A COEXISTÊNCIA MÍSTICA: o plano físico e o Cosmos

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A Mente, o Poder da Mente, a Alma, o Espírito, os Registros Akáshicos e o Carma

Assim falou INRI CRISTO:

“Meu PAI, SENHOR e DEUS me mostrou e disse que devo explicar a meus filhos, a fim de que tenham consciência, sobre o mecanismo que faculta a atuação do espírito, da mente e do poder mental em conjunto com o corpo físico, que é vosso veículo e instrumento concedido pelo bondoso PAI Celeste para viverdes na Terra, e qual a ligação do espírito, da mente e do poder mental com o plano cósmico superior. Como se dá a existência do espírito, da mente e do poder mental, até quando existem ou deixam de existir?

Quando o ser humano leva uma vida completamente materialista e desconhece as sutilezas do plano espiritual, a exemplo dos ateus (condição que vivenciei até a revelação de minha identidade em 1979), dos intelectualoides, enfim, dos órfãos da espiritualidade, ele acredita que a morte é o fim da vida, o fim da existência e da identidade; considera a morte uma fatalidade biológica. A maioria esmagadora dos seres humanos vive vinte, trinta, cinquenta, setenta, até cem anos aqui na terra sem saber da existência do espírito, e a isso se pode atribuir boa parcela de culpa pelas filas de moribundos nos hospitais, repletas de pessoas vegetando à beira de desencarnar, mantidas vivas em estado vegetativo por meio de aparelhos, à revelia da divina lei da natureza, unicamente porque têm medo de morrer, de render o espírito. A ignorância é a raiz e causa deste sofrimento desnecessário, posto que na realidade o espírito não morre.

O espírito é uma partícula energética de vida emanada do CRIADOR, do Cosmos, do Infinito, integrante do todo e dissolvida no todo ao mesmo tempo em que é única em si mesma, dotada de identidade, de individualidade. O que morre quando desencarnais é a mente, que está atrelada ao cérebro, centro de comando do corpo humano. O equívoco está em confundir a mente com o espírito, posto que a mente é humana, a mente se desvanece; o espírito não morre, não desvanece jamais, à exceção dos espíritos obstinados, irremediável e irreversivelmente, em transgredir a lei de DEUS, que por serem uma espécie de câncer do Cosmos, são inexoravelmente eliminados, extirpados, extintos, aniquilados. Aos que até agora não puderam compreender, essa é a morte segunda que mencionei ao discípulo João no livro do Apocalipse (c.2 v.11).

Em verdade vos digo: nem mesmo quando dormimos o espírito dorme ou desvincula-se por completo do corpo, que é vosso veículo. O espírito sai, afasta-se, raramente permanece por perto; o corpo físico e a mente, que estão atrelados ao cérebro, estes sim dormem, descansam, necessitam repousar, pois estão ligados à matéria. Teu corpo e tua mente dormem, todavia teu sangue não coagula porque existe um fio invisível ligado ao espírito enquanto repousas. Só quando tu morres, desencarnas, esse fio invisível se separa completamente da mente e do corpo e então o sangue coagula; o teu corpo fenece por falta de ligação com o Cosmos, contigo, que és espírito, posto que o espírito serve de intermediário entre o corpo físico e o plano espiritual, os planetas, as estrelas, enfim, as emanações do cosmos.

E nesse intervalo em que estás dormindo muitas vezes se manifestam os sonhos, que são projeções do espírito em forma de imagens registradas, arquivadas no plano inconsciente da mente em diferentes intensidades. Às vezes produzem lembranças nítidas, como se tivessem sido situações reais, às vezes se desvanecem por completo. Estas projeções variam também de acordo com a procedência e o significado. Explicando de uma forma geral, há sonhos que procedem do Cosmos, quando o espírito traz uma impressão, um aviso, uma premonição ou uma informação do plano cósmico para registrar na mente. Podem, outrossim, advir de lembranças recentes, desejos, inquietudes, temores ou de interferência dos espíritos das trevas que atormentam até mesmo durante o sono.

Meu PAI me instruiu como discernir entre as diferentes características dos sonhos. Existe o sonho profético, que registra e ao mesmo tempo serve como visão de um acontecimento vindouro, ou adverte e avisa sobre algo ruim que poderia acontecer a fim de impedir em tempo viável (o que pode ser também considerado pesadelo), a exemplo dos sonhos proféticos interpretados pelo profeta Daniel, conforme registram as Sagradas Escrituras. Existem também os sonhos provenientes de um desejo, um temor ou uma lembrança: registram o que querias que acontecesse, o que temias que acontecesse ou uma situação vivida recentemente cuja impressão continua ativa na memória, a exemplo de quando se assiste a um filme, um telejornal ou uma novela.

E é claro que como não se pode mandar nos sonhos, não se pode determinar uma trajetória para os sonhos, é possível haver a junção de dois ou três destes fatores ou ainda outros diferentes, porque não se pode rotular, estigmatizar as manifestações do plano espiritual; tudo acontece muito rápido, instantâneo, na velocidade da luz, num fluir incessante, contínuo, perpétuo, vinculado à individualidade de cada ser humano.

Os espíritos das trevas, por serem desprovidos de corpo físico, precisam de um corpo alheio (que neste caso se transforma numa cavalgadura) para se manifestar. O maligno não pode usar um espírito por ser inviável, impossível um espírito incorporar num outro espírito, e por este motivo está sempre tentando, está sempre buscando formas de usar o corpo e a mente dos seres humanos; é terrível, chocante, mas é a realidade. Sendo assim, durante o sono é possível que um espírito das trevas adentre sorrateiramente teu corpo, que é teu veículo, provocando sonhos indesejáveis. Às vezes o demônio vem ministrar aquilo que ele queria que tu fizesses, todavia sabes que jamais irás fazer, ou inculcar medos, sentimentos e impressões negativas. Por isso é necessário orar antes de dormir para ter a proteção divina, mas não orar meramente de boca e sim com a alma e o coração, a fim de equilibrar tuas energias antes do repouso e ter registrado na mente, como última imagem, teu colóquio com o PAI Celeste.

Agora vos explico da parte de meu PAI no que consiste o poder mental. O poder mental é o poder cósmico, o poder do espírito, e a ele está ligado o poder da palavra e o poder que nos movimenta. O poder mental vem do cosmos; emana das estrelas, dos planetas, das galáxias, enfim, do Universo. A mente é o receptáculo do poder mental, que é o poder do espírito. Todos os seres humanos têm o espírito e a mente, mas o poder mental será limitado para cada um de acordo com a lei do carma; está atrelado principalmente à condição espiritual e à evolução de cada indivíduo. Assim compreendereis melhor por que existem tantas diferenças entre um ser humano e outro. Os fatores biofísicos que envolvem a genética, a nutrição, a compleição (constituição física), o ambiente social, entre outros, podem explicar por que às vezes um indivíduo é dotado de raciocínio matemático lógico brilhante e elevada capacidade intelectual, porém continua medíocre, materialista, com limitado poder mental. Assim também existem pessoas que embora não tenham afinidade à erudição, ao intelectualismo, são fartamente dotadas de poder mental oriundo do cosmos, do infinito, devido ao avançado aprimoramento espiritual.

Já no meu caso, que funciona completamente diferente do que para a maioria dos habitantes da terra, eu explico: vós que me conheceis mais de perto já deveis haver testemunhado como às vezes sou quietinho, manso, frágil igual a uma criança. Todavia, quando estou em público, principalmente se alguém me ofende, aflora-se o leão de Judá (Apocalipse c.5 v.5). Nesta ocasião se manifesta o poder mental, o poder cósmico sobre mim, que é o poder de DEUS. Ele simplesmente vem sobre mim e se manifesta, e mesmo que eu tente, não posso controlar esse poder; eis por que digo que não possuo livre arbítrio. Ah! Se eu pudesse controlar esse poder cada vez que alguém chega perto de mim para me aborrecer; eu poderia chamá-lo e dizer: “Tome cuidado, aqui está o poder do leão de Judá”. Não é assim, não sou eu que controlo; é meu PAI, SENHOR e DEUS que controla.

O poder mental é acoplado ao corpo físico junto com o espírito quando a criança nasce. E assim quando alguém tem uma missão para cumprir, desde criança já se diferencia das demais crianças pelo poder mental. Não obstante, esse poder mental é quase nulo, posto que ainda não sabe administrar aquele poder na infância. Irá crescer com aquele poder, alguns percebem que é diferente dos outros. Só quando atinge a idade adulta (geralmente a partir dos 21 anos) é que o espírito estará preparado para ir lentamente administrando o poder da mente, o poder cósmico que recebeu ao nascer.

Quando desencarnar, o espírito carregará consigo o poder cósmico e o que se chama nos ambientes esotéricos de registros akáshicos. A mente se desvanecerá, porque a mente, que está ligada ao ego, morre com o corpo; este será devolvido ao aconchego da mãe terra, no reencontro místico da renovação. É por esta razão que quanto mais desapegado estiveres do ego, mais facilmente conseguirás render o espírito, menos sofrerás ao desencarnar, ou seja, dormirás o sono dos justos.

Quando reencarnas, recebes um novo corpo da mãe terra e uma nova mente, não obstante teu espírito é o mesmo e receberá o poder mental, o poder cósmico conforme já expliquei anteriormente. E então tens que começar tudo de novo, pois a mente é outra, é renovada sempre. Se tu foste um cientista na Rússia e reencarnas numa favela aqui no Brasil, é óbvio que quando criança usarás os brinquedos da favela, e não um instrumento da Rússia. Mesmo que sejas um espírito evoluído, experiente, a mente se renova e até atingir a maturidade terás que passar por todo um ritual, um processo que concerne também ao crescimento, ao desenvolvimento biofísico, terás que brincar de boneca ou de carrinho, estudar na escola dos homens ou mesmo na escola da vida…

Essa nova mente cresce e se desenvolve junto com o corpo. A lembrança de outras vidas só acontece quando DEUS decide e se faz mister para se cumprir uma missão, como aconteceu comigo lá em Santiago do Chile. Ao contrário é melhor não lembrar, porque é necessário sofrer tudo de novo, como eu sofri em Santiago; meu PAI só me submeteu a circunstâncias dolorosas para me dar consciência plena de minha identidade e de minha missão.

Então de que forma a evolução que a pessoa adquiriu numa vida passa para a outra vida? É aí que vêm as três etapas da vida. Primeira, segunda e terceira. A primeira etapa vai até os sete anos; a segunda até os quatorze e a terceira até os 21 e daí para frente. Quando te tornas adulto e teu corpo está biofisicamente completo, que não é aos dois nem aos dez e sim aos 21 anos, estarás preparado e tua nova mente também estará preparada para só então receber lentamente, como sendo num sonho, numa inspiração, as informações que te adaptam e te concernem, de acordo com a Divina Providência, de acordo com a vontade do teu CRIADOR, de acordo com tua missão, de acordo com teu merecimento, de acordo com o teu carma, enfim, para cada um diferente, de novo dentro da lei da igualdade, que consiste unicamente em distribuir-se desigualmente a desiguais na medida em que se desigualam.

Daí surge a lei do talento. Se tens dom para ser músico, pianista, flautista, não serás feliz ou bem-sucedido sendo banqueiro; tens que seguir tua direção, para tua veia artística. Por isso não adianta um pai decidir que um filho será dentista só porque ele é dentista. Ele pode ter nascido para ser espião, músico, tratorista, boiadeiro… Quando uma criança de dois, três anos de idade sabe ler, escrever, tocar um instrumento, isso acontece quando recebe adiantado, por razões que só DEUS sabe, algumas informações de adaptação antes dos 21 anos.

Uma das situações mais incríveis, mais chocantes que vivi depois do jejum foi quando constatei que não faz nem um segundo que fui crucificado, posto que no plano cósmico o tempo não conta. Lembro quando estava hospedado nos Alpes do Coronado, em San Jose de Costa Rica, a convite da Elena de Lin, que tinha um vínculo místico muito forte comigo. Estávamos eu, ela e seus filhos, e conversávamos; não tardou eu disse que sairia para andar um pouco descalço, pois na frente de sua casa, que se situava no meio da natureza, havia um terreno grande, espaçoso, e a terra era virgem, pura, limpa. E enquanto eu caminhava comecei a me lembrar de dois mil anos atrás quando caminhava descalço, mas não falei nada pra eles. Apenas comecei a pensar comigo: “por que demorei dois mil anos para voltar aqui?”, ato contínuo já me veio a lembrança: “mas não levei dois mil anos; só aqui na terra demorei dois mil anos”. Nunca me esqueço desse dia, desse momento.

Por causa da minha missão e condição espiritual, quando criança me acordava de madrugada, as paredes do quarto desapareciam e vinham aquelas visões, aqueles pesadelos terríveis de pessoas gemendo, se arrastando sobre seus próprios membros, destruições em massa… O casal de alemães que me criaram não sabia por que eu acordava de madrugada, o que acontecia comigo; eu tinha ordem interna de não falar a ninguém. Hoje eu sei que meu PAI estava lentamente me preparando. Depois que jejuei e Ele revelou minha identidade, tudo se esclareceu no meu cérebro; posteriormente só tive aquela última visão no Sacrário concernente ao fim do mundo. Quando vejo essas imagens horrorosas na televisão, para mim chega a ser até um conforto; pelo menos agora estou dividindo com os outros o que vi durante toda a minha vida. Se eu dissesse essas coisas quando criança, poderiam pensar que eu estava louco, não conseguiriam compreender.

Mas agora não, a humanidade está vendo o caos, está sofrendo as desgraças e as consequências da constante violação da lei de DEUS. Com o mundo globalizado, as imagens que hoje vemos aqui na televisão estão sendo vistas simultaneamente em todo o planeta. E as forças do mal ficam desesperadas em ver que eu, aparentemente imóvel, estou avançando. Hoje tenho consciência de quanto medo os inimigos da verdade têm da minha imagem. Por um lado tenho o sofrimento em saber que sou odiado por falar a verdade, mas por outro lado, acima do sofrimento, vislumbro o poder de DEUS que criou esta imagem. E um dia esta imagem será vista por toda a humanidade, e se cumpre rigorosamente tudo o que está previsto na Bíblia sobre mim.

