Os nossos pertences na hora da morte

26/09/2012

Os nossos pertences na hora da morte

A morte: uma grande realidade
 
 
Um homem morreu intempestivamente… 
Ao dar-se conta, viu que se aproximava um ser muito especial que não se parecia com nenhum ser humano. 
Trazia uma maleta consigo. E disse-lhe:
 

_ Bem, amigo, é hora de irmos… sou a morte…

O homem, assombrado, perguntou à morte…

_ Já? Tinha muitos planos para breve…

_ Sinto muito, amigo, mas é o momento da tua partida.

_ Que trazes na maleta?

E a morte, respondeu-lhe:

_ Os teus pertences. 

 

_ Os meus pertences? São as minhas coisas, as minhas roupas, o meu dinheiro? 
 

Não  amigo, as coisas materiais que tinhas, nunca te pertenceram… eram da terra.

 

_ Trazes as minhas recordações?
 
_ Não amigo,  essas já não vêm contigo. Nunca te pertenceram, eram do tempo…

_ Trazes os meus talentos?

_ Não amigo, esses nunca te pertenceram… eram das circunstâncias.

 

_Trazes os meus amigos, os meus  familiares?
 

_Não amigo, eles nunca te pertenceram, eram do caminho.

 

 

_ Trazes a minha mulher e os meus filhos?

Não amigo, eles nunca te pertenceram. Eram do coração.

 

 

_ Trazes o meu corpo?

Não amigo… Esse nunca te pertenceu. É propriedade da terra.

 

_ Então, trazes a minha alma?

_ Não amigo, ela nunca te pertenceu… essa é do Universo.

Então o homem, cheio de medo, arrebatou à morte a maleta e abriu-a… e deu-se conta de que estava vazia…

 

Com uma lágrima de desamparo a brotar dos seus olhos, o homem disse à morte:

_ Nunca tive nada?
Tiveste, sim… meu amigo…
 
Cada um dos momentos que viveste foram só teus… 
 
A vida é só um momento. É uma sequência de momentos… 
 
Cada momento todo teu, e só teu…
 
Desfruta-o na sua totalidade… 
 
Vive o AGORA, vive  a TUA VIDA e não te esqueças de SER FELIZ!
 
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