O quadro abaixo mostra para onde seus olhos olham quando busca reconhecer um rosto

O quadro abaixo mostra para onde seus olhos olham quando busca reconhecer um rosto

22.09.12

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As áreas azuis na imagem mostram para onde seus olhos olham quando observam o rosto de um estranho, tentando reconhecer aquela face.
O nariz e sua parte central é geralmente o ponto mais observado. Romancistas costumam escrever com bastante frequência sobre o encontro de olhares dos casais ao cruzarem na rua. Para a ciência, o primeiro local na qual os olhos se fixam é o nariz, buscando fazer conexões que lembrem ou tragam reconhecimento dos traços daquele rosto.
A pesquisa é de cientistas da Universidade de San Diego, EUA, buscando estudar exatamente os pontos de fixação que são necessários para que uma pessoa reconheça o rosto de outra. Embora o reconhecimento facial seja importante e é uma habilidade inata, o simples fato de reconhecer algo ou um rosto não é completamente explicado pela ciência.
O estudo mostrou para voluntários uma série de fotografias de rostos, e pediu que eles tentassem reconhecer a fase, em meio a uma multidão de novos rostos desconhecidos em um computador. Os participantes receberam uma quantidade limitada de tempo para lembrar-se de cada rosto. Ao variar a quantidade de tempo e movimento de rastreamento ocular, os cientistas tentaram determinar exatamente quais eram os pontos de fixação em um rosto que leva uma pessoa a reconhecê-lo.
A pesquisa mostrou que, quando uma pessoa busca reconhecer alguém, seu primeiro ponto de visão é o centro do nariz. Após um tempo, ainda buscando o reconhecimento, as pessoas levam os olhos para o lado esquerdo do centro do nariz. Apenas quando o tempo ultrapassou um limite estabelecido, as pessoas levaram seus olhos para outros locais do rosto.
Diferentemente do sentimentalismo dos romances, para a ciência o reconhecimento facial dá-se no nariz, não em um arrebatador cruzar de olhares.
 

Verme pode ser antepassado mais antigo do homem

Verme pode ser antepassado mais antigo do homem

22.09.12

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São Paulo – Uma análise do Pikaia gracilens, um verme que viveu há mais de 500 milhões de anos, pode revelar mais um degrau na descoberta de ancestrais do Homo sapiens. 

O estudo feito por uma equipe de paleontólogos britânicos e canadenses foi publicado na revista científica Biological Reviews. A pesquisa propõe que o verme é o ancestral do grupo dos cordados mais primitivo já encontrado.

Os cordados, o que inclui os peixes, anfíbios, aves, répteis e mamífero, são o tipo mais primário de animais. O fóssil usado na pesquisa foi encontrado nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província da Columbia Britânica.

O verme de 5 centímetros de comprimento era chato dos lados nadava nos oceanos. Também é considerado parecido com as enguias, que nadavam fazendo curvas com o corpo para os dois lados.

Durante a pesquisa, os cientistas identificaram no verme uma notocorda – estrutura primitiva – que se tornaria parte da nossa coluna vertebral, sistema vascular, além de tecidos musculares miômeros, presentes em 114 espécimes fósseis da criatura.

Pikaia gracilens  foi descoberto em 1911. Ele era considerado um antepassado das minhocas. Porém, depois desse novo estudo, é provável que os hábitos dos vermes e a importância para a evolução sejam revistos.

Fonte: info.abril.com.br 

Novos fósseis revelam passagem dos animais da água para a terra

Novos fósseis revelam passagem dos animais da água para a terra

22.09.12

Do G1, em São Paulo

Fósseis descobertos na Escócia ajudaram os cientistas a preencher uma lacuna de 15 milhões de anos na linha da evolução. O estudo publicado pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências, mostra os animais que fizeram a transição da água para a terra.
O artigo descreve uma variedade de invertebrados – artrópodes, parentes dos insetos – e vertebrados – tetrápodes, animais de quatro patas. A descoberta inclui animais aquáticos e terrestres.