Como já vos disse anteriormente, o espírito é uma partícula do Cosmos e de ligação com o Cosmos. E mesmo que influenciado pelo equívoco e alienação das religiões, cada espírito que crê em Cristo, que tem fé e devoção por Cristo, é portador de uma partícula cósmica concernente a Cristo. Enquanto sou impedido de falar abertamente e me manifestar a meu povo, todas essas partículas cósmicas que concernem a Cristo, o Filho de DEUS que vos fala, estão nas igrejas e nos templos farisaicos, nas estátuas construídas em meu nome antigo, obsoleto (Jesus), em poder dos que se dizem bispos, padres, cardeais, papas, pastores… enfim, desses que se dizem meus representantes mas na verdade são servos do principado das trevas. Quando chegar o dia do SENHOR, em que meus cabelos estarão da cor da neve (Apocalipse c.1 v.14), falarei para toda a humanidade, e então a partícula cósmica que está em poder daqueles que se dizem meus servos e representantes virá para mim. E nesta condição vereis o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu com grande poder e glória; significa que todas essas partículas cósmicas concernentes ao Filho do Homem que vos fala estarão concentradas no corpo do Filho do Homem. Nesta condição percorrerei o mundo todo num avião a fim de recolher os meus filhos de todos os rincões da dimensão terrestre.

Em 1980, quando eu jejuava em Brasília, uma mulher chamada Natanri veio a meu encontro. Naquele tempo, mesmo sendo depois do jejum, eu me apresentava ao povo como profeta, enviado do ALTÍSSIMO, pois ainda não havia recebido ordem do SENHOR de dizer abertamente quem sou, à exceção de algumas pessoas que Ele designasse. Quando, por ordem do SENHOR, lhe revelei quem sou, que sou o mesmo que crucificaram, ela disse estupefata: “É muito grave isto que estás me dizendo”. Nesta ocasião, eu caminhava com ela em meio à natureza, uma chuva fina caía, e ela disse ainda: “Se estás sozinho, como podes impor que és Cristo, como irás fazer os outros crerem que és Cristo?”. E então minha boca se abriu e eu lhe disse, da parte de meu PAI, uma coisa muito forte, extremamente chocante:

“Hoje estou falando contigo, mas depois vou falar para outras e outras pessoas; agora não posso dizer quem sou, mas vai chegar o dia que vou ter que dizer publicamente quem sou, e quanto mais eu disser, mais pessoas verão quem sou, e quanto mais pessoas virem quem sou, mais será fácil ver quem sou, porque aquele que vê quem sou devolve o que é meu, e quanto mais me devolvem o que é meu, quanto mais pensam em mim como Cristo, o ungido do PAI, mais outros que ainda não viram que sou Cristo, até mesmo meus inimigos, passarão a ver também, e assim sucessivamente… Este é o elo do amor, o amor que os seres humanos têm por Cristo, e o elo do amor não se desvanece jamais…”

Nos tempos atuais, até esses pastores que vêm à minha presença, quando estão aqui comigo, perto de mim, eu sinto que, mesmo inconscientemente, eles estão me amando.

Por enquanto é muito difícil minha condição, não posso ser hipócrita nem conivente com esses que usam meu nome antigo, obsoleto (Jesus) para enganar o povo, pois são todos ladrões que estão com a minha riqueza, que é também a riqueza de meus filhos. Assim podeis compreender por que naqueles dias eles virão dizer: “Senhor, Senhor, não curamos nós em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome operamos inúmeros milagres?”, ao que lhes direi bem alto: “Não vos conheço, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus c.7 v.22 e 23).

Mas meu PAI, grandioso, bondoso e perfeito, me submeteu durante longos anos à cruel e gélida reprovação de meus contemporâneos, ao desprezo desta geração de corações duros, a fim de me dar autoridade, segurança, discernimento no afã de proceder ao justo juízo (“Segunda vinda de Jesus: “…Mas primeiro (antes do seu dia de glória) é necessário que o Filho do Homem sofra muito e seja rejeitado por esta geração. Assim como foi nos tempos de Noé, assim será também quando vier o Filho do Homem…” – Lucas c.17 v.25 a 35). E então, quando chegar o dia do SENHOR, em que serei visto e reconhecido por toda a humanidade, para muitos será tarde, tarde demais: todo ódio, desdém, indiferença… serão transformados em amor impossível. E no resplandecer da justiça divina, a glória me amará”.

Os passos de INRI até o jejum da revelação – um relato autobiográfico de INRI CRISTO

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Muitas pessoas se questionam: quando, onde e como INRI descobriu ser Cristo reencarnado? Durante o jejum em Santiago do Chile, em setembro de 1979, INRI teve a revelação de seu PAI, SENHOR e DEUS de que ele é o mesmo Cristo crucificado há dois mil anos. Todavia, existem inúmeros detalhes fascinantes que INRI vivenciou até chegar a essa descoberta, e é mister trazê-los à tona. Pois são esses detalhes que levarão os seres pensantes a se questionar: “E se for?”

Nós, discípulos(as) de INRI CRISTO, que temos consciência, convicção de sua identidade, nos sentimos impelidos a registrar as inúmeras curvas de sua trajetória, propiciando a cada ser humano fazer uma reflexão profunda e chegar às suas próprias conclusões. Antes, porém, de apresentarmos o relato de INRI CRISTO quando de sua chegada ao Chile em 1979 e as experiências que ele passou até chegar ao jejum, expomos o resumo de sua história até a revelação.

1-Desde a infância, INRI CRISTO obedece à poderosa voz que lhe fala no interior da cabeça, mas que até o jejum não sabia de quem era. Aos treze anos, recebeu ordem de sair de casa, abdicar o aconchego do lar. Passou a peregrinar sobre a Terra e a vivenciar a realidade das esquinas sociais. Na adolescência, trabalhou como verdureiro, padeiro, entregador de alimentos, mascate, garçom etc. Teve a oportunidade de testemunhar algumas das falcatruas praticadas pela proscrita igreja romana, dentre as quais usar o nome dos pobres e necessitados no intuito de angariar recursos ilícitos em benefício próprio. Desvendou, ainda jovem, a face oculta dos que se dizem servos de DEUS e se apresentam ao povo como paladinos das causas justas, todavia interiormente são repletos de falsidade, corrupção, hipocrisia e iniquidade. Isso lhe fez desacreditar completamente das religiões e a tornar-se um convicto ateu até o jejum. INRI CRISTO nunca pôde se apegar a nada nem a ninguém. Quando lhe agradava trabalhar num lugar ou conviver com uma pessoa, recebia ordem para mudar de profissão, mudar de cidade, sempre adiante em obediência à imperiosa voz que o comanda.

2-Em 1969, aos 21 anos, INRI CRISTO passou a viver como profeta, pois desde a infância seu PAI lhe concedera o dom da vidência. Era profeta de um DEUS desconhecido (“Prepara-te para receber-me… virei a ti como um ladrão e não saberás a que hora virei a ti” – Apocalipse c.3 v.3). Sem ter ainda consciência de sua identidade, todavia sempre em obediência à voz que lhe fala no interior da cabeça desde a infância, iniciou sua vida pública como Iuri e falava nas rádios anunciando o porvir. A partir de 1971, na TV Morena, canal 6 de Campo Grande – MS, falava nos programas de televisão. Nessa circunstância, sua vida deu um salto; de cidade em cidade, começou a viver em hotéis e a frequentar todos os ambientes sociais. Antes de sair do Brasil, habitava a suíte 951 do hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

3-O dom da profecia e sua predestinação em conhecer as sinuosidades da alma humana fizeram com que fosse conhecido e procurado por muitos. Deputados, senadores, juízes, desembargadores, empresários, socialites vinham à sua presença em busca de conselhos e orientações, perguntando-lhe sobre o porvir. Ele indicava a solução de seus problemas, dava-lhes instrução e eles contribuíam com a sua sobrevivência e caminhada sobre a Terra. E assim INRI CRISTO vivenciou de perto os problemas do mais baixo ao mais alto padrão de vida. Através desse imenso laboratório de sociologia, seu PAI, SENHOR e DEUS lhe facultou conhecer profundamente as verdadeiras intenções ocultas no interior de cada ser humano, suas fraquezas e misérias, as enfermidades disfarçadas em tecidos caros, a hipocrisia e a corrupção da sociedade contemporânea… Enfim, o minucioso estudo na escola da vida lhe rendeu o conhecimento empírico de ciências humanas, que não se aprende nos livros nem nas academias convencionais, necessário para o cumprimento de sua missão.

4-Em 1978 recebeu a ordem de sair do Brasil despojando-se completamente dos bens materiais. Sentia em seu interior que estava prestes a fazer uma viagem sem volta. Em 01/09/1978 chegou a Santa Cruz de La Sierra e no dia seguinte a La Paz, na Bolívia. Após haver passado pela Bolívia, Paraguai (incluindo a prisão política de Strossner em Asunción), Uruguai e Argentina, finalmente INRI CRISTO chegou ao Chile, ainda na condição de profeta. Em Santiago já havia um grupo de esoteristas independentes que, movidos pela Divina Providência, se preparavam para receber “el gran Maestro”. Eles haviam construído uma rústica casa de pedra, local onde INRI iria jejuar.

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Foto da casa de pedra registrada pela primeira discípula de INRI CRISTO, Abeverê, em setembro de 1982

5-Agora iniciaremos o relato detalhado de INRI de alguns eventos que precederam sua passagem por Santiago do Chile, a começar pelo episódio da vidente de Buenos Aires, registrado no livro DESPERTADOR 1ª parte, o desdobrar dos acontecimentos e por fim a chocante revelação no jejum. Uma história cujo desfecho surpreendente é apenas o início de uma longa trajetória a seguir, rumo ao cumprimento de sua missão.

Assim falou INRI CRISTO:

6-“…Em Buenos Aires, após reunir-me com os jornalistas no Hotel De Las Americas, passei a receber em audiência as pessoas que me procuravam em busca de orientação metafísica. Dentre as que compareceram, surgiu uma mulher sexagenária, pedindo uma solução para o problema de sua filha, cuja vida conjugal era um inferno, alegando que era insuportável conviver com o genro. Ela obteve a instrução, levantou-se da cadeira, despediu-se e, fazendo menção de retirar-se, deu uma última olhada, demonstrando querer perguntar algo mais. Então disse:

7-“Maestro, ¿puedo hablarte algo?” (“Mestre, posso falar algo?”) – obtendo consentimento, prosseguiu:

“Yo también soy vidente” (“Eu também sou vidente”).

“¿Si eres vidente, por qué no vistes, no encontrastes una solución para la vida conyugal de tu hija?” (“Se és vidente, por que não viste, não achaste uma solução para a vida conjugal de tua filha?”)

“Yo veo el futuro de las personas, vivo de esto. Aconsejo, oriento y resuelvo con la inspiración divina sus problemas; solamente no puedo resolver mis problemas. Pero, si me permites, tengo algo a te decir sobre tu futuro, y para que creas en mi visión, te describiré un poco de tu pasado.”(“Eu vejo o futuro das pessoas, disto vivo. Aconselho, oriento e resolvo com a inspiração divina seus problemas; só não posso resolver os meus problemas. Porém, se me permites, tenho algo a te dizer sobre o teu futuro, e para que creias na minha visão, te descreverei um pouco do teu passado”).

8-E ela começou a falar sobre os principais acontecimentos de minha vida… Discorreu desde as dificuldades da infância e adolescência até os fatos mais recentes, a longa caminhada sobre a terra, lembrando-me das detenções, perseguições e conspirações de violência, a exemplo do massacre de Ponta Grossa; descreveu o período carcerário na prisão política de Assunção com detalhes minuciosos, com clareza, como se fosse testemunha ocular. Então começou a falar do meu futuro, dizendo:

“Tu serás muy odiado, perseguido y calumniado; serás detenido, aprisionado, injuriado y serás expulso de algunos países; aún serás sometido a toda suerte de conspiración y reprobación.” (“Tu serás muito odiado, perseguido e caluniado; serás detido, aprisionado, injuriado e serás expulso de alguns países; ainda serás submetido a toda sorte de conspiração e reprovação”).

Deteve-se por uns instantes, com um olhar meditativo, brilhante, e enfim concluiu:

“Pero después serás reconocido por toda la humanidad…” (“Mas depois, serás reconhecido por toda a humanidade…”)

9-Aquela mensagem me deixou atônito, mas então compreendi por que tinha que permanecer naquela cidade.

De Buenos Aires partimos pra Mendonza, eu e o secretário brasileiro Antônio Marques de Oliveira. De Mendonza fretamos um veículo com mais três pessoas com destino a Santiago. O dinheiro estava contado para ir direto, todavia, passando por Los Andes, recebi ordem de parar lá. Fomos direto ao Hotel Plaza. Lá chegando, aconteceu tudo muito rápido… Embora estivéssemos sem dinheiro, o hotel não sabia e nos hospedou como de praxe. Indaguei a gerente, Nina, se havia emissora de rádio local. Ela respondeu que eu deveria ir direto ao jornal de Los Andes, pois o dono do jornal era também o dono da rádio. Era perto de meio-dia e fomos direto pra lá, eu e o secretário, onde estava tudo encaminhado pela Divina Providência.

10-Logo ao chegar, o diretor do jornal fez um convite, como se já estivesse à espera:

“Habrá un encuentro para la inauguración de un hotel en la Cordillera de los Andes, breve pasará acá un autobús con periodistas de Santiago, pero yo no puedo ir. ¿Tu aceptas representar el periódico de Los Andes en mi lugar?” (“Haverá um encontro para a inauguração de um hotel na Cordilheira dos Andes, em breve passará aqui um ônibus com jornalistas de Santiago, mas eu não posso ir. Tu aceitas representar o jornal de Los Andes no meu lugar?”)

