para apanhá-lo.
       O cágado recebeu com alegria o desprendimento do macaco; e, retrocedendo, transportou-o de novo para a margem. Quando atingiram a praia, o macaco saltou à terra, e imediatamente trepou na árvore. Após muito esperar, o cágado chamou-o e disse-lhe:
___ Apressa-te, amigo, e traze-me o coração, que estamos demorando muito.
___ Será que me consideras igual àquele asno que, ao dizer do chacal, não tinha nem miolos nem orelhas?
___ Como é essa história? perguntou o cágado.
 
O CHACAL E O LEÃO
 
       Disse o mono:
___ Conta-se que um leão vivia numa selva, acompanhado por um chacal que se sustentava das sobras de suas caçadas.
       Um dia, o leão teve sarna, e precisou permanecer em repouso.
       Disse o chacal ao leão:
___ Que se passa com o rei dos animais para que esteja tão mudado?
___ Esta sarna que vês só será curada se me nutrir com as orelhas e os miolos de um asno.
___ Conheço, disse o chacal, um asno que um lenhador traz a um prado próximo, carregado de roupa para lavar. Quando a roupa está sendo lavada, o asno é deixado livre. Espero poder trazê-lo aqui. E tu saberás extrair-lhe os miolos e as orelhas.
___ Apressa-te, então, disse o leão.
       Tomou o chacal seu caminho para onde estava o asno e disse-lhe: “Vejo-te muito débil e cheio de pisaduras. De que padeces?”
___ Esse lenhador maldoso me mata de trabalho e me alimenta mal.
___ E por que te resignas a isto? retrucou o chacal.
___ Que fazer? E como livrar-me da mão dos homens?
___ Conheço um lugar isolado onde abunda o pasto e onde não chega homem algum. Um leão é o rei dessa terra, o qual quer conhecer-te, assim como uma asna formosa que pasta ao seu lado. Nunca vi fêmea mais desejosa de um macho.
       Regozijou-se o asno e disse: “Leva-me até ela. Mesmo que seja só para estar em sua companhia e desfrutar sua amizade, acompanhar-te-ei.”
       Foram-se os dois ao lugar indicado pelo chacal. Ao entrarem na cova do leão, este deu um salto para abater o asno, mas falhou por causa de sua debilidade, e o asno fugiu.
___ Que fizeste? Perguntou o chacal ao leão. Se deixaste deliberadamente escapar o asno, para que, então, mandaste-me trazê-lo? Se não pudeste abatê-lo, então estamos condenados a morrer de fome, já que o rei da selva não consegue vencer um asno.
       O leão deu-se conta de que, se dissesse que tinha agido deliberadamente, o chacal o consideraria néscio; e se admitisse ter sido por causa de sua debilidade, o chacal o olharia com desdém. Assim, evitando uma resposta, disse:
___ Se tornares a trazê-lo, contar-te-ei as razões que me induziram a proceder desse modo.
___ Agora, disse o chacal, o asno já tem uma ingrata experiência, e não creio eu se fie em mim outra vez. Contudo, vou novamente buscá-lo e usar com ele as minhas manhas. Se voltar, dá-lhe o tempo de ambientar-se antes de abatê-lo. As oportunidades perdidas nem sempre reaparecem.
       Voltou o chacal para onde estava o asno e este perguntou-lhe: “Que pretendias fazer comigo?”
___ Nada que não fosse para o teu bem, respondeu o chacal. O leão precipitou-se para dar-te o abraço de boas-vindas, e se tivesse ficado, ter-te-ia apresentado à asna.
       Ao ouvir estas razões, o asno, que nunca havia visto um leão, acreditou e voltou com o chacal. E o leão o abateu no mesmo instante.
       Depois, disse ao chacal: “O tratamento que me indicaram me aconselha a tomar, primeiro, um banho, depois comer as orelhas e os miolos, e fazer de todo o resto um sacrifício. Cuida, pois, do asno, enquanto me banho e volto.”
       Tão pronto se retirou o leão, o chacal precipitou-se sobre o asno e comeu-lhe os miolos e as orelhas, acreditando que se o leão não os encontrasse, renunciaria, por medo do agouro, a comer do que restava, ficando tudo para o chacal.
       Ao regressar, perguntou o leão: “Onde estão os miolos e as orelhas do asno?”
___Não te deste conta, por acaso, respondeu o chacal, que este asno não tinha nem miolos nem ouvidos? Se o tivesse, teria ele vindo pela segunda vez, depois do que acontecera na primeira?
___ É certo, admitiu o leão.      
       E o macaco concluiu, dizendo ao cágado: “Contei esta história para que saibas que não sou como aquele asno, que, no dizer do chacal, carecia de ouvido e de miolos. Enganaste-me, e com engano te correspondi, e pude assim pôr-me a salvo e livrar-me do erro em que incorri.”
___ Acertaste, replicou o cágado. És nobre e sincero. Eu já sabia que o homem inteligente fala pouco mas sabe agir, e estuda seus projetos antes de executá-los, e reconhece os erros e neles se apóia para livrar-se deles, assim como, na mesma terra em que cai, se apóia para levantar-se.
       Este é o caso do homem que se empenha em conseguir algo, e quando o consegue deixa-o se perder…   
 