Até a publicação desse estudo, não havia nenhum registro de animais desse tipo nessa época. Havia tetrápodes mais antigos – aquáticos – e mais recentes – já terrestres. Esses fósseis confirmam que houve uma etapa intermediária na evolução, como os especialistas já imaginavam.
Com a descoberta, os cientistas confirmam ainda com mais precisão quando ocorreu a passagem dos animais do ambiente aquático para o terrestre. Esses fósseis datam do período tournaisiano, há cerca de 350 milhões de anos.
 
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Ilustração de um dos animais descobertos, chamado de ‘Ribbo’ pelos pesquisadoes(Foto: MichaelCoates/University of Chicago/National Museums Scotland (NMS))
Fonte: G1

Fragmento de papiro antigo recém-revelado menciona uma suposta esposa de Jesus

Fragmento de papiro antigo recém-revelado menciona uma suposta esposa de Jesus

19.09.12

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A pesquisa é da cientista Karen L. King, historiadora do cristianismo primitivo da Universidade de Harvard.

A cientista afirma que o pequeno pedaço de papiro desapareceu no século IV, contendo uma frase nunca antes vista nas Escrituras: “Jesus disse-lhes: Minha esposa…”.

Os fragmentos estão em língua copta arcaica, um idioma egípcio que usava caracteres gregos. Os pesquisadores afirmam que o documento é real e é altamente improvável qualquer tipo de falsificação. Estaríamos diante de uma revolução sobre o que sabemos de Jesus?

King revelou o artefato notável em uma conferência internacional de estudiosos da língua copta em Roma. O proprietário do fragmento pediu para permanecer anônimo, mas forneceu autorização para que a pesquisadora e outros linguistas estudassem o que estaria escrito nos fragmentos.

O colecionador desconhecido afirma ter recebido os fragmentos no meio de outros papiros comprados de um alemão no ano de 1997. Agora, sua permissão fará com que dezenas de especialistas de diversas universidades estudem os escritos, dando maior veracidade e credibilidade.

King não afirma em nenhum momento que Jesus tinha uma esposa. Na semana passada, um seleto grupo de jornalistas teve acesso aos fragmentos. Um deles, Laurie Goodstein do The New York Times, comentou em uma reportagem que o documento contém as palavras “ela será capaz de ser meu discípulo”, algo que representaria uma onda de espanto entre a comunidade cristã, especialmente na Igreja Católica Romana.

A frase é de particular interesse de estudiosos sobre religiosidade e profissionais que acreditam que Jesus teria acolhido também discípulas – algo que o catolicismo tem dito com veemência que nunca ocorreu, e em virtude disso, proíbe que mulheres tornem-se padres. Se fosse provado que Jesus teve uma esposa, o fato de padres não poderem se casar seria algo muito questionável.

Inquestionavelmente, o documento pode reacender discussões sobre o suposto relacionamento de Jesus com Maria Madalena. King está convicta que o documento é verdadeiro e Goodstein disse:

O que nos convenceu de que era provavelmente verdadeiro foi o desbotamento da tinta nas fibras do papiro, além de vestígios de tinta que adere às fibras rasgadas e dobradas nas margens. A parte de trás é tão fraca que apenas cinco palavras são visíveis”.

Seria impossível falsificar”, disse o Dr. Luijendijk, colaborador que trabalhou na identificação ao lado de King.

O Dr. Roger Bagnall disse que um falsificador teria que ser especialistas na gramática copta e sua escrita, além de suas ideias. A maior falsificação que ele já viu não passava de rabiscos toscos. Se fosse uma falsificação destinada para enriquecer alguém, por que teria ficado escondido por tantos anos? 

King publicou suas análises na revista The Harvard Theological Review onde três alunos da universidade questionaram a autenticidade, mas eles tiveram acesso apenas às fotografias do papiro. 

Outro papirólogo estudou os fragmentos e julgou ser verdadeiro. Espera-se que mais testes sejam realizados no artefato, incluindo análise espectroscópica para determinar com mais precisão a idade, além de estudos sobre a composição química.