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Esse é o hotel mencionado por INRI CRISTO, situado na divisa entre Chile e Argentina, hoje desativado

11-Como eu carecia estreitar uma relação com ele até para que publicasse minha presença na cidade a fim de angariar meios de sobreviver, aceitei prontamente; tudo por conta da ordem do SENHOR de parar em Los Andes. O diretor acrescentou:

“Entonces, espera allá en el hotel; cuando los periodistas pasen acá, les digo que me estarás representando, y ellos van allá te buscar.” (“Então espera lá no hotel; quando os jornalistas passarem aqui, digo-lhes que estarás me representando, e eles vão lá te buscar”).

Menos de uma hora depois, mal desarrumara as malas, o porteiro chamou. Os jornalistas de Santiago aguardavam na entrada do Hotel Plaza, a bordo de um ônibus de luxo alemão, de primeira categoria. Só então compreendi por que o dono do jornal me fez aquela proposta… Como ele era visto como cidadão do interior, não se sentia bem no meio daqueles jornalistas orgulhosos, vindos da capital… Então ele colocou lá um furacão para atrapalhar a todos e fazer uma espécie de vingança intelectual velada. Era uma forma de dar a volta por cima, enviando um estrangeiro para representar um jornal do Chile. Os murmúrios foram inevitáveis:

“Solo mismo acá en Chile para colocar un extranjero a representar un periódico chileno. ¡Eso es un absurdo!” (“Só mesmo aqui no Chile pra colocar um estrangeiro a representar um jornal chileno. Isso é um absurdo!”)

12-Esse hotel se situa bem no alto das Cordilheiras; em 2010 estive nesse lugar acompanhado de meus discípulos. Lá chegando, ao início das cerimônias, para surpresa dos grã-finos presentes, subi numa mesa e comecei a falar, iniciando por um sermão sobre o porvir. Chegou um momento em que o dono do hotel interveio: “¿Podemos empezar la inauguración?” (“Podemos começar a inauguração?”), abrindo espaço para entrevistas, afinal era pra isso que os jornalistas estavam lá.

13-Houve um fotógrafo que tirou muitas fotos enquanto eu falava. Posteriormente, ele me conduziu diante de uma escultura com uma cruz, perguntando o que eu achava daquilo. Respondi apenas:

“Soy profeta enviado del Cosmos para hablar sobre el porvenir…” (“Sou profeta enviado do Cosmos para falar sobre o porvir…”), e desconversei.

Mas ele insistiu:

“Voy a escribir un artículo para mi periódico haciendo una comparación entre usted y esta imagen.” (“Vou escrever uma matéria pro meu jornal fazendo uma comparação entre você e essa imagem”).

E assim publicaram sobre a presença do “profeta brasileño” na primeira página no jornal La Tercera, o mais lido de Santiago, levando minha imagem à capital chilena antes de eu chegar lá.

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Pesquisando na internet sobre o hotel situado na divisa entre Chile e Argentina, na Cordilheira dos Andes, casualmente encontramos esse monumento, chamado El Cristo Redentor de Los Andes, do escultor argentino Mateo Alonso, inaugurado em 1904. Quando mostramos a INRI CRISTO, ele confirmou que era justamente essa a imagem sobre a qual o fotógrafo chileno o havia indagado.

14-Enquanto permaneci em Los Andes, era difícil alguém me procurar, pois não tive acesso à rádio para divulgar minha presença na cidade. Dentre as pessoas que me abordavam, algumas diziam assim:

“Usted tiene que ir a Santiago hablar con Patricio Varela.” (“Você tem que ir a Santiago falar com Patrício Varela”).

Houve um grupo de curiosos que me convidaram para um encontro e ao término novamente disseram:

“Usted tiene que hablar con Patricio Varela.” (“Você tem que falar com Patrício Varela”). O nome Patrício Varela era constantemente repetido nas minhas orelhas.

Ao mesmo tempo, a voz interior dizia:

“Preste atenção nas mulheres, elas te levarão ao jejum…” Essa mensagem ficou repercutindo na minha cabeça, uma vez que, antes de sair do Brasil, recebi ordem da poderosa voz interior de que tinha que jejuar.

15-Mas antes de partir para Santiago, o assessor que me acompanhava, possuído por um espírito das trevas, foi à polícia me denunciar. Antônio Marques de Oliveira era um mercenário, um profissional, assessorava-me com a garantia de receber dez por cento do que eu arrecadasse nas consultas aos que me procuravam. Ele tinha a ambição de morar nos Estados Unidos. Como eu havia recebido ordem de percorrer toda a América Latina, o que incluía a América Central, ele viu nisso uma boa oportunidade para alcançar seus objetivos.

Viemos de Mendonza sem recursos e em Los Andes quase ninguém veio me procurar, levando-o a concluir que não ia entrar dinheiro… Até que um dia, Antônio inadvertidamente chegou à minha presença acompanhado de dois policiais, na tentativa de me deter sob acusações infundadas – uma delas era de que eu estaria extorquindo recursos da mulher de um banqueiro em Buenos Aires, entre outras. Eu imediatamente indaguei-o em frente dos policiais:

16-“¿Entonces, donde está la plata, si es la denuncia que me hacen? Yo tengo vida pública. Él es mi asesor, recibe las personas que vienen a mi encuentro, en los hoteles donde me hospedo. Vivo como profeta, aconsejo las personas que necesitan de ayuda, y obviamente ellas necesitan resarcir la ayuda recibida. Pero ha sucedido que ahora estoy sin recursos. Él fue me denunciar solo porque no tengo plata para pagarle. ¿Cómo se queda ahora?”(“Então onde está o dinheiro, se é essa a denúncia que me fazem? Eu tenho vida pública. Ele é meu assessor, recepciona as pessoas que vêm ao meu encontro, nos hotéis onde me hospedo. Vivo como profeta, aconselho as pessoas que precisam de ajuda, e obviamente elas necessitam ressarcir os préstimos recebidos. Todavia aconteceu que agora estou sem recursos. Ele foi me denunciar só porque não tenho dinheiro pra lhe pagar. Como é que fica?”)

O policial confirmou que esse era o motivo, logo entendeu o que estava acontecendo e disse:

“Ustedes que son brasileños, traten de resolver ese asunto allá en Brasil. La Policía de Chile no tiene nada que ver con esto.” (“Vocês são brasileiros, tratem de resolver esse assunto lá no Brasil. A polícia do Chile não tem nada a ver com isso”).

Olhei na direção de Antônio Marques e desabafei na frente dos policiais:

“A partir de agora você já não pode mais entrar naquele alojamento”.

E ainda disse ao porteiro:

17-“Usted recoge las bagajes de él, lleva para otro lugar, porqué a partir de ahora él ya no es más mi auxiliar, ya no tiene más nada conmigo después de tener ido a la Policía hacer una denuncia tan absurda.” (“Você recolhe as bagagens dele, leva pra outro lugar, porque a partir de agora ele já não é mais meu auxiliar, já não tem mais nada a ver comigo depois de ter ido à Polícia fazer uma denúncia tão absurda”).

Antônio recolheu as malas e foi embora. Era uma conta de hotel a menos para pagar, já que eu estava sem dinheiro. Enquanto ele saía, o porteiro olhou em minha direção e verbalizou uma frase milenar:

“No hay profeta sin honra, sino en su patria.” (Não há profeta sem honra a não ser em sua pátria).

Naquele momento percebi que era necessária a separação, mas havia algo em meu interior dizendo que em Santiago tudo seria resolvido. Depois do jejum o SENHOR me facultou compreender que aquele assessor era um pedaço da terra do Brasil, e por isso não podia estar em minha companhia enquanto eu fosse jejuar. Até mesmo o fato de o Chile ser o primeiro país que eu visitava sem fronteira com o Brasil foi providencial. Tudo isso foi preparando o meu espírito para o jejum.

18-Já fazia quinze dias que eu chegara em Los Andes e estava encurralado, sem alternativa para pagar a despesa da hospedagem; não pude falar na rádio, consequentemente ninguém vinha ao meu encontro e a dívida no hotel só aumentava. A gerente, chamada Nina, com quem eu tinha feito amizade, testemunhou o ocorrido e ficou solidária com a minha situação. Expliquei a ela que precisava ir a Santiago, todavia estava sem recursos para ressarcir as despesas. Naquele tempo, eu carregava comigo dois dossiês, com reportagens de jornais e revistas do Brasil, expondo minha condição de profeta. Propus a Nina que ficasse com um dossiê como garantia caso o dono do hotel lhe indagasse, e assim que conseguisse recursos em Santiago pagaria a dívida. Nina disse que se fosse dona do hotel, não haveria com o que me preocupar; ela me liberaria. Só aceitou ficar com o dossiê porque devia satisfação ao dono do hotel. Não bastando isso, ela ainda me proveu de recursos para adquirir a passagem de ônibus Los Andes – Santiago. Tudo resolvido, embarquei sozinho rumo à capital chilena. Carregava uma mala e andava trajado de conjunto safári branco.

19-No ônibus rumo a Santiago, o indivíduo que sentou ao meu lado me abordou e começou a me questionar. Foi aí que indaguei quais os hotéis em Santiago eram mais adequados para se hospedar. Ele respondeu:

“El hotel donde se quedan los jugadores de futbol brasileños es el Hotel Imperador.” (“O hotel onde ficam os jogadores de futebol brasileiros é o hotel Imperador”).

“¿Tú sabes dónde se queda? ¿Me podrías mostrar?” (“Você sabe onde fica? Poderia me mostrar?”)

“!Por supuesto!” (“É claro”).

Durante o trajeto, de aproximadamente 100 km, fizemos amizade, expliquei a ele minha condição, como vivia… Chegando à rodoviária, ele pegou a minha mala, colocou dentro do táxi levou-me até o Hotel Imperador (hoje se chama Hotel Libertador), situado na galeria Del Rey, no centro de Santiago. Ainda fez questão de me acompanhar até o alojamento e só se despediu quando viu que estava tudo arrumado, sem pedir um centavo. Ainda voltou lá uma vez mais para saber se estava tudo bem comigo. Este homem estava inspirado pelo SENHOR. Só o porteiro do hotel não me deu boas-vindas; mesmo sem um motivo aparente, recebeu-me com antipatia.

20-Quando cheguei a Santiago do Chile jamais imaginava o que iria acontecer. A bem da verdade, quando cheguei naquela cidade, foi tudo inesperado, porque as coisas do SENHOR são autênticas, não acontecem com hora marcada. Estava tudo preparado pela Divina Providência para que eu fosse jejuar. Havia um verdadeiro “comitê de recepção” à minha espera. Em meu foro íntimo intuía que estava na iminência de sofrer uma grande mudança em minha vida, só não sabia de que forma isso iria suceder… Fiquei aproximadamente dois meses em Santiago, e nesse ínterim aconteceram umas coisas muito esquisitas, uma série de coincidências incríveis que me prepararam para o jejum.

Tão logo me acomodei no hotel, a enfática insistência para procurar Patrício Varela aliada à necessidade de angariar recursos para a subsistência em Santiago repercutiam na minha cabeça. Naquele tempo, a televisão chilena era censurada pelo regime militar de Augusto Pinochet, então só me restou recorrer à rádio. Imediatamente comuniquei-me com o telefonista do hotel, era um cidadão mui prestativo de 67 anos.

21-“Yo soy un profeta brasileño, quiero la ubicación de Patricio Varela.” (“Sou um profeta brasileiro, quero a localização de Patricio Varela”).

“Si, si, Patrício Varela, por supuesto”. (“Sim, sim, Patricio Varela, é claro”).

Esse telefonista foi a primeira pessoa a amar minha presença e buscava estar sempre presente em minhas apresentações públicas. Imediatamente ele retornou a ligação indicando o endereço da Rádio Portales, a mais potente de Santiago. Fui até lá pessoalmente, todavia não me deixaram entrar. Como eu estava munido do segundo dossiê para mostrar ao Patrício, só me restou confiar que alguém levasse o documento até ele… Então coloquei o dossiê nas mãos do funcionário e disse com segurança:

“Tu vas hasta Patrício Varela, entregas esto en sus manos. Dile que si quiere hablar conmigo, estaré en el Hotel Imperador.” (“Tu vais lá no Patricio Varela, entrega isso em suas mãos. Diga-lhe que se quiser falar comigo, estarei no Hotel Imperador”).

Umas horas depois Patrício Varella me telefonou no hotel e já me colocou no ar, numa entrevista ao vivo. Fiz um acordo com o gerente do hotel e no dia seguinte já vieram muitas pessoas me procurar em busca de orientação espiritual. Dentre esses consulentes, apareceu uma mulher chamada Angelina del Rosário Garcia… ela passou a me assessorar no atendimento às pessoas até o último momento antes do jejum.

22-Com o passar do tempo, Patrício Varela tornou-se meu amigo. Ele me levava para conhecer os lugares em Santiago e convidou-me várias vezes a falar na Rádio Portales, onde conheci o neurocientista Dr. Taipo, que me convidou para uma mesa redonda com intelectuais na casa da irmã dele. Numa dessas reuniões, eu disse sentir que estava prestes a escalar um muro alto, numa subida sem volta, e não sabia o que havia do outro lado. Houve uma ocasião em que um dos participantes me indagou:

“¿Que haces con tu inquietud de hombre?” (Que fazes com tua inquietude de homem?)

E eu subitamente lhe respondi, nunca me esqueço desse momento:

“Mientras mi PADRE quiere, yo aún soy hombre.” (Enquanto meu PAI quiser, ainda sou homem).

Foram dois meses de ininterruptas audiências no Hotel Imperador. Estava juntando os recursos para o próximo destino, que seria Lima, no Peru. Nesse intervalo, mandei chamar a gerente do Hotel Plaza, Nina, para que viesse acertar a dívida pendente de Los Andes. Ela devolveu-me o dossiê que tinha em mãos e ficou felicíssima ao constatar que minha situação havia melhorado.