 
Macaco inteligente evoluído:
 
Os beneméritos filhos de DEUS, como bons, inteligentes, evoluídos macacos, deixam sempre o coração na Árvore Símbolo do Reino de DEUS, oficializado pela SOUST. Assim estarão seguros, nunca terão surpresas no mundo profano.
 
 

O Guardião do Castelo

17/01/2014

O Guardião do Castelo

Certo dia num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranquilidade, falou:

– Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas:

– Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e??? ZAPT!!! Destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

– Você será o novo Guardião do Castelo.

MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado. Um problema é um problema. Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.

Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido. Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes. Espaço esse indispensável para recriar a vida.

O elefante acorrentado

16/04/2014

O elefante acorrentado

Repassando…

“Você já observou o elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente seja grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

Isso muitas vezes acontece conosco! Vivemos acreditando em um montão de coisas “que não podemos ter”, “que não podemos ser”, “que não vamos conseguir”, simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos “nãos” que “a corrente da estaca” ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o “sempre foi assim”.

Poderia dizer que o fogo para nós seria: a perda de um emprego, doença de alguém próximo sem que tivéssemos dinheiro para fazer o tratamento, ou seja, algo muito grave que nos fizesse sair da zona de conforto. 

elefante 1.jpg

A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de arrebentar as correntes! Não espere que o seu “circo” pegue fogo para começar a se movimentar. Vá em frente!.”

Autor: Jorge Bucay (Livro: O Elefante Acorrentado).

 

Lenda Chinesa: Lin e a sogra

23/10/2012

Lenda Chinesa: Lin e a sogra

lenda 01

Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum  tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. 

 Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência.

Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável.

No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.

Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.

Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:

– Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas.   

lenda_02

Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente.

Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.

Lin respondeu: “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda. 

Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.

Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra.

E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.

Passados seis meses, toda a família estava mudada. 

Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. 

lenda 03

Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.

As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. 

Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:

Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra.

É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. 

lenda 04

Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou. 

Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: Lin, não te preocupes. 

A tua sogra não mudou. 

Quem mudou foste tu.  

As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde.  

O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar. 

lenda 05

Na China, há um provérbio que diz: 

“A pessoa que ama os outros também será amada”. 

E os árabes têm outro provérbio: 

“O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”. 

As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro. 

Invista nelas…cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas.  

Plante sementes.  

Não espere o resultado imediato…colha com paciência. 

Esse é o único investimento que jamais se perde. 

Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: 

Paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.

lenda 06

 

INRI CRISTO advertiu…

22/09/2012

INRI CRISTO advertiu…

Fique esperto com as mulheres…

14/02/2013

Fique esperto com as mulheres…

Ocorreu um acidente de trânsito, com dois carros batendo de frente, um guiado por um homem e o outro por uma mulher.

Ficaram completamente destruídos, mas, surpreendentemente, os motoristas nada sofreram. Saíram completamente ilesos.

Depois de saírem de seus carros, o homem pronto para agredi-la verbalmente, mas a mulher rapidamente diz:

– Interessante, você um homem e eu uma mulher, com os carros totalmente destruídos, mas estamos sem nenhum arranhão.

Isto deve ser um sinal de Deus. Nós realmente precisávamos nos encontrar.

Estava em nossos destinos nos conhecermos e ficarmos vivendo em paz, como grandes amigos, até o fim de nossos dias.

– Concordo! – disse o homem. – Isto com certeza é um sinal de Deus.

–  E olhe outro milagre, disse a mulher: meu carro está completamente destruído, mas esta garrafa de vinho não se quebrou.

–  Está claro que o destino quer que a bebamos para celebrar a nossa vida, que foi salva milagrosamente neste acidente.

–  Vamos celebrar!

Então a mulher passa a garrafa para o homem.

Ele concorda sem titubear e vira o gargalo na boca até beber a metade da garrafa.

Entrega a garrafa pela metade para a mulher. Ela pega a rolha e a recoloca no gargalo, imediatamente, sem beber nenhum gole.

Sem entender nada, o homem pergunta:

– Não vai beber a sua metade para comemorar?

