Parábola do REI

O Rei dos reis, INRI CRISTO, após haver sido coroado pelos soldados romanos com uma coroa de espinhos e crucificado a pedido dos filhos de Israel com a disfarçada aprovação de Pôncio Pilatos, reencarnou e, em sua volta à terra, após peregrinar por dezenas de países e centenas de cidades, ao chegar a Brasília, em 1981, reuniu-se ao povo na praça da torre da TV. E, quando estava no ápice de um sermão que proferia em cima de um caminhão, o proprietário do veículo veio pelas costas e o empurrou bruscamente. INRI caiu, sendo amparado pela multidão. Então, disse que iria embora e não falaria mais ali. Todavia, alguns policiais presentes disseram-lhe: “A partir de agora nós garantiremos a segurança, pois também queremos ouvir-te”. INRI, desabafando, falou assim:

 “Certa vez, um rei que amava muito seu povo teve que fazer uma viagem. Antes, porém, teve o cuidado de reunir seus servos, que eram também seus amigos, e lhes distribuiu responsabilidades, fazendo cada um saber seu dever durante sua ausência. Disse ainda o rei a seus servos, com veemente convicção, que voltaria e, em sua volta, julgaria cada um de acordo com sua obra. E, para que houvesse ordem e harmonia em seu reino durante sua ausência, nomeou, inspirado por DEUS, um de seus servos para presidir os demais.

Não obstante, este servo desencarnou, e seus sucessores naturais vilipendiaram os mandamentos deixados pelo rei e transformaram o reino num caos. Construíram uma estátua do rei e ensinaram seu povo que a dita estátua era o rei. E, obedientes ao príncipe das trevas, Belzebu, passaram a perseguir qualquer indivíduo que ousasse contrariar suas barbaridades. Ignorando os mandamentos deixados pelo rei, queimaram na fogueira as pessoas honestas que se manifestavam contra suas iniqüidades.

E o Rei voltou. Mas DEUS, que não dorme e que tudo vê das culminâncias de sua insofismável onipresença, onipotência e onisciência, advertiu o rei, que, por sua vez, visitou seu reino em oculto, como um ladrão. E ele, carregando um mistério em seu nome, entrava nas casas de seu povo e, nas poucas vezes em que era recebido, dormia junto a seu povo.

Porém, na maioria das vezes, era perseguido, prisioneiro e expulso de suas casas, de suas cidades, de seus países. E ele marchava sobre a terra, ocultando em seu interior e em seu nome seu grande mistério a fim de conhecer bem seu reino que se multiplicara em sua ausência. Quando a hostilidade chegava ao extremo, ele dormia nas florestas, nos cemitérios… sendo que muitas vezes, ao peregrinar sobre a terra, observava, ao passar pelos campos, qual árvore poderia servir de refúgio para reclinar sua cabeça. Todavia, até mesmo das florestas era expulso por aqueles que deveriam recebê-lo, pois se intitulavam – e se intitulam – príncipes de seu reino e se diziam seus servos, mas, por conveniência, preferiam – e preferem – um rei de metal, de gesso, de plástico… em forma de estátua, enfim, um rei sem autoridade e que serve aos inconfessáveis interesses ocultos daqueles usurpadores que rendem obediência e servilidade a Belzebu.

Eu que vos falo sou este Rei. Voltei como vos havia prometido.

Meu nome novo é INRI.

INRI é o nome que eu paguei com meu sangue na cruz: I.N.R.I.

INRI é o nome que Pilatos escreveu acima de minha cabeça quando eu agonizava na cruz, quando cuspiam em meu rosto, quando me humilhavam, quando se cumpriam as escrituras.

E o servo que nomeei para presidir meu reino de luz foi Pedro. A nomeação aconteceu quando eu disse: “…tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus cap.16 vers.18).

Quando Pedro desencarnou, os usurpadores que se sucederam transformaram paulatinamente meu reino de luz num principado de iniqüidades e, na obediência a Belzebu – príncipe das trevas – e satisfação de seus instintos bestiais e imorais objetivos ocultos, ensinaram meu povo a se ajoelhar em frente a estátuas frias, geladas, inertes; e, despudoradamente, dizem aos quatro cantos do mundo que eu sou uma daquelas estátuas malditas construídas por perecíveis mãos humanas, menosprezando as sagradas escrituras, pois está escrito dezenas de vezes que meu PAI, meu SENHOR e meu DEUS amaldiçoa os que se prostram diante de estátuas (Levítico cap.26).  No livro da Sabedoria cap.14 vers.8, o SENHOR disse: “…o ídolo, obra das mãos humanas é maldito, ele e seu autor…” E eu mesmo disse a meu discípulo João que os adoradores de ídolos ficarão fora do reino dos céus (Apocalipse cap.21 vers.8 – cap.22 vers.15).