23-Entre uma consulta e outra, surgiram dois maçons que insistiram muito para que eu andasse de ônibus em Santiago junto com eles, pois queriam ver a reação do público ao deparar-se comigo. Um deles disse assim:

“Los curas no saben nada de las cosas místicas. Son unos repetidores de palabras, mas nada saben del más allá”. (“Os padres não sabem nada sobre as coisas místicas. São uns repetidores de palavras, mas não sabem nada sobre o além”).

Também apareceu uma mulher de uns 70 anos, chamada Filomena Delmont. Ela destacou-se dos demais já pela forma irreverente como se apresentou.

“Yo no quiero consultar cosa ninguna, yo quiero hablar con él”. (“Eu não quero consulta coisa nenhuma, quero falar com ele”).

Angelina del Rosário, incomodada por tão impertinente visitante, veio logo informar que havia uma senhora magrinha e muito atrevida me procurando:

“Hay una mujer muy malcriada allí fuera queriendo hablar contigo, pero no quiere esperar por los demás. ¿Qué debo hacer?” (“Tem uma mulher muito malcriada aí fora querendo falar contigo, mas não quer esperar pelos demais. O que faço?”)

24-A ousadia da mulher chamou minha atenção… lembrei da advertência para prestar atenção nas mulheres. Então respondi:

“Está bien. Dile que entre.” (“Está bem. Mande-a entrar”).

Filomena Delmont entrou, olhei na direção dela e ela disse:

“Maestro, no quiero consulta. Solamente quiero invitarte, yo y mis amigas, para una charla contigo en mi casa”. (“Mestre, não quero consulta. Somente quero te convidar, eu e minhas amigas, para uma conversa contigo em minha casa”).

“En el final del expediente tu vienes. Ahora tengo otras personas esperando para consultar”. (“No final do expediente tu vens. Agora tenho outras pessoas esperando para consultar”).

“Pues bien. Después nosotros hablamos”. (“Pois bem, depois nos conversamos”).

Ao término do expediente, Filomena veio com mais duas mulheres, só não me recordo o nome das outras; uma delas era ex–locutora da BBC de Londres, veio acompanhada da irmã. Eram todas senhoras grã-finas, de aproximadamente 70 anos de idade. Levaram-me numa limusine grande a conhecer diversos lugares em Santiago. Aliás, desde aquele dia, ao final da tarde, eu dispensava a secretária e essas mulheres vinham buscar-me no hotel. Era o início de longas conversas sobre assuntos místicos, transcendentais.

25-Acabou nascendo uma bela amizade entre nós. Elas promoveram um grande encontro esotérico na Aliança Espiritualista Internacional, onde fui convidado a falar. Depois do meu pronunciamento, a locutora da BBC aproximou-se de mim e disse:

“Mire, yo he sido locutora de la BBC de Londres en la última Guerra Mundial, y sé reconocer cuando estoy delante de un líder. Y tú no eres un líder regional; eres un líder mundial.” (“Olha, eu fui locutora da BBC de Londres na última Guerra Mundial, e sei reconhecer quando estou diante de um líder. E tu não és um líder regional; és um líder mundial”).

Numa dessas idas e vindas, elas me levaram para uma reunião na casa de Filomena Delmont. O telhado da casa dela era de vidro, permitindo que a luz do sol clareasse o interior. Não demora o filho dela chegou, encostou a camioneta e ela foi ao encontro dele; nem sequer convidou-o para entrar. Perguntei-lhe:

“¿Por qué no lo mandas entrar?” (“Por que não o mandas entrar?”), ao que ela respondeu:

26-“Él es materialista, no comprende de los asuntos místicos que hablamos y solamente nos molestaría. Nuestro asunto es esotérico, trascedente, el más allá… Es necesario que sepas, Maestro, que el hijo no es la obra más importante del hombre. Los hijos son solamente una circunstancia karmatica.” (“Ele é materialista, não compreende dos assuntos místicos que falamos e somente iria atrapalhar-nos. Nosso assunto é esotérico, transcendente, o mais além… É necessário que saibas, Mestre, que o filho não é a obra mais importante do homem. Os filhos são apenas uma circunstância carmática”).

Aquela mensagem ficou registrada no meu cérebro, depois fiquei refletindo o significado daquelas palavras. Houve um momento em que essas três anciãs começaram a me falar sobre sexo. Elas disseram que eu estava prestes a descobrir que as energias do sexo não deveriam ser expelidas, jogadas fora – e eu não sabia que estava na véspera de deixar de praticar sexo.

27-“Sabes, Maestro, en la juventud, nosotros todos practicamos el sexo, pero es todo ilusión. Tú eres el único joven que conocemos que va a descubrir antes que no tiene que echar esas energías fuera.” (“Sabe, Mestre, na juventude, nós todos praticamos o sexo, mas é tudo ilusão. Tu és o único jovem que conhecemos que vai descobrir antes que não tem que jogar fora essas energias”).

Elas disseram que eu ia descobrir que praticar sexo não era o mais importante, não era significativo e só iria atrapalhar a minha missão. Elas ousaram dizer que até era bom ter estímulo sexual, que o corpo funcionasse conforme a natureza, só não podia jogar fora a energia. A missão dessas mulheres era preparar o meu cérebro para receber a mensagem do SENHOR ao chegar no Instituto Villa Sana, onde fui convalescer logo após o jejum.

28-Na ocasião absorvi aquelas palavras num cético silêncio. Até chegar o jejum fiquei imaginando o que será que o porteiro do hotel pensava vendo aquelas velhas me buscar todo final de tarde… Tudo aquilo me deixou pensativo, aquelas mensagens me marcaram profundamente, ficaram impregnadas em meu espírito, era tudo uma preparação para o jejum que se acercava… E como eu havia recebido instrução para prestar atenção nas mulheres, senti que era necessário andar com elas e ficar atento ao que me diziam. Como eu não tinha jejuado ainda, dava a impressão até que elas estavam querendo me abortar as inquietudes, mas havia algo em meu interior dizendo que elas tinham razão.

Quando parti, ao despedir-me de Filomena Delmont no quintal da casa, disse-lhe:

“!Que bella esa huerta tuya, llena de verde, muy linda! Si pudiera, iría fotografiar para guardar de recuerdo un lugar tan bello.” (“Que bonita essa tua horta, cheia de verde, muito linda! Se eu pudesse iria até fotografar para guardar de recordação um lugar tão belo”).

29-Então ela me olhou e disse:

“Si yo pudiera fotografiaría eses tus ojos. Pero como no puedo, guardo en mi retina la imagen de Cristo que estoy viendo.” (“Se eu pudesse fotografaria esses teus olhos. Mas como não posso, guardo na minha retina a imagem do Cristo que estou vendo”).

O mais incrível em relação a essas mulheres é que elas também eram esoteristas independentes, mas não conheciam o grupo de Bertha Sanchez. Elas não pertenciam a nenhuma agremiação. Essas pessoas que cruzavam o meu caminho viam que existia algo em mim, só eu não podia enxergar, mas pude compreender tudo definitivamente depois do jejum.

Após quase dois meses em Santiago, na véspera de partir com destino a Lima – a secretária Angelina del Rosário Garcia havia inclusive providenciado passaporte para me acompanhar até o Peru – um grupo de esoteristas independentes ouviu-me na Rádio Portales e mandou uma representante falar comigo no hotel. Ela também não quis submeter-se ao ritual de espera – afinal havia outras pessoas aguardando para serem atendidas – alegando perante a secretária que ela e o grupo que representava esperavam pela vinda del Gran Maestro. Face a essa circunstância, autorizei-a entrar. Ela disse:

30-“Yo represento un grupo de 12 personas, en el cual estoy incluida; nosotros hacemos reuniones esotéricas independientes, y nuestra líder, Bertha Segura Sanchez, quiere encontrarte. Dos meses antes de llegares a Santiago, ella nos había dicho que El Gran Maestro estaba para venir, y desde que llegaste, tenemos te acompañado por la radio Portales”.(“Eu represento um grupo de 12 pessoas, no qual estou incluída; nós fazemos reuniões esotéricas independentes, e nossa líder, Berta Segura Sanchez, quer encontrar-te. Dois meses antes de chegares a Santiago ela nos disse que El Gran Maestro estava vindo, e desde que chegaste temos te acompanhado pela Rádio Portales”).

Essas palavras me pegaram de surpresa, pois estava prestes a partir de Santiago. Bertha Segura Sanchez era uma professora de filosofia que muitos anos antes, em comunhão com os demais membros, havia construído uma casa de pedra para receber “el gran Maestro”, segundo as palavras da mulher. Eles me convidaram para um encontro nesta casa de pedra; lá não residia ninguém, foi construída só para estas reuniões entre eles. Consciente de que seria necessário adiar a partida, aceitei o convite.

31-Era um sábado à noite quando Patrício Varella conduziu-me ao endereço indicado, que ficava num vilarejo chamado Casas Viejas, no município de Puente Alto, região metropolitana de Santiago. E lá estavam os 12 esoteristas me aguardando… Alguns deles posicionaram-se em pontos estratégicos do trajeto para dar indicação da chegada e me receberam com reverência. Pra mim aquilo tudo era muito estranho, principalmente porque eu era ateu… No entanto, os acontecimentos foram se desenrolando além da minha vontade e do meu controle. Patrício Varella ficou na sala contígua esperando até a conclusão do encontro. Ao deparar-me com Bertha Sanchez, ela colocou uma chave em minha mão dizendo:

“Maestro, la llave de vuestra casa.” (“Mestre, a chave de vossa casa”).

Imediatamente agradeci e devolvi a chave, numa atitude de aparente repúdio porque achei aquilo muito insólito, todavia era justo naquele local onde tudo iria mudar na minha vida…

32-Eles haviam preparado uma ceia, que estava postada sobre uma mesa comprida, com 13 talheres; 12 para eles, e o 13º para mim. Disseram que aquele momento era muito significativo, pois havia muito tempo que me aguardavam. Eu contemplava tudo com ceticismo; era uma situação muito bizarra para um ateu. Ninguém morava naquela casa, construída em estilo rústico – era usada somente para essas reuniões entre o grupo. Terminando o encontro, agradeci a receptividade e retornei ao hotel – nem sequer imaginava que um dia iria efetivamente usar aquela casa. Eu já havia recebido ordem da imperiosa voz que me comandava que tinha de jejuar, só não sabia como nem quando isso iria se concretizar.

Mais uma vez fiquei meditando sobre tudo o que aconteceu. Era uma situação insólita, confusa. A partida de Santiago estava cada vez mais próxima, todavia eu necessitava falar uma vez mais com Berta Sanchez. Não demorou muito e aquela mulher, representante do grupo de esoteristas, veio novamente à minha presença. Manifestei o anseio em reencontrá-los, todavia num outro lugar que não fosse aquela casa de pedra. Ela estava lá justamente para dizer que eu estava convidado a hospedar-me na casa de Berta Sanchez e podia levar junto comigo a secretária, Angelina del Rosário Garcia.

33-Desde o dia em que fui pela primeira vez à casa de pedra até o dia do jejum, muita coisa aconteceu, “coincidências” surpreendentes… a mão do destino me empurrando naquela direção. Aliás, a minha vida toda foi assim, eu era sempre guiado por uma força superior à minha vontade.

No intervalo dos acontecimentos, pouco depois de chegar a Santiago, senti necessidade de mandar fazer novos conjuntos safári, pois os que eu usava já apresentavam um natural desgaste. Quando saí do Brasil em 1978, deixei todos os ternos e gravatas para trás; fiquei só com três conjuntos safári. Como ainda estava sujeito a sentimentos humanos como orgulho, vaidade, etc. adquiri um tecido finíssimo, o melhor que existia, suficiente para confeccionar mais três conjuntos, e fui até o melhor alfaiate de Santiago tirar as medidas. Ele trabalhava no 8º andar, era um atelier grande, com vistas para a rua; ele costurava quase que exclusivamente para a alta sociedade. Acertei o preço e combinei o dia de buscar a encomenda.

34-Na véspera de terminar a temporada em Santiago, tudo aconteceu muito rápido e ao mesmo tempo. Fui até o alfaiate buscar os conjuntos, mas tive uma enorme decepção: estavam todos curtos, não serviam. Fiquei furioso, indignado… e disse perante o olhar nervoso dos presentes:

“¿Qué se pasó? ¡Nada dio cierto!” (“O que aconteceu? Não deu nada certo!”)

Não podia me conformar que o melhor alfaiate de Santiago havia orquestrado tamanho equívoco. Mas naquele instante, recordei daquelas mulheres umbandistas que, tempos antes, vieram ao meu encontro em Curitiba e deixaram aquela mensagem, em frente à piscina do Hotel João XXIII. Uma delas disse assim:

“Ah, como queríamos te ver vestido numa túnica branca…”, e a outra acrescentou:

“Eu não sei explicar, mas tu não és uma pessoa comum. Tu não tens iniciação em religião alguma, vens do nada, falas nas televisões e de repente te tornas uma pessoa notória. É um mistério!”

35-Ao lembrar essas palavras, fui até a janela e, olhando o povo lá de cima, perguntei ao alfaiate:

“Ya que estos conjuntos no dieron cierto, ¿cómo piensas que el pueblo iría verme si, en lugar de safari, yo vistiese una túnica blanca?” (“Já que esses conjuntos não deram certo, como pensas que o povo iria me ver se, ao invés de safári, eu vestisse uma túnica branca?”)

Surpreso e ao mesmo tempo aliviado diante de tal possibilidade – afinal era uma forma de ressarcir o prejuízo – ele respondeu prontamente:

“Se quedaría muy bien, ¡por supuesto!” (“Ficaria muito bem, é claro!”)

“¿Si yo trajere el tejido ahora, usted puede confeccionar una túnica?”(“Se eu trouxer o tecido agora, você pode confeccionar uma túnica?”)