Fonte: Jornal Ciência

 

NASA divulga animação que mostra o grande aumento da temperatura global desde 1984

NASA divulga animação que mostra o grande aumento da temperatura global desde 1984

17.09.12

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O vídeo é uma dura advertência de como a temperatura da Terra aumentou desde os primeiros registros em 1880.

A NASA criou o vídeo evidenciando as mudanças que ocorreram até os dias de hoje. Isso mostra que as emissões de gases de efeito estufa liberados na produção de energia, indústrias em geral e veículos, aumentam as temperaturas – com um grande pico na década de 1970.

O Instituto Goddard para Estudos Espaciais, da NASA, monitora as temperaturas globais da superfície terrestre em uma base contínua, criando o vídeo que revela os dados científicos colhidos.

Sabemos que o planeta está absorvendo mais energia do que está emitindo”, disse James Hansen, diretor do instituto em entrevista ao DailyMail.

Então, vamos continuar a presenciar tendências de temperaturas mais elevadas. Mesmo com os efeitos de resfriamento de eventos como La Niña e baixa atividade solar”, salientou.

Foram registrados nos primeiros 11 anos do século 21, temperaturas maiores do que as registradas no meio e final do século 20”, comentou Hansen.

Na animação, as regiões vermelhas indicam temperaturas mais altas do que a média do período inicial entre 1951 e 1980, enquanto as azuis indicam temperaturas mais baixas do que a média de referência.

Confira no belo vídeo: http://youtu.be/ymGCoSkln7Y

Fonte: Jornal Ciência

 

Fazer abortos pode ser uma escolha moral, sugerem médicos

Fazer abortos pode ser uma escolha moral, sugerem médicos

14.09.12

O debate em torno do aborto é muito extenso e polêmico. De um lado, a religião discute que é crime interromper uma vida seja em qual estágio for (seria o equivalente a um assassinato), enquanto, de outro, a ciência tenta estabelecer quando a vida realmente surge a partir da concepção (mas não há um consenso absoluto).

No meio desses dois extremos, há muitas opiniões variáveis. Alguns países proíbem o aborto, outros o permitem, e outros ainda colocam restrições. No caso do Brasil, o aborto é crime contra a vida previsto no Código Penal, com exceção aos casos de estupro e de risco à vida da mãe, e, mais recentemente, foi permitido também em casos de fetos sem cérebro.

Nos EUA, o aborto é livre. Enquanto aqui o problema maior é saber se devemos ou não descriminalizar o aborto – isso porque muitos abortos clandestinos ocorrem por ano, colocando em risco muitas vidas -, lá o problema é lidar com os profissionais que não concordam com o aborto (ética ou religiosamente) e tem que realizá-lo mesmo assim.

Uma solução proposta pelo editorial do periódico New England Journal of Medicine discute uma “cláusula” prevista por lei que permite que profissionais se recusem a fazer o trabalho se não quiserem.

Essa “cláusula ou recusa de consciência” serve para apoiar profissionais que não queiram fazer determinados procedimentos que eles acham errado por razões morais ou religiosas.

“Historicamente, as objeções de consciência têm sido relacionadas apenas com causas antiaborto”, diz Lisa Harris, professora de obstetrícia e ginecologia na Universidade de Michigan (EUA). “A suposição é que se recusar a fornecer o aborto é a coisa ‘moral’ a se fazer. Mas a consciência não significa que você tem um conjunto específico de crenças”, explica Harris. “A consciência significa que você é um ser humano, e os seres humanos variam em suas crenças”.

Sendo assim, tornar a decisão do aborto uma decisão moral colocaria um pouco de lado a religião e a ciência e deixaria para a consciência de cada um – cidadão ou profissional de saúde – fazer ou não um aborto.

Os profissionais que defendem essa ideia dizem que ela deve servir para os dois lados. Em casos no qual o aborto é permitido, a cláusula de consciência permite que médicos ou enfermeiros se recusem a participar do procedimento. Em casos nos quais não é permitido, a pessoa teria o direito moral de escolher fazer o aborto.