A mulher responde:

– Agora não. Vou esperar a polícia chegar e fazer o teste do bafômetro…

NUNCA SUBESTIME UMA MULHER…

‘Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante do que o conhecimento’. (Albert Eistein)

 

Fala sério…

25/11/2012

Fala sério…

Se você não quer se meter em dificuldades, tome cuidado com o que diz.

Houve um rei muito poderoso, conceituado e temido pelos seus súditos. Certa noite vossa majestade teve um sonho tenebroso, intrigante e misterioso. Naquela época era comum pessoas interpretarem sonhos ou sinais. Então mandou chamar o mais famoso da província. Chegando ao palácio, o rei contou-lhe em detalhes seu pesadelo:

_ Foi horrível, meus dentes começaram a cair, um pôr um, cada dente que caía, eu sentia uma dor tremenda e no final só me restou um.

_ Qual o mistério que me aguarda?

Respondeu-lhe o intérprete:

_ Infelizmente, todos os seus filhos, filhas e esposas morrerão, e só restará vossa majestade!

Como o rei amava muita a sua família, ficou indignado com aquela profecia. Chamou os guardas e mandou açoitar o homem.

E ordenou:

Ao chegar a sua presença, o rei contou-lhe o sonho. Mas, desta vez a resposta do sábio encheu o rei de felicidades, a tal ponto que deu uma grande festa e o nomeou como conselheiro real.

Dias depois, os dois profetas se encontraram. O que havia sido espancado perguntou-lhe:

_ O que falaste ao rei sobre o sonho?

_ Nada demais, apenas disse: Que maravilha! Vossa majestade viverá anos e anos a mais que todos os seus súditos e será o reinado mais longo de todo o tempo!

Antes de quaisquer notícias (especialmente as ruins), precisamos trabalhar as palavras, a fim de transmitir graças aos que ouvem. 

Quem é cuidadoso no que fala evita muito sofrimento.

Provérbios 21 – 23

Pense Nisso!

 

Fábula bem atual do Rei que queria ir pescar

03/05/2013

Fábula bem atual do Rei que queria ir pescar

Era uma vez um rei que queria ir pescar.

Ele chamou o seu meteorologista e pediu-lhe a previsão do tempo para as próximas horas. Este lhe assegurou que não iria chover.

A noiva do monarca vivia perto de aonde ele iria, e colocou sua roupa mais elegante para acompanhá-lo. No caminho, ele encontrou um camponês montando seu burro que viu o rei e disse:

– Majestade, é melhor o senhor regressar ao palácio porque vai chover muito.

O rei ficou pensativo:

– Eu tenho um meteorologista, muito bem pago, que me disse o contrário. Vou seguir em frente.

E assim fez. Choveu torrencialmente. O rei ficou encharcado e a noiva riu-se dele ao vê-lo naquele estado. Furioso o rei voltou para o palácio e despediu o meteorologista.

Ele convocou o camponês e ofereceu-lhe emprego. O camponês disse:

– Senhor, eu não entendo nada disso, mas se as orelhas do meu burro ficam caídas, significa que vai chover.

Então o rei contratou o burro. Assim começou o costume de contratar burros, que desde então têm as posições mais bem pagas nos governos… 

 

Essa é uma homenagem à turma de cabelos brancos

09/06/2013

Essa é uma homenagem à turma de cabelos brancos

Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.

“Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!”, o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.

“Nós, os jovens de hoje, crescemos com internet, celular, televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e …,” – fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.

O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:

– Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las. E você, um bostinha de merda arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?

Foi aplaudido de pé !

 

DEUS existe…

12/07/2014

DEUS existe…

Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como ele sempre fazia.

 

Ele começou a conversar com o barbeiro e conversaram sobre vários assuntos.

 

Conversa vai, conversa vem e começaram a falar sobre Deus…

 

O barbeiro disse:

 

– “Eu não acredito que Deus exista como você diz”.

 

– “Por que você diz isto?” – o cliente perguntou.

 

– Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe.

 

Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes?

 

Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento.

 

Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas”.

 

O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para prevenir uma discussão.

 

O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu.

 

Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos.

 

Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba e ele parecia sujo e arrepiado. Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:

 

– “Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem”.

 

– “Como assim eles não existem?” – perguntou o barbeiro.

 

– “Eu estou aqui e eu sou um barbeiro”.

 

– “Não!” – o cliente exclamou. “Eles não existem, porque se eles existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos como aquele homem que está andando ali na rua”.

 

– “Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas”.

 

– “Exatamente!” – afirmou o cliente.

 

– “É justamente isso, Deus existe, o que acontece é que as pessoas não O procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo”.

 

(Autor Desconhecido)

 

Fonte: http://inricristo.org.br/index.php/pt/curiosidades/informativos-culturais/257-deus-existe