“Si, si, muy brevemente.” (“Sim, sim, brevemente”).

Mais uma vez trouxe-lhe uma peça de tecido no tamanho indicado, e no dia seguinte a túnica estava pronta. Como estávamos na véspera de partir do Chile, autorizei a secretária Angelina del Rosário Garcia fazer o câmbio do dinheiro chileno por dólar. Fui até o alfaiate buscar a túnica, todavia só iria prova-la no hotel.

36-Desde a juventude sempre cultivei o hábito de fazer amizade com os camareiros, telefonistas, enfim, os funcionários dos hotéis onde me hospedava. Eu estava sozinho e, no exato momento em que provava a túnica em frente ao espelho, alguém bateu na porta e perguntei:

“¿Quién es?” (“Quem é?”)

“Es el camarero.” (“É o camareiro”).

“Puede entrar.” (“Pode entrar”).

Ao adentrar o recinto, ao ver-me vestido de túnica, o camareiro não escondeu o susto; parecia estar vendo uma assombração. Ele disse:

“Voy empezar mis vacaciones; he venido decirte adiós.” (“Vou começar minhas férias, vim me despedir de você”).

Sobre a mesa havia dois envelopes – um com os dólares cambiados pela secretária, outro com pesos chilenos para as últimas despesas em Santiago. Querendo logo livrar-me daquele constrangimento, apontei para um dos envelopes e disse ao camareiro:

“Pega ese sobre allí, es mi gratificación para usares en tus vacaciones.” (“Pega esse envelope aí, eis a minha gratificação pra usares nas tuas férias”).

37-O camareiro pegou o pacote, saiu feliz, agradecido, e enfim despediu-se. Todavia, só depois me dei conta: aquele envelope não continha os pesos chilenos… O camareiro havia levado o pacote dos dólares! Ainda tentei ir atrás dele na tentativa de desfazer o equívoco, todavia era tarde demais… Nessa circunstância, no dia seguinte fechei a conta no Hotel Imperador e aceitei o convite para hospedar-me na casa de Bertha Segura Sanchez. Acompanhado da secretária Angelina Rosário Garcia, parti de táxi com destino a casa dela.

Aquele trajeto ficou bem registrado em minha memória. Numa certa altura, havia um longo trecho repleto de árvores frondosas em ambos os lados, marcando o início do bairro Maipú, onde morava Berta Sanchez, na Calle Chacabuco nº 70. Naquela época, era um local tranquilo e ainda se ouvia o canto dos pássaros. Tão logo cheguei acompanhado da secretária, Berta conduziu-nos cada um para o seu alojamento, que ela havia cuidadosamente preparado. Estavam na casa o marido de Berta, Domingos Sanchez, que era ateu, e o filho dela, cujo nome não me recordo. Pensava em permanecer lá por alguns dias até a partida definitiva em direção ao Peru. Continuei recebendo algumas pessoas com quem mantivera relação em Santiago; dentre essas pessoas estava um ancião chamado Alamiro Tápia, o primeiro homem a quem o SENHOR revelou minha identidade.

38-Na primeira vez que Alamiro foi ao meu encontro, ainda no hotel Imperador, através da Rádio Portales, ele disse insistentemente que havia me reconhecido pela voz. Mesmo sendo bem mais velho, tratava-me com reverência, um profundo respeito que, na minha ótica de ateu, beirava o fanatismo. Eu considerava aquele comportamento um tanto quanto absurdo; pensava no silêncio de minhas reflexões:

“Como pode alguém que não me conhece, dizer que reconheceu-me pela minha voz?” Depois do jejum tudo foi esclarecido.

Alamiro era um homem de posses. Vinha ao meu encontro independente de consultas, sempre disposto a contribuir com o que lhe estivesse ao alcance. Inúmeras vezes ele convidou-me para jantar, e as despesas sempre ficavam por sua conta. Sentia uma energia muito positiva emanada dele. Alamiro providenciou o tecido de linho branco para a confecção da minha primeira túnica. E sem que eu pedisse, ele contribuiu, outrossim, para a continuidade de minha peregrinação pela América Latina.

39-Enquanto estava hospedado na casa de Bertha Segura Sanchez, na Calle Chacabuco, ela contou-me a história de uma mulher chamada Sarita; foi por causa dessa mulher que Bertha e seu pequeno grupo construíram aquela casa de pedra, naquele estilo rústico, onde posteriormente eu iria jejuar e ter a revelação do SENHOR.

Bertha contou que, numa tarde, bateu à porta dela uma anciã pedindo água e iniciou um colóquio; por se tratar de uma pessoa de idade, deu-lhe atenção. Não demora Sarita disse que precisava de um local para jejuar e que aquele lugar ali seria o ideal. Naquele tempo a Calle Chacabuco era um local tranquilo, raramente se ouvia barulho de automóveis. Até então Bertha não tinha qualquer iniciação mística, era cética nos assuntos transcendentais, mas como ela era uma pessoa do bem, convidou a anciã a entrar e ofereceu um quarto da casa para que ela pudesse descansar e jejuar. O marido, Domingos Sanchez, e o filho não viram qualquer problema em deixar Sarita jejuando na casa. Domingos Sanchez era gerente de um posto de gasolina e sempre buscava se adequar à vontade da companheira.

40-No primeiro dia foi uma situação bem diferente, era uma pessoa estranha no ambiente deles, mas Sarita falava muito, com muita firmeza. No dia seguinte, já estavam todos habituados com sua presença, e até por curiosidade renderam-se à determinação dela em jejuar. As pessoas da relação de Bertha Sanchez ficaram sabendo que havia uma anciã jejuando ali. Sarita jejuou por vários dias, e segundo contou o Domingos Sanchez, o quarto onde ela jejuava ficava quente, era um fenômeno inusitado.

41-Entrementes, Sarita iniciou Bertha Sanchez, como dizia, nos mistérios “del más allá”, os assuntos espirituais. Sarita disse que Bertha tinha a missão de preparar 12 pessoas para a vinda do Messias, a quem ela se referia como “el gran Maestro”, e tinha que construir uma casa onde eles pudessem se reunir e esperar a vinda del Maestro. Bertha era professora de filosofia e tinha uma natureza, uma postura de líder. Assim como Bertha se envolveu com a Sarita, ela foi envolvendo pessoas de sua relação, e cada uma dessas pessoas acabou contribuindo para construir aquela casa em Puente Alto. A maioria dos integrantes desse grupo eram pessoas de idade, já aposentados. Dois ou três dentre eles ainda trabalhavam, como era o caso do Carrasquito e da mais jovem, de uns 35 anos, a porta-voz do grupo, que foi me abordar no hotel Imperador. Fizeram uma espécie de mutirão e, assim que concluíram, Sarita foi morar naquela casa até desencarnar. A partir de então, toda semana o grupo ia lá reunir-se com ela. Sarita passou os últimos dias de sua vida dizendo que “el gran Maestro” iria jejuar naquela casa.

42-Fiquei surpreso, pensativo ao ouvir esse relato, uma vez que, ainda antes de sair do Brasil, havia recebido ordem da poderosa voz que me comanda de que eu tinha que jejuar; fiz uma tentativa no extinto hotel João XXIII (atual centro de treinamento do clube Atlético Paranaense, situado no bairro Umbará, em Curitiba), mas não deu certo, ainda não era chegada a hora. Então comuniquei à Berta Sanchez que precisaria sim da chave que ela me oferecera para fazer um jejum naquela casa de pedra… Também contei-lhe sobre o ocorrido com relação aos conjuntos safári e a confecção da túnica. Desde que vesti a túnica no hotel e olhei no espelho, senti um incômodo com a costura acima do ombro; daquela forma não daria certo. Então perguntei à Berta se era possível confeccionar uma túnica sem costura. Berta disse conhecer uma senhora de idade que tinha uma túnica assim. Marcaram um encontro para que essa mulher trouxesse a indumentária. Ela era uma esoterista. Ao deparar-se comigo, entregou a túnica acompanhada de um discurso – dando a entender que para usar aquela vestimenta era preciso estar espiritualmente preparado. É óbvio que não engoli aquilo e ela acabou vendo em mim a cólera de um ancião.

43-Até mesmo Domingos Sanchez, que era ateu, surpreendeu-se e disse:

“!Ahora he visto el Gran Maestro!. ¡Fue el Maestro quien habló!”(“Agora vi o Grande Mestre. Foi o Mestre quem falou!”)

Berta Sanchez examinou minuciosamente como era feita a túnica; devolveu-a à senhora esoterista e agradeceu a boa vontade em trazê-la.

Berta Sanchez prontificou-se a confeccionar a primeira túnica; segundo ela indicou, tinha que ser de linho branco. Alamiro Tápia logo prestou-se a adquirir o tecido; difícil, porém, foi encontrá-lo. Partiram em busca por várias lojas em Santiago. Após inúmeras tentativas infrutíferas, quase desesperançosos, prestes a desistir, descobriram uma pequena loja próxima à casa de Berta Sanchez, e lá finalmente foi localizado o tecido. Berta nunca antes havia costurado. Mas ela sentia algo muito forte em seu interior que a impelia a realizar esse intento. Concluída a feitura, fiquei muito impressionado com o trabalho dela.

Ao entregar a túnica em minhas mãos, com os olhos em lágrimas, ela disse:

“Maestro, yo siento que ya he hecho una túnica como esta…” (“Mestre, sinto que já fiz uma túnica como esta”).

44-Provei-a e desta feita havia ficado impecável. As evidências indicavam que finalmente havia chegado a hora de jejuar. Era o próximo passo da viagem sem volta…

Esse episódio envolvendo a confecção da túnica aconteceu num final de semana. Berta marcou uma reunião entre os membros do grupo esotérico para o final da tarde de domingo, e neste encontro ficou decidido que eu começaria o jejum na segunda-feira. Era o mês de setembro. Nesse encontro tive ocasião de perceber uma mudança em Bertha Sanchez, ela falava diferente de outrora, e os demais integrantes do grupo ficavam estremecidos, temerosos vendo-a portar-se daquele jeito… Depois do jejum compreendi que era o espírito da própria Sarita usando o corpo da Bertha Sanchez, mas como eu estava recém me conscientizando desses mistérios do espírito, era uma situação muito estranha, singular, uma vez que na juventude nunca havia frequentado centro espírita, havia sempre um impedimento… Pra um ateu que não crê em coisas misteriosas, como era o meu caso, tudo soava fanatismo… Mas foi bom, providencial que eu me mantinha cético, porque assim quando o SENHOR me mostrou o significado das ordens que Ele me deu, das visões que tive desde a infância, aí não tinha nenhum resquício de religião, era o ateu despertando para a voz poderosa do PAI que falava no inconsciente. Era o ateu descobrindo DEUS.

45-Carrasquito, integrante do grupo, insistiu que queria estar à minha disposição enquanto jejuasse. Todos imediatamente apoiaram a ideia. Carrasquito era bancário, mas disse que ao terminar o expediente, passaria em sua casa por questões de ordem prática, e seguiria rumo à casa de pedra para fazer-me companhia à noite. Assim procederia no período em que eu estivesse lá. O ambiente na casa de Berta Sanchez estava muito agradável, aconchegante… mas era chegada a hora de trilhar rumo ao desconhecido.

Deixei os conjuntos safári na casa de Berta Sanchez e parti de lá vestido unicamente de túnica – todavia, ainda usava sapatos. O manto, as sandálias, o forro, o boldrié (cinto), a sacola… vieram depois. Berta Sanchez e Angelina del Rosário Garcia acompanharam-me. Na manhã daquela segunda-feira do mês de setembro, pegamos um ônibus em direção a Puente Alto. Era mais uma etapa do despojamento em relação aos bens e valores materiais…

Ao adentrar a casa de pedra, recordei-me da frase que dissera na reunião de intelectuais presididos pelo Dr. Taipo:

“Sinto-me subindo um muro alto, e sei que depois de atravessá-lo, não poderei mais voltar”.

46-Naquele momento, a um passo do jejum, compreendi o sentido daquelas palavras. Estava trilhando um caminho sem volta. Não havia alternativa. Não havia sequer espaço para a dúvida. Tão logo Berta Sanchez mostrou-me os aposentos, ela e Angelina del Rosário despediram-se e retornaram às suas casas; eu permaneci naquele lugar, a princípio estava sozinho, e enfim comecei o jejum. A casa localizava-se numa região afastada, longe das turbulências da cidade grande, de onde era possível avistar as Cordilheiras dos Andes.

Eu estava lá, completamente só, unicamente em companhia de mim mesmo. Olhava para as paredes, janelas, e nada… as horas demoravam a passar. O tempo naquelas circunstâncias adquirira outra dimensão, tornara-se relativamente longo, como se cada segundo fosse um pulsar da eternidade. Nenhuma luz se abriu no céu, nenhuma aparição de anjos, nenhuma visão do além, nenhum efeito cinematográfico, nada de extraordinário; havia somente o silêncio, um profundo e penetrante silêncio, prenunciando o choque de realidade que veio a seguir. Ao anoitecer apareceu o Carrasquito; ele apenas fez ato de presença e permaneceu em outro alojamento.

47-O segundo dia de jejum foi ainda mais extenso… todavia lentamente, mesmo sem saber, estava me aproximando da chocante revelação. Senti no jejum uma experiência singular, como se a voluntária abstinência do manjar físico atraísse o manjar espiritual emanado do PAI. Sendo a primeira vez que eu jejuava, ignorava a necessidade de ingerir água, ou seja, ‘jejuei a seco’. Os líquidos se esvaiam de meu corpo através da urina… Estava fisicamente debilitado, em vias de um processo de inanição. Ao declinar a noite, estava deitado quando de repente aquela voz disse imperativamente:

‘LEVANTA-TE!’