O atual impostor – que se diz sucessor de Pedro – e seus asseclas sentem um prazer mórbido em enganar meu povo, em humilhar-me, exibindo-me falsamente pregado na cruz. E o principal chefe dos anticristo, que tem sutilmente, indelevelmente em sua cabeça a marca da besta, ou seja, o nº 666 (Apocalipse cap.13 vers.18) – quem vive no pecado não pode ver, mas meu PAI, após o jejum, me mostrou – e atualmente se faz chamar pelo nome de João Paulo II, na continuidade evolutiva do pernicioso vício da idolatria e num paroxismo transcendental sem precedente na história da humanidade, se deleita, sorri e acena para meu povo, em exaltação de júbilo, quando mais uma vez exibe uma pequena e maldita estátua, nutrindo em seu interior o repugnante, abominável e inconfessável pensamento: “AAAHHH! Tu és minha galinha de ovos de ouro! Como é bom ver-te pequeno, indefeso, inerte, sem autoridade, pregado na cruz… e como tu és lucrativo! Como a humanidade é idiota! Como eu sou um gênio! Consigo enganar quase todas as ovelhas do rebanho do CRISTO! E o CRISTO, depois de quase dois mil anos, voltou e pretende destruir minha galinha de ovos de ouro? Ah não! Não permitirei! Usarei todas as forças satânicas para proteger minha galinha de ovos de ouro! Se necessário, hipocritamente, beijarei o solo imundo de cada cidade ou país onde chegar; assim a humanidade pensará que sou humilde e, cega na ilusão de que eu sou verdadeiramente representante de CRISTO, não perceberá que vivo na ostentação e luxúria, egoisticamente, enquanto INRI cultiva a simplicidade, possui uma única túnica e continua a andar de sandália, mesmo neste século. E eu, como uma marionete, manipulado por meus cúmplices, que – como eu – são gangsters despidos de qualquer senso de pudor, interfiro nas questões dos países, brincando de chefe de estado, ignorando que ele, CRISTO, aquele sonhador ingênuo, disse: “Dê a César o que é de César e a DEUS o que é de DEUS” (Mateus cap.22 vers.21). Não! Não posso permitir que a humanidade se desperte! Eu tenho que fazer alguma coisa para alimentar minha mentira! É muito perigoso para mim e para meu império enfermo: se descobrirem que o CRISTO voltou, me desmascararão! Ah! É perigosíssimo! Perceberão que esta pequena estátua é um embuste! Ah! O que será de mim? Ah! Se descobrirem que o CRISTO voltou, descobrirão também a falcatrua disso que eu e meus cúmplices chamamos de “eucaristia”, pois compreenderão que este pão que lhes dou para comer com minhas mãos imundas, contaminadas pelo pecado da idolatria, não passa de outra farsa, uma vez que CRISTO disse na última ceia que teve, reunido com seus verdadeiros servos, ao repartir o pão: “Comei, este é meu corpo; bebei, este é meu sangue; fazei isto em minha memória” (Lucas cap.22 vers.19). E, agora que ele voltou em carne e osso, todos compreenderão que este pão não tem mais nenhum valor místico, porque ele disse: “Fazei isto EM MINHA MEMÓRIA”. Logo, não é mais possível comer seu corpo simbolizado por um pão após ele haver reencarnado! Que destino trágico me espera? Herdei um império enfermo; que será de mim sem minha galinha de ovos de ouro?”

Assim, durante o dia, Karol Josef Wojtyla – que se faz chamar João Paulo II – e seus comparsas, traidores da causa divina, enganam o povo de DEUS e, de noite, eventualmente são visitados por um furtivo momento de lucidez que os coloca em pânico, em conseqüência da gritante, chocante e inexorável realidade materializada pelo impacto da volta do Filho do Homem em carne e osso no cumprimento das escrituras.

Disse-me ainda meu PAI que Ele e eu somos uma só coisa e que ninguém pode me deter nem me julgar, porque Ele me reenviou a este mundo como juiz, com a missão de instituir na terra o seu santo reino, no cumprimento da sua santa vontade.

Imaginai, meus filhos, como seria cômico e ridículo se um homem organizasse uma expedição com armas, munição e soldados, com a intenção de aprisionar o Sol, o mar, o vento ou um vulcão! Nas dezenas de vezes em que aprisionaram meu corpo físico, meu PAI me conscientizava de que assim o faziam porque a verdade é uma fera demasiadamente perigosa para andar solta; e eu sou a verdade, a vida  e a luz do mundo. Eu sou o caminho eterno:  ninguém vem a meu PAI senão por mim. E foi meu PAI que disse que tentar aprisionar a verdade, além de ser impossível, é tão cômico e ridículo como se alguém tentasse aprisionar o mar infinito com suas vibráteis e turbulentas ondas de beleza incomparável, o Sol com seus resplandecentes raios indispensáveis para a vida dos habitantes da Terra e ao mesmo tempo mortíferos, o vento capaz de destruir uma cidade e até mesmo um país, o vulcão avassalador…

Em verdade, em verdade, vos digo: eu sou o mar, o vento, o vulcão, a Via Láctea, as galáxias, as estrelas, os planetas, a tempestade e a bonança. Eu não existo: meu PAI é todas estas coisas e outras mais; Ele é o CRIADOR e único SENHOR do Universo, Ele me disse que eu e Ele somos uma só coisa e que somos incapturáveis, inextermináveis. Benditos são os olhos que me vêem,  porque quem me vê, vê meu PAI. Benditos são os ouvidos que me ouvem e me reconhecem pela minha voz. Bem-aventurados sois vós que me escutais, porque eu só vos falo o que escuto do meu PAI, que é em mim”.

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