Claro que é um desafio muito grande separar essa decisão das outras crenças das pessoas (como as religiosas). Mas, como o Brasil, por exemplo, é um estado laico, muitos defendem que o aborto deveria ser livre e de escolha de cada um, e não criminalizado.

Opiniões de lado, o que os dados mostram – dados esses um pouco escassos, devido ao fato da proibição do aborto no Brasil – é que esses procedimentos ocorrem aos milhares no nosso país, e não legalizá-los pode trazer mais prejuízos do que benefícios. No vídeo abaixo, do ano passado, o médico Drauzio Varella ironiza que, no Brasil, “o aborto é livre”: quem tem dinheiro, o faz em clínicas clandestinas, e quem não tem, faz do mesmo jeito, só em condições muito inferiores, colocando a vida em risco. O vídeo também cita um número extraordinário: 300 mil casos de mulheres atendidas pelo SUS todo ano por conta de complicações de abortos ilegais. Mais recentemente, em fevereiro desse ano, uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo afirmou que especialistas da ONU criticam o Brasil por não ter uma legislação melhor para o aborto, acusando a criminalização do procidemento pela alta taxa de mortes de mulheres por ano.

A matéria ainda informa que a ministra da Secretaria de Políticas para a Mulher, Eleonora Menicucci, admitiu que o aborto estava entre as cinco principais causas de mortes de mulheres no Brasil e cita 200 mil mortes por ano relacionadas diretamente com a criminalização do aborto.

Os peritos da ONU disseram não ser a favor ou contra o aborto; afirmaram apenas que a realidade é que milhares de mulheres estão morrendo a cada ano por conta dessas práticas e o que o Brasil precisa fazer algo a respeito. Como Drauzio Varella, o posicionamento dos especialistas foi contra um código penal brasileiro muito restritivo.

O que você acha? O aborto deveria ser uma escolha moral de cada um?[LiveScienceG1]

Fonte: HypeScience 

 

Conheça a linda floresta dos bambus na cidade japonesa de Kyoto

Conheça a linda floresta dos bambus na cidade japonesa de Kyoto

02.09.12

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Um verde estonteante e uma suavidade no ar. Os turistas dizem não esquecer a experiência de visitar o fantástico lugar.

O “bosque” transmite uma sensação acolhedora e pacífica e uma estética única. Localizado no bairro de Arashiyama, periferia da cidade de Kyoto, Japão, o local é um fascinante ponto para passeios e pessoas que buscam paz interior.

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Os passeios entre os bambus proporcionam uma vista incomum e pitoresca. A árvore é usada pelos artesãos japoneses há séculos em copos, hashi (os famosos pauzinhos usados na alimentação como talher) e diversos itens do cotidiano.

A forma simples do bambu, porém estética, é alvo de designers e decoradores, além de ser usado em instrumentos musicais e em armas nas artes marciais.

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Por volta do século X o bambu já era utilizado como parte importante da cultura japonesa e considerado um “material fino e incomparável”, usado na época na construção das casas, lanças, flechas, ornamentação de panelas e até em apitos.

A planta é classificada como incrivelmente forte e durável. Pesquisas demonstram que o bambu possui grande resistência à tração e fornece resistência à compressão quando misturado com concreto, além de ser “indigesto” para os cupins.

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Pesquisas em universidades japonesas demonstraram experimentalmente que casas construídas com bambus conseguem suportar terremotos de 9 graus na escala Richter.

Parece mentira, mas algumas espécies de bambus conseguem crescer 1,20 metro em apenas 24 horas! A planta consegue regenerar sua massa total em apenas 6 meses após ser cortada, enquanto árvores “comuns” levam de 30 a 50 anos.

O bambu pode ser colhido de três em três anos sem provocar nenhum dano ao meio ambiente, pois a cada novo crescimento a planta torna-se mais saudável. Se ele conseguisse ter um período de vida de 500 anos, como é o caso do Pau-Brasil, seria possível cortá-lo mais de 166 vezes.