Ao levantar, mareei porque no jejum o sangue demora subir à cabeça. Minhas mãos não me ampararam, bambearam para trás – como que atadas por um madeiro. Meus braços não me sustentaram e caí no chão com todo o peso do corpo sobre o nariz, como podeis ver até hoje a cicatriz resultante da queda. Ainda no chão, com o nariz quebrado, sofrendo dores lancinantes em meio a uma poça de sangue, a voz disse, desta vez mais forte e poderosa do que nunca:

48-‘As dores são necessárias, o sangue é necessário para que, quando te insultarem e reprovarem, te lembres que é o mesmo sangue que derramaste na cruz. Eu sou o DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacob, Eu sou teu SENHOR e DEUS, e tu és o mesmo Cristo que crucificaram. Em teu nome está o mistério de tua identidade. Mas não penses que ser Cristo é um motivo de júbilo… Caminharás sobre a Terra como um peregrino errante. Serás prisioneiro, expulso, humilhado, odiado. Pagarás para dormir e não te deixarão dormir, tua túnica estará suja e não terás quem a lave, muitos rirão e debocharão de ti para que conheças bem os corações de teus filhos, que são o teu povo. É a reprovação que te espera. Mas Eu serei contigo.’ (“… Mas primeiro é necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração. Assim como foi nos tempos de Noé, assim será também quando vier o Filho do Homem…” – Lucas c.17 v.25 a 35).

49-Então Ele revelou o mistério do meu nome, que é INRI, o nome que paguei com meu sangue na cruz há dois mil anos. A segunda letra estava em sentido contrário. Foi um estratagema divino que manteve minha identidade oculta até o momento da revelação (vide O Mistério do Nome INRI). Em verdade, em verdade vos digo: eu que vos falo fui a primeira ameba, o primeiro réptil que, rastejando, saiu da água buscando ar para sobreviver, o primeiro macaco que caminhou ereto sem rabo e o Primogênito dotado de consciência que buscou a compreensão de si e do mundo que o cerca. Sou sim o Primogênito de DEUS, que reencarnei Noé, Abraão, Moisés, David, etc., depois Jesus e agora INRI. A partir desse momento tudo mudou pra mim, aos poucos o SENHOR foi mostrando meu passado e pude compreender todas as experiências a que Ele me submetera, os vislumbres do além e momentos de transcendência que vivi antes do jejum, mas, obediente à imperiosa ordem dEle, não podia contar a ninguém… Tudo foi ficando claro e passei a caminhar sobre a Terra consciente de minha real condição.

Carrasquito ouviu o barulho e logo apareceu, juntou-me do chão e ajudou a recompor-me da queda. Quase sem forças, disse-lhe:

“¿Y ahora?” (“E agora?”)

Reclinando-me sobre o leito, Carrasquito respondeu:

“Quédate acá, pues ahora voy hacer una sopa de legumbres para ti, Maestro.” (“Fica aquí, pois agora vou fazer uma sopa de legumes para ti, Mestre”).

50-Permaneci ali, deitado, e então foi-me lentamente sendo desvendado o passado, desde a mais remota ancestralidade; era uma visão nítida, como se estivesse contemplando a tela de um filme. Questionei o SENHOR:

“Mas como posso eu ser Cristo? Eu que sentei à mesa de jogo, que passei pelas prisões e estive nos cabarés com as prostitutas?”

E então Ele me respondeu:

“Tu não fizeste essas coisas por tua conta. Fui Eu que te levei a conhecer as misérias e os pecados do mundo para te dar poder, e assim poderás cumprir a difícil missão que Te confiei neste século de corações duros”.

Naquelas condições, precisava com urgência de um curativo. Na mesma noite fomos embora da casa de pedra. Carrasquito levou-me primeiro à casa de Patrício Varella, e em seguida partimos em direção à casa de Berta Sanchez. Ao chegar, no momento em que passava pelo solar da porta social, aquela força superior moveu meus lábios além da minha vontade e disse pela minha boca:

“Él tomará de lo mío. Todo que mi PADRE tiene mío es; por esto yo he dicho, él tomará de lo mío…” (“Ele receberá do que é meu… Tudo que o PAI tem é meu, por isso eu vos disse que ele tomará do que é meu…” – João c.16 v.7 a 16).

51-Impactado pela surpresa, compreendi que essas palavras referiam-se às minhas vestes, pois ainda não estavam completas. Não podia continuar usando sapato, tinha que usar sandálias a fim de experimentar o despojamento da vaidade e do ego… Era necessário regressar à simplicidade. Momentos depois, reclamei estar sentindo frio. Berta Sanchez foi até o quarto e trouxe de lá um manto rústico tecido à mão, na cor natural da lã, e disse:

“Maestro, vuestra frazada.” (“Mestre, o vosso manto”).

Ao entregar-me a peça, ela contou que, quinze anos antes, em companhia do marido Domingos Sanchez, havia feito uma viagem ao interior do Chile. Numa pequena vila, deparou-se com aquele manto, tecido por camponeses, e sentiu necessidade de comprá-lo. Deixou-o guardado por todo esse tempo e agora sabia o significado de tê-lo preservado intacto.

Alamiro Tápia também foi informado do ocorrido, e em menos de uma hora chegou à casa de Berta. Por sugestão de Patrício Varella, eles tomaram a decisão de levar-me ao Instituto Villa Sana – era o local mais apropriado para convalescer naquelas condições. O Instituto Villa Sana – hoje chamado Villas de Vida Natural – é um centro de recuperação naturalista situado em Las Condes, na região leste de Santiago. Lá chegando, Alamiro Tápia pagou adiantado a hospedagem por três dias.

52-Naquela circunstância eu ainda me apresentava como Iuri, pois ao mesmo tempo em que tive a revelação do SENHOR, recebi a ordem para não declinar minha identidade. E assim continuei carregando em meu interior o mistério do meu nome, apresentando-me ao povo como profeta, à exceção de algumas pessoas que, por revelação divina, decifraram o enigma e viram quem sou. Na entrada do Instituto Villa Sana havia um painel onde se registravam os nomes de todos os hóspedes. No alojamento número 7, constava a presença de Iuri de Nostradamus.

No dia seguinte, estava repousando quando aconteceu-me algo que considero ainda mais chocante do que o próprio jejum. Deitado sobre o leito, de repente o SENHOR mostrou-me numa visão o corpo de uma mulher, um corpo belo, completamente despido do umbigo para baixo, e então aquela voz poderosa – que eu já sabia ser meu PAI e SENHOR – disse:

“Nunca mais tu usarás as tuas filhas como os homens o fazem”, dando-me a consciência de que nunca mais iria praticar sexo a partir de então.

53-Eu tinha recém completado 31 anos. Mas se o SENHOR tivesse apenas dito essas palavras e não me desse poder sobre a carne, eu estaria sujeito a cair em tentação. Foi aí que algo fantástico aconteceu na sequência… Ainda pasmo ante o impacto da mensagem, senti um calor transcendental subir através de minha coluna vertebral em direção ao cérebro, como que conduzido pelas inefáveis mãos do Invisível, propiciando-me um estado de êxtase divino que nunca antes experimentara na alcova com mulher alguma. Era o ápice da descoberta do Amor pelo Eterno PAI, e com isso foi-me dado o poder sobre a carne. O SENHOR removeu o véu da ilusão que me mantinha alheio à minha real condição, descortinando o sublime mistério do Filho do Homem. A partir de então, passei a olhar homens e mulheres como meus filhos e filhas que são, com amoroso olhar paternal.

54-Algumas horas mais tarde, Alamiro Tápia voltou à minha presença, entrou pela porta do quarto número 7 e disse ao contemplar-me:

“Maestro, ahora he entendido el misterio de tu nombre. Yo he mirado el panel y he visto que tu nombre tiene un secreto, un misterio muy grande.” (“Mestre, agora entendi o mistério do teu nome. Olhei o painel e vi que o teu nome tem um segredo, um mistério muito grande”).

Embora ainda não houvesse revelado a ninguém minha identidade, confirmei que havia sim um mistério em meu nome. Aí comecei a perceber que ele não era um fanático. Era uma pessoa que via coisas que os outros não viam. Alamiro continuou:

“Tu nombre no es Iuri, pero Inri; la segunda letra está en el sentido contrario.” (“O teu nome não é Iuri, mas Inri; a segunda letra está em sentido contrário”).

Constatei naquele instante que Alamiro estava inspirado; só DEUS podia ter-lhe feito diretamente tal revelação. Aí entendi também por que ele insistia em dizer que havia me reconhecido pela voz. E ele continuou:

“Pero no solamente el nombre. Tu apellido también.” (“Mas não apenas no nome. Teu sobrenome também”).

“¿Cómo así?” (“Como assim?”), indaguei-lhe, ao que ele respondeu:

“Nostradamus significa Notre-Dame, o Nuestra Señora. Eres el hijo que ha venido de la que llamamos Nuestra Señora. Tu nombre revela todo tu passado.” (“Nostradamus significa Notre-Dame, ou Nossa Senhora. És o filho que veio da que chamamos Nossa Senhora. Teu nome revela todo o teu passado”).

55-Não muito depois disso, veio ao meu encontro um casal, uma massagista e um cabeleireiro. Eles chegaram e perguntaram:

“¿Quién es usted?” (“Quem é você?”)

E eu lhes respondi:

“Mi nombre antiguo es Jesús, pero en el reino de mi PADRE me llaman Cristo.” (“Meu nome antigo é Jesus, mas no reino de meu PAI me chamam Cristo”).

Os dois ficaram atônitos, abismados diante de tal afirmação, e depois disso não se acercaram mais. Foi quando o SENHOR disse:

“Nunca mais decline para ninguém tua identidade, ao contrário te tomarão por louco. Aguarde até que em algum país, em algum lugar, como que por equívoco, escrevam o teu nome corretamente. Daí em diante tu poderás dizer quem tu és”.

Isso veio a acontecer quando estive posteriormente no México em 1980 e o jornal Ovaciones escreveu na primeira página:

“INRI, el Cristo, Hijo de DIÓS, habla al pueblo y cura a los enfermos en el kiosco de la Alameda.” (“INRI, o Cristo, Filho de DEUS, fala ao povo e cura os enfermos no quiosque da Alameda”).

56-Daí em diante, conforme a ordem do SENHOR, esse era o sinal de que podia e devia dizer publicamente que sou o mesmo CRISTO que crucificaram.

Patrício Varella compareceu ao Instituto para gravar nova entrevista, e na sequência publicou-a na Rádio Portales. Em virtude dessa entrevista, muitas pessoas vieram à minha presença, dentre elas uma mulher de idade, a Vespita; recordo que era uma anciã mui esbelta, enérgica. Ela trouxe na minha presença o livro ‘Yug, Yoga, Yoguismo’, de Serve Reynaud de la Ferrière, e disse:

“Mire acá, Maestro. Él pensaba que él era usted, solo porque tenía las cuatro letras en su nombre. Pero eres tú. La segunda letra de tu nombre está puesta al contrario.” (“Olhe aquí, Mestre. Ele pensava que ele era você, só porque tinha as quatro letras em seu nome. Mas és tu. A segunda letra do teu nome está colocada ao contrario”).

57-Aí ela me mostrou no livro onde está a citação de Apocalipse c.3 v.12, mencionando que INRI é o nome que o Filho do Homem teria em seu retorno, e os diversos significados. Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus Nazareno Rei dos Judeus); Igne Natura Renovatur Integra (pelo fogo se renova toda a natureza); Iammim Nour Rouahh Iabescheh (Agua, fogo, ar e terra). Ela tinha a missão de me dar conhecimento dessas informações.

Cheguei a perguntar o que ela fazia para manter-se tão elegante naquela idade, ao que ela respondeu, fazendo um gesto como se andasse de bicicleta:

“Este es mi vehículo, no puede ser diferente, porque es el vehículo con el que ando en la Tierra.” (“Este é o meu veículo, não pode ser diferente, porque é o veículo com que ando na Terra”).

E por fim, ela disse:

“! Ah, como quisiera verte listo! ¡Pero aún no estás listo!” (“Ah, como quería te ver pronto! Porém ainda não estás pronto”).

Ela enxergou que eu teria de passar por um longo processo antes de estar pronto, completo para cumprir minha missão.

58-Lembro que veio também um médico acompanhado de sua esposa, que dizia assim:

“¿Por qué Brasil? ¿Por qué Brasil?” e a companheira dele respondia: “¿Por qué Chile? ¿Por qué Chile?”

Ela não conversou diretamente comigo, mas a escutei falando dessa forma, porque tinha me reconhecido.

Um garimpeiro que me ouviu na rádio Portales trouxe uma pedra com a minha imagem esculpida, ele disse que exatamente como foi extraída da pedreira ele a trouxe ali na minha presença, e lá estava o meu rosto… Foi o sinal que o SENHOR usou para mostrar o significado daquela passagem da Bíblia que diz: “Se estes calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas c.19 v.40).

Veio também ao meu encontro uma viúva, chamada Maria, que tinha como ofício fabricação de calçados. Eu já havia recebido a instrução do PAI de que deveria despojar-me dos sapatos e passar a usar sandálias. Quando soube que essa mulher tinha esse ofício, encomendei-lhe um par de sandálias. Ela confeccionou-as, e no momento de calçá-las nos meus pés, fez uma pausa para narrar um breve relato de sua vida. Contou-me que, quando menina, foi levada pela mãe a uma vidente. Esta lhe dissera que, quando crescesse, ela iria casar, ter filhos… mas que não seria essa sua mais importante missão. E continuou:

59-“Yo he casado, tenido hijos, soy viuda… pero ahora siento que estoy cumpliendo mi misión más importante, Maestro. Era así que Jesús caminaba, de sandálias…” (“Eu casei, tive filhos, sou viúva… mas agora sinto que estou cumprindo minha missão mais importante, Mestre. Era assim que Jesus caminhava, de sandálias…”).

E naquele momento ungiu os meus pés com suas lágrimas, dando-me forças para a reprovação que me esperava. Muitas vezes, quando era difícil chegar aos aeroportos indumentado de túnica e sandálias, pois muitos me olhavam com raiva e até com desdém, a lembrança das lágrimas dessa mulher em meus pés fortalecia-me para continuar adiante.

