Parábola do MURO

Fortaleza intransponível

Assim falou INRI CRISTO:

“Alguns dentre vós já me indagastes se existe a possibilidade de bloquear definitivamente a ação do maligno em vossos corpos, tendo em vista que, embora sejais integrantes do Reino de DEUS e dediqueis vossas vidas à causa divina, sois seres humanos de carne e osso e não estais livres de sofrer interferências de energias negativas provenientes do contato com o mundo profano. Embora luteis acirradamente contra a invasão dos tenebrosos espíritos das trevas em vosso canal de pensamento, muitas vezes o maligno encontra uma brecha, uma fissura através da qual consegue acessar vosso foro íntimo e ministrar sua porção de energias negativas em vosso ser. Será mesmo possível encontrar um meio de conservar a paz interior e impedir qualquer chance de invasão? Onde encontrar a resposta?

Imaginai, meus filhos, um perigoso ladrão acompanhado de ardilosos comparsas – especialistas em driblar intrincados esquemas de segurança e cuja astúcia lhes rendeu renomada “notoriedade”, por assim dizer – que diariamente se enveredam na calada da noite em busca de uma mansão para assaltar. Dentre as inúmeras opções encontradas ao longo do caminho, deparam-se com uma fortaleza protegida por um muro de pedras intransponível, indevassável. O ladrão e os comparsas olham-se mutuamente, procedem a um rigoroso levantamento logístico do local. Não obstante, ao invés de encontrar um ponto vulnerável, uma brecha por onde adentrar e atacar, deparam-se repentinamente com um guardião em posição de ataque, a mirar-lhes com um fuzil. O que fariam os delinqüentes? Tentariam o assalto, mesmo sabendo ser uma tentativa impossível? Adentrariam a fortaleza? Olhariam para o sentinela com ódio, raiva, assombro ou medo, talvez? Permaneceriam ali estáticos, esperando o disparo do projétil? Ou simplesmente bateriam em retirada reconhecendo a inviabilidade de realizar seus sinistros propósitos? Conheceis a fábula da raposa que avistou uma videira carregada de uvas saborosas, apetitosas, todavia, após inúmeros esforços infrutíferos de alcançá-la, vociferou desapontada: “Ah! Na verdade essa uva está verde”. Assim também, meus filhos, da mesma forma que a raposa desta fábula, não iriam os mencionados delinqüentes reconhecer sua impotência, mesmo que tivessem que mentir a si mesmos: “Esta fortaleza é só uma fachada, não deve haver nada de precioso em seu interior”?

O ladrão desta parábola e os meliantes que o acompanham são o maligno e seus asseclas. A fortaleza é vosso corpo e o sentinela sois vós, espíritos que me ouvis, alma da minha alma, espírito de meu espírito, filhos de meu PAI. Estou a vos ensinar desta maneira no afã de vos proteger das insistentes tentativas de invasão dos espíritos das trevas que acirradamente querem apossar-se do vosso corpo, no intuito de rachar o muro da vossa consciência, destruindo o que existe de mais belo em vosso interior e transformar-vos em cavalgadura, instrumento do maligno.

Se almejais manter a segurança de vossa fortaleza, deveis construir um sólido e intransponível muro em vossa consciência através de vossos pensamentos, de vossas atitudes, de vossas palavras, que devem traduzir a integridade de vosso caráter e o amadurecimento de vosso espírito. E lembrai-vos sempre que qualquer sintoma de ansiedade, tristeza, melancolia, irritação, insatisfação, depressão, angústia… significa a presença do maligno, a invasão do muro de vossa consciência. Orai e vigiai, observai atentamente a perfeita e eterna lei divina, uma vez que, após a invasão, o maligno tentará de todas as formas transformar vosso cérebro numa sucursal do mundo das trevas, roubando vossa paz e vossa alegria de viver.”

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