Fonte: Jornal Ciência

 

Fotografia captura as trilhas deixadas pelo voo de dezenas de mariposas

Fotografia captura as trilhas deixadas pelo voo de dezenas de mariposas

02.09.12

fotografia captura voo mariposas

O fotógrafo Steve Irvine é o responsável pelo belo registro.

Os movimentos aparentemente efêmeros das mariposas atraídas por um holofote produziram uma imagem digna de prêmios internacionais.

Os insetos foram expostos por 20 segundos e as trilhas foram rastreadas, pontilhando cada percurso com luz.

A imagem foi registrada na cidade de Ontário, Canadá, em um núcleo rural.

Fonte: Jornal Ciência

 

O bizarro peixe-unicórnio possui uma estranha semelhança com a face humana

O bizarro peixe-unicórnio possui uma estranha semelhança com a face humana

02.09.12

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Um dos peixes mais estranhos (e também bonitos) do mundo possui uma incrível semelhança com o rosto humano.

Na verdade, a sua cabeça inteira se parece estranhamente com o semblante de uma pessoa descontente, tirando o nariz enorme, é claro!

Seu nome científico é Naso brevirostris. O seu famoso “nariz” não é um propriamente. Trata-se de um chifre e pode aparecer em locais diferentes do corpo.

Apesar de seu tamanho relativamente pequeno, possui incrível capacidade de camuflagem, mudando sua cor para os mais variados tons, embora assuma a cor cinza na maior parte do tempo.

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Os pesquisadores não sabem o motivo do chifre na parte frontal da cabeça, mas estimam que possa ser usado como “arma” para ataque ou ajudar na natação. Existem suspeitas de que possa também ser um artifício amoroso para atrair parceiros. 

Nem todos os peixes-unicórnios possuem o chifre e ele pode aparecer em machos e fêmeas. Pesquisas estão sendo feitas com exemplares criados em tanques e já houve registro de que eles mudam de cor quando estão com “raiva” ou estressados por algum peixe ameaçador.

Os cientistas disseram que em algumas situações as cores mudam para sinalizar que é hora de trocar a água do tanque. 

Esse peixe pode ser encontrado nos oceanos Pacífico e Índico e conseguem alcançar os 25 centímetros. Sua alimentação é focada em zooplânctons e algas.

Fonte: Jornal Ciência

 

Matéria publicada no “Jornal da Orla” – Fronteiras da Ciência

Matéria publicada no “Jornal da Orla” – Fronteiras da Ciência

27.08.12

Ciência e Deus

Jadir Albino
 
Fato ocorrido em 1892, verdadeiro e parte integrante da biografia do protagonista.
 
Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências.
 
O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos.
 
Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
 
– O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
 
– Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
 
– Mas é claro que está! – retrucou o jovem. – Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
 
– É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia? – perguntou o velho demonstrando o interesse de quem quer aprender um pouco.
 
– Bem – respondeu o universitário -, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
 
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.
 
No cartão estava escrito:
Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França“.
 
Louis Pasteur, ilustre pesquisador francês que descobriu a vacina anti-rábica e impulsionou a criação do Instituto Pasteur de Paris e várias outras instituições, que receberam o mesmo nome, no mundo todo.
 
O Instituto Pasteur da França foi fundado em 1888 pelo próprio Louis Pasteur. Atualmente, este instituto é um dos mais famosos centros de pesquisa da atualidade.
 
Após este fato ocorrido no trem com o jovem, o próprio Dr. Pasteur deixou como legado à humanidade a seguinte frase:
 
Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.
(Louis Pasteur)
 
Na qualidade de paraninfo da turma de engenheirandos da Universidade Santa Cecília no dia 17 de agosto do ano presente, parodiei esta bela história de Louis Pasteur como mensagem final aos novos engenheiros, na esperança de que Deus esteja presente em todos os corações.
 
Paz, saúde e prosperidade!
 
Fonte: Jornal da Orla