Foi assim que parti de Santiago: de túnica, manto da cor natural da lã, sandálias e uma maleta onde guardava utensílios pessoais. Alamiro Tápia patrocinou para dar continuidade à minha peregrinação pela América Latina.

60-Nos três anos que seguiram o jejum e a revelação do SENHOR até chegar à revolução perpetrada em 28/02/1982, vivi o período mais tumultuado, mais imprevisível e certamente o mais cruciante da minha vida. A transcendência é como um cano ligando o plano da terra ao plano superior, e quando tu penetras por essa via e passas para o outro lado, tu vês como as coisas na Terra são pequenas, os rumores, as discussões, as disputas… tudo torna-se irrisório quando consegues vislumbrar a realidade do além, “el más allá”, como diziam alguns chilenos que cruzaram o meu caminho”.

ALERTA À HUMANIDADE

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INRI CRISTO – O CAMINHO DA LIBERDADE CONSCIENCIAL

Desde a infância INRI CRISTO obedece à voz forte e imperiosa que lhe fala no interior da cabeça. Obediente a esta voz, aos 13 anos tornou-se independente da família, passando a vivenciar a realidade das esquinas sociais. Na adolescência rompeu qualquer vínculo com religião, tornando-se ateu até a revelação de sua identidade. Em 1969, aos 21 anos, iniciou a vida pública na condição de profeta; era profeta de um DEUS desconhecido. Apresentando-se como Iuri, falava nas rádios e TVs anunciando o porvir e ajudava as pessoas com a solução de seus problemas. Este período de vida pública facultou-lhe um profundo conhecimento empírico atinente às Ciências Humanas, necessário para cumprir a nova etapa de sua missão.

Em 1978, obediente à poderosa voz que o comanda, saiu do Brasil e iniciou a peregrinação sobre a América Latina. Em setembro de 1979, após vivenciar uma série de “coincidências” insólitas (incluindo a prisão política de Strossner no Paraguai), foi conduzido ao jejum em Santiago do Chile. Nesta ocasião a voz se revelou como sendo a de seu PAI, SENHOR e DEUS, o DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacó, revelando-lhe o mistério de seu nome (cuja segunda letra estava providencialmente invertida Iuri ≠ Inri) e que INRI é o mesmo Cristo crucificado há dois mil anos (Veja neste site: O mistério do nome INRI). Desde então INRI passou a peregrinar sobre a Terra trajando sua inseparável túnica branca, carregando em seu interior a convicção da sublime missão que lhe foi destinada: despertar as consciências humanas para a realidade insofismável de que todos são indissociáveis do Eterno SENHOR da VIDA, o DEUS que fez os homens, a força suprema e incomensurável que rege os mundos, as estrelas e o destino de todos os seres viventes.

Detido por ocasião do Ato Libertário em 28/02/1982, que culminou com a instituição do Reino de DEUS na Terra, oficializado pela SOUST, INRI CRISTO permaneceu quinze dias no Presídio São José e vários advogados se ofereceram para defendê-lo. Todavia INRI rechaçou-os, dizendo:

“Eu não estou preso; estou apenas descansando de acordo com a vontade de meu PAI, SENHOR e DEUS. Vós sois prisioneiros de vossos medos, de vossas misérias, de vossos vícios, de vossas angústias, de vossas ambições… Quando chegar minha hora de sair daqui, se não abrirem aquela porta, meu PAI derrubará esta parede…”

Quinze dias depois, para espanto dos que diziam: “Se és CRISTO, sai da prisão, liberta-te das grades…”, INRI saiu da prisão sem depender de advogados. Após esse evento, INRI fundou a SOUST, Nova Ordem Mística, que se constitui na formalização do Reino de DEUS sobre a Terra, na formação de “um só rebanho e um só pastor” (João c.10 v.16). Diferente dos reinos terrenais, o Reino de DEUS não vem com aparência exterior (Lucas c.17 v.20 e 21). É um Reino magnético, sutil, repleto de energias, sinais e Luz.

Conheça a essência da filosofia de INRI CRISTO para a realidade contemporânea

RELIGIÃO: “Sendo DEUS onipresente, Ele vivifica cada célula de vosso corpo e cada partícula de vosso sangue. Se não podeis esquivar-vos dEle nem mesmo quando cometeis um pecado, um delito, tampouco careceis de alguém para religar-vos com Ele. Logo, religião, quando não um equívoco, é um embuste. Sou coerente com o que ensinei há dois mil anos e minhas palavras valem para sempre: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora ao teu PAI Celeste. E o teu PAI, que vê o que se passa em segredo, te abençoa” (Mateus c.6 v.6). Não mandei ninguém ir à igreja.”

ORAÇÃO: “A oração é o mecanismo da lei divina que vos propicia renovar a conexão, a comunhão com o ALTÍSSIMO. O SENHOR sabe vossas necessidades; todavia, assim como devemos nos expor ao sol nos horários convenientes a fim de obter os benefícios de seus resplandecentes raios, também necessitamos orar. A oração funciona como um código para atingir o ETERNO. Quando orais, projetais vossas palavras ao infinito e elas acionam o Cosmos a fim de que vossas súplicas sejam atendidas. Mas o SENHOR não escutará meramente palavras vazias; elas só alcançarão ressonância se vossa alma transcender com elas. E deveis orar com os olhos abertos em direção ao Infinito para ir em busca da Luz, porque os olhos são a janela do espírito. Com os olhos fechados estareis buscando as trevas. Ou seja, para entrardes em comunhão com o SENHOR é necessário que vossa alma, junto com vossas palavras, entre em sintonia com o Cosmos.”

BÍBLIA: “Ninguém pode viver são e feliz se não viver em harmonia com a Mãe Natureza, se não cumprir os sagrados mandamentos da lei divina. Todavia, não busqueis compreender a lei divina meramente em vossas escrituras; as escrituras são letras mortas e a lei, vida palpitante. Em verdade, em verdade vos digo: a Bíblia é um livro de letras mortas, repleta de fábulas, lendas, parábolas, metáforas e até charadas, e só pode ser interpretada cabalisticamente com a anuência do ALTÍSSIMO. A Bíblia é um livro enigmático e sagrado sim, todavia foi escrita por homens sujeitos à vaidade, a erros e exageros. Quem leva a Bíblia ao pé da letra fatalmente descerá a ladeira do fanatismo; sairá por aí assassinando mulheres e crianças, porque lá está escrito que DEUS mandou matar sem distinção todo o povo da terra de Canaã para que os israelitas conquistassem a Terra Prometida (Números c.33 v.50 a 56). É por isto que os homens devem esforçar-se em empregar o lado divino da inteligência para escutar a natureza, porque unicamente assim poderão descobrir as sábias leis regidas pelo Cosmos em cada detalhe sutil da magnificente obra do Supremo CRIADOR. Só então o vosso PAI celeste vivificará as letras mortas e, inspirados, compreendereis o verdadeiro significado das Sagradas Escrituras, que, contempladas e estudadas sem a inspiração do ALTÍSSIMO, são inúteis alfarrábios de letras mortas.”

CÉU E INFERNO: “O paraíso se situa na tua cabeça quando vives em harmonia, em simbiose com DEUS, enfim, quando estás em sintonia com o Cosmos. Todavia, deves manter tua consciência sempre alerta, teus olhos bem abertos e teus sentidos bem aguçados a fim de identificar e bloquear qualquer resquício de energias negativas que queiram adentrar em teu ambiente. Por outro lado, quando cometes um ato de desinteligência, um crime, um delito, a tua cabeça esquenta e se transforma num inferno. No tribunal da tua consciência há um juiz peremptoriamente de plantão, que te acusará sem tréguas. O que passa disso é terrorismo e instrumento de chantagem dos pseudoreligiosos para dominar os terráqueos através do medo. E o que é pecado, meus filhos? Tudo que fizeres que faz mal a ti ou a outrem é pecado. Tudo que fizeres que não faz mal a ti nem aos outros, não é pecado. Invejar é pecado porque arremessas a parte superior de tuas energias na direção daquilo que tu invejas, consequentemente te tornas fraco e impedes que a Divina Providência te abençoe com prosperidade; odiar é pecado porque transformas o teu corpo em gerador de energias negativas, consequentemente estás sujeito a contrair uma úlcera e até sucumbir vítima de diversos achaques em teu organismo; matar é pecado porque, ao desconfiar da justiça divina e assumir o papel de verdugo, assumes também a dívida carmática de teu semelhante, e assim por diante. Todavia, o bem e o mal são duas faces do mesmo rosto. Tu pecas quando ages na inconsciência, na ignorância da lei divina, e por isso tens que assumir as consequências dos teus atos insanos. A hora que despertares tua consciência, o lado mau de todas as coisas e as energias negativas serão transmutadas em Luz.”

MORTE: “A morte não existe. A morte é apenas o começo de uma nova vida, é o mais perfeito mecanismo de renovação da natureza. É o descanso aos que repousam o sono dos justos. O descendente de hoje é o genitor de ontem que poderá ser genitor amanhã, outrossim descendente posteriormente na continuidade renovadora da vida, intermediada através do retorno à carne. Reencarnação é um termo moderno que expressa o renascimento físico, o retorno do espírito à carne; portanto não é um termo exclusivo a nenhuma seita ou doutrina. A renovação da vida sempre existiu; é um princípio cósmico e eterno, indissociável da evolução física e espiritual dos habitantes da Terra. Há dois mil anos falei a Nicodemos que ele necessitava nascer de novo para ver o Reino de DEUS, uma vez que tinha a cabeça impregnada de fantasias, engodos farisaicos, e já não havia espaço para compreender os mistérios do PAI: “Em verdade, em verdade te digo que não pode ver o Reino de DEUS senão aquele que nascer de novo”. Nicodemos disse: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e renascer?” Então lhe respondi: “Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do espírito, não pode entrar no Reino de DEUS. O que nasceu da carne, é carne, e o que nasceu do espírito, é espírito… O vento sopra onde quer, e tu ouves o seu ruído, mas não sabes donde ele vem, nem para onde vai, assim é todo aquele que nasceu do espírito…” (Evangelho segundo João c.3 v.3 a 12). Por acaso o vosso corpo não esteve durante nove meses crescendo em uma bolsa d’água, nutrindo-se através do cordão umbilical no ventre de vossa genitora? O espírito só reencarna, ou seja, só é acoplado ao corpo físico no momento em que aspirais o primeiro hausto de ar vivificante. Mas a origem de vosso espírito e o destino que veio cumprir na Terra só o PAI sabe. Também disse que João Batista era o Elias renascido (“Todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se vós o quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos para ouvir, ouça” – Mateus c.11 v.13 a 15). Enfim, reencarnação não é uma questão de crença; é uma constatação, uma realidade insofismável, um fato consumado.”

ATEUS: “Os ateus, em geral, são pessoas racionais, sinceras, corajosas, que não aceitam o “deusinho” inventado pelos homens, não se contentam com a comida enlatada que as religiões oferecem. Até 1979 fui ateu, uma vez que ainda jovem rompi qualquer vínculo com religião. De 1969 a 1979 vivi como profeta de um DEUS desconhecido. Assumi essa condição transcendental com a missão de decifrar o enigma do Cosmos e descobrir o DEUS que fez os homens, o que só aconteceu quando jejuei em Santiago do Chile, em 1979. Por isso vos digo que ninguém pode culpar um ateu enquanto DEUS não se revelou a ele. E cada um que busca a verdade tem a sua hora e a sua vez de descobrir o DEUS que fez os homens, mesmo nas circunstâncias mais insólitas.”

POLÍTICOS E DEMOCRACIA: “Se os políticos soubessem a vantagem de ser honestos, seriam honestos até por desonestidade. E na democracia genuína, plena, o voto é facultativo. É a única forma de os políticos se empenharem em honrar o mandato, em servir ao povo ao invés de servir-se do povo.”

COMUNISMO: “O dia em que conseguires introduzir meu pé nº 43 num calçado nº34, ou que me chegar a notícia de que Fidel Castro ou qualquer líder comunista vive num casebre simples igual a seus compatriotas, aí então me tornarei comunista. A chave para o equilíbrio nas relações sociais consiste em compreender e interpretar a eterna e divina lei da igualdade, que consiste unicamente em distribuir-se desigualmente a desiguais na medida em que se desigualam. Nenhuma revolução política almejando a igualdade social jamais terá êxito enquanto não se extirparem as raízes da ambição, da vaidade, da exploração do homem pelo homem. Eis por que a única e efetiva revolução capaz de surtir efeitos duradouros é a revolução da alma e da consciência, que se inicia no interior do ser humano.”

SOCIEDADE: “O Brasil é o país do futuro. Mas enquanto o governo não der prioridade à educação e à agricultura, conforme eu já adverti os parlamentares na Câmara do Deputados em 1980 e ratifiquei em 1998, ocasionando minha expulsão do Congresso, o único caminho para o Brasil será amargar uma sangrenta guerra civil.”

CARIDADE: “Eu não dou peixe; ensino a pescar. Estimulo meus filhos a viver com dignidade. Dar esmola por compaixão, sem buscar reconhecimento, é bem-visto aos olhos do SENHOR. O que não é bem-visto aos olhos de DEUS é alimentar a miséria humana. E a maior de todas as misérias é a ignorância.”

SEXO: “O ápice da evolução humana passa necessariamente pelos estertores da carne. Só é possível transcender a inquietude sexual quando o ser humano descobre o êxtase da simbiose com DEUS e experimenta o gozo inefável da comunhão com o Eterno SENHOR da Vida.”

FILHOS: “Não reconheço nenhum homem como pai, e sim genitor, e nenhuma mulher como mãe, e sim genitora. Os genitores são uma veia biológica através da qual passa uma vida e têm a sagrada missão de criar e educar seus descendentes, sua prole. Mas isso não significa que os genitores sejam os proprietários, ditadores de seus descendentes. Cada um deve seguir seu destino a fim de cumprir a trajetória, a missão para a qual veio ao mundo, cada um dentro do contexto previsto pela Divina Providência, assim como as aves do céu que, quando crescem, saem do ninho e cantam amorosos hinos de louvor à liberdade. “Honrar pai e mãe” é um preceito da eterna lei divina. E como já disse há dois mil anos, eu não vim para abolir a lei, e sim para cumpri-la (Mateus c.5 v.17), interpretá-la à luz da racionalidade. Ou seja, deveis honrar vossos genitores sim, quando forem honoráveis. Todavia, jamais vos olvideis que PAI é o CRIADOR Supremo, a grande Alma da qual emana vossa alma, e Mãe é a terra, a natureza, de onde extraís o alimento para vossa subsistência física; ambos são indissociáveis. E ainda vos digo que os filhos não são a maior obra de um ser humano. Sócrates, Anaximandro, Cristóvão Colombo, Tomas Edison, Albert Einstein, Charles Darwin… alguém lembra o nome de um de seus filhos? Ou por acaso eles são lembrados pelas obras que deixaram à posteridade? O tempo passa, os homens passam, e as obras ficam. Reflitam!”

ABORTO: “Não sou a favor do aborto, antes sou a favor da vida com dignidade. Sou a favor que as mulheres desfrutem o inalienável e sagrado direito de decidir se levarão adiante uma gestação. E eu não vejo dignidade em colocar no mundo uma criança sem ter condições de alimentá-la, de educá-la, deixando-a à mercê das desgraças, da miséria, da fome. Nos dias atuais, a legalização do aborto é uma questão de saúde pública. Milhares de mulheres morrem todos os anos por praticar aborto clandestinamente, servindo-se de métodos rudimentares, incluindo até agulha de tricô, por não ter condições de usufruir as benesses de uma clínica oficial. O dia em que os homens ficarem grávidos poderão decidir as questões que são inerentes unicamente à mulher.” (Veja neste site: INRI CRISTO elucida a questão do aborto).

CAMISINHA: “Já que as relações carnais fazem parte da vida dos jovens e ninguém pode cerceá-los enquanto vivem em constante busca, então pelo menos que se previnam e façam bom uso dos recursos disponíveis para prevenção de doenças venéreas e indesejada gravidez.”

HOMOSSEXUALIDADE: “Meu PAI, SENHOR e DEUS me reenviou como regente de almas, não de carne. O que cada um faz de seu corpo é uma questão de foro íntimo. Não sou contra que os seres humanos tenham inclinações diferentes no que concerne à opção sexual, desde que se mantenham entre quatro paredes. Todavia, sou radicalmente contra que se faça proselitismo, apologia, lobby de opção sexual, seja ela qual for, e que fiquem exibindo coercitivamente em público suas tendências.”

CASAMENTO GAY: “Primeiro que se casamento fosse bom, não precisaria de testemunha, pois os que se amam verdadeiramente jamais se separam… Gozam, na simbiose com o ALTÍSSIMO, uma comunhão de almas. Não carecem respaldo de leis, tapete vermelho, fogos de artifício, essas fantasias todas que só servem para maquiar a ausência de amor. O próprio termo “casamento” pressupõe a existência de um casal, ou seja, acasalamento, macho e fêmea, a fim de gerar prole. Se pudesse definir um termo para expressar a junção de duas pessoas afins do mesmo sexo sob a égide das leis terrestres, no meu conceito deveria ser UNIÃO CONSENSUAL DE DIREITO RECÍPROCO.”

DROGAS: “A proibição das drogas gera a figura do traficante. A única forma de sanar o problema das drogas seria a legalização com pesada tributação, investindo esses recursos na recuperação dos viciados. Só aderem às drogas os que vivem à esmo e não tem um sentido, um ideal para viver. Ninguém pode ser feliz na Terra sem um ideal, e nenhum ideal tem sentido sem o SENHOR, porque só o SENHOR é importante. E eu vos digo em verdade que descobrir o amor de DEUS, o amor puro, verdadeiro e incondicional é a mais extasiante de todas as drogas.”

MEDICINA: “A medicina vem do ALTÍSSIMO (Eclesiástico c.38), é a arte de aliviar o sofrimento humano. O médico que estuda por vocação é um artista inspirado por DEUS, diferente do médico que estuda só pela ascensão social. O médico que exerce o ofício por amor trabalha com a alma. Já conheci médicos que só estudaram por pressão da família que queria ter um filho doutor, mas não tinham vocação. Um neurologista confidenciou-me que gostaria de ser ator; outro, um cardiologista, que tinha pavor de ver sangue. Por outro lado, já identifiquei vários médicos que exercem o ofício como um sacerdócio, como uma missão sagrada confiada pelo ALTÍSSIMO. Estes, além de ascender socialmente, são amados e respeitados pelos que usufruem de seus préstimos.”

CÂNCER: “O câncer é o suicídio da alma, é a doença da tristeza, da frustração, da desesperança. Quando o ser humano sofre uma derrota, uma perda ou decepção muito grande e naquele momento não confia em DEUS, na justiça divina, ele aciona o mecanismo mental e biológico que levará ao surgimento do câncer. Uma vez que descobres em que momento ficaste vulnerável, podes reverter o processo de degeneração e voltar ao estado de saúde. Por outro lado, todos os corpos têm câncer porque são todos compostos de células. Se tu persistes em procurar o câncer em ti e recebes a notícia de que estás enfermo, no momento em que o médico diz que o câncer vai se alastrar, com a tua mente tu levas o câncer para aquelas partes do corpo que o doutor te indicou. O teu corpo fica à mercê do estado mental negativo e adoece. Todo o segredo consiste em usar o poder da mente em teu próprio benefício, acionando o laboratório interno para produzir antídoto ao invés de veneno. E acima de tudo, adquirir a consciência de que nada, absolutamente nada acontece na Terra sem o consentimento de DEUS. Eis a infalível vacina que te tornará imunizado a essa terrível moléstia.”

DEUS E CIÊNCIA: “Todas as descobertas da ciência fazem parte do conjunto de possibilidades que o Cosmos oferece para facilitar a vida dos seres humanos, facultando-lhes inclusive compreender as sutilezas do Universo. Ninguém pode ser um gênio se DEUS não lhe prover de genialidade. Os cientistas, astrônomos, físicos, etc., mesmo sem saber, são usados pela Divina Providência para revelar ao mundo o que chamam de descoberta. Os deslocamentos aéreos, a era da informação, as viagens espaciais, as revoluções da medicina e odontologia, as telecomunicações… desde tempos imemoriáveis DEUS sabia que tudo isso era possível e algumas vezes revelou aos profetas como seria o futuro. Mas por que esses conhecimentos não vieram quinhentos, duzentos ou mesmo cem anos antes? Porque existe uma força que regula tudo isso e é mais poderosa que todos os exércitos do mundo: é a força de uma ideia cujo tempo já chegou.”

VEGETARIANISMO: “Nutrição salutar significa comer para viver e não viver para comer. Aderir ao hábito vegetariano é uma questão de consciência e cultura ecológica. Se todos aderissem ao menu vegetal, o problema da fome no mundo seria simples de resolver. Os animais que se movem sobre a terra são animados pelo sopro divino, pela presença do espírito vivificante. No momento que se abate um animal, toda a emoção negativa de ansiedade e agonia que ele sentiu na hora do passamento é transmitida para a carne, consequentemente, aos que se alimentam de carne. Todos os nutrientes necessários ao pleno desenvolvimento físico do organismo humano estão nos alimentos que a Mãe Terra oferece. É claro que muitos donos de frigoríficos e churrascarias ficarão horrorizados com o que ensino, mas é a realidade. E em verdade vos digo: a humanidade só será verdadeiramente feliz quando voltar à vida simples e livre em comunhão íntima e perene com a natureza, preferindo o manjar simples e natural dos frutos e vegetais.”

ECOLOGIA: “Agredir a natureza é como cuspir na comida que se come, sujar a água que se bebe. Mas chegará o dia em que o homem tratará a Mãe Terra com reverência e respeito, buscando nela o pão místico para o banquete divino com a mesma inocência que as crianças buscam no seio materno o leite vital que lhes faculta o crescimento e a sobrevivência, ante o olhar dúlcido e aprovador de nosso PAI.”

A coerência, a lógica e a verdade são indissociáveis. Os sensatos meditam e conscientizam-se!

A Lei de DEUS

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Nascer, morrer, evoluir e renascer

“… Voltarás a terra, de que foste tomado; porque tu és pó e em pó hás de te tornar” (Gênesis c.3 v.19 – Vide ensinamento sobre Reencarnação)

“Eis que vos dou a conhecer meu PAI, o DEUS que fez os homens, e vos exorto a repudiar o deus que os homens fizeram”

Assim falou INRI CRISTO:

“Por que, meus filhos, apesar de todo o progresso da civilização contemporânea, paradoxalmente os seres humanos vivem cada vez mais desorientados, solitários, angustiados, desiludidos, desesperançados, amargurados com a vida, descrentes no CRIADOR? Porque, órfãos da espiritualidade, conhecem apenas o deus que os homens fizeram. Desconhecem o DEUS que fez os homens, meu PAI, Supremo Criador e único SENHOR do Universo. Há dois mil anos, eu disse: ‘Ninguém conhece o Filho senão o PAI; nem alguém conhece o PAI senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar’ (Mateus c.11 v.27).

Eis que estou de volta e vos dou a conhecer meu PAI, o DEUS que fez os homens, e vos exorto a repudiar o deus que os homens fizeram. Meu PAI reenviou-me a este mundo com a missão de reconduzir, reconciliar os seres humanos no caminho da Luz, restabelecendo o império da lei divina sobre a Terra. E assim vos tentarei explicar com simplicidade como é DEUS, como funciona o mecanismo da lei de DEUS a fim de caminhardes com firmeza e segurança, conscientes das consequências de vossos atos sobre vossas vidas e do propósito de vossa existência, que pode ser para expiar pecados, evoluir ou cumprir uma missão sob a ótica dos desígnios de DEUS. Cada ato que praticais, cada palavra que proferis, cada pensamento que emitis está sujeito à lei de DEUS, ou seja, a sofrer as consequências do mecanismo da lei de DEUS, que sintetizado em duas palavras é ação e reação, ou causa e efeito.

Desde a infância vossos genitores vos ensinaram, porque assim também eles aprenderam, que DEUS castiga, pune, ameaça, vinga. Mas em verdade vos digo: esse não é o meu DEUS, esse não é o DEUS que fez os homens, e sim o deus que, embora na ignorância, os homens fizeram. Esse é um deus tacanho, mesquinho, medíocre, cruel, impiedoso, tirano, vingativo, enfim, um deus imperfeito, que necessita de uma “mãe” como intermediária entre si e os homens. O DEUS que vos dou a conhecer é o DEUS da perfeição, o DEUS da sabedoria, o DEUS da justiça, o DEUS do amor, incomensurável, indescritível, inefável. Mas ainda assim, mesmo que de forma singela, vos tentarei explicar como Ele é.

Imaginai em cada ser vivente integrante da ecologia um energético ponto luminoso, desde os minúsculos seres habitantes do mar, das cavernas, dos penhascos, das florestas, das colinas, dos desertos, das geleiras… subindo a escada evolutiva até chegar aos seres humanos, o que se somaria em dezenas de trilhões de pontos luminosos; imaginai ainda a extensão desses pontos luminosos sobre toda a superfície da Terra, desde os lugares mais frios, escondidos, inóspitos, até as vastas extensões expostas aos resplandecentes raios do sol. E mais ainda, imaginai sua extensão em toda a vastidão do mar, depois na atmosfera terrestre, em nosso sistema solar, e por fim ao infinito Universo como um todo. Então a soma de todos esses pontos luminosos juntos pode ser considerada a expressão de DEUS, a manifestação do poder de DEUS. Dessa forma Ele é onisciente, onipotente, onipresente.

E assim, meus filhos, quando viveis em simbiose, em harmonia com DEUS, quando orais com fervor e devoção diretamente para Ele como vos ensinei, sem intermediário (Mateus c.6 v.6), enfim, quando vos conscientizais da presença do Eterno em vossos corpos e em todos os lugares, então estais atraindo para junto de vós esses pontos luminosos que vos transformam em seres iluminados, inspirados, e vos conectam mais ainda ao ALTÍSSIMO, o Supremo Criador. Esse é o paraíso situado no cérebro e no coração de cada filho de DEUS que vive em sintonia com o Cosmos, o Infinito.

Muitos já falaram dos mandamentos da lei de DEUS constantes na Bíblia Sagrada. Os mandamentos foram dados por DEUS sim, mas até agora ninguém vos pôde explicar o significado, por que os deveis cumprir. Guardar os mandamentos não é meramente uma questão de obrigação, cumprir dever para com o SENHOR, tampouco fugir da punição inerente à desobediência. Os mandamentos foram estabelecidos a fim de propiciar aos seres humanos um parâmetro de comportamento, no intuito de que haja paz e harmonia nas relações sociais.

Porém, é um equívoco acreditar que toda a lei de DEUS e a sabedoria estão transcritas meramente nas Sagradas Escrituras. A bem da verdade, se fosse para escrever detalhadamente toda a lei de DEUS, que se estende a todo o Universo, a Bíblia não caberia numa biblioteca inteira. Na ocasião em que os dez mandamentos foram dados por DEUS, o povo daquela época ainda não estava preparado para compreender o profundo significado oculto por trás de cada um deles. Há dois mil anos, eu disse aos discípulos: ‘Muitas coisas tenho ainda a vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora’ (João c.16 v.12). E só agora vos posso explicar da parte de meu PAI a razão de cumprir os mandamentos, de viver dentro da lei constante nas Sagradas Escrituras, coerente com o que eu disse há dois mil anos: ‘Não julgueis que vim para abolir a lei ou os profetas; não os vim para abolir, e sim para os cumprir’ (Mateus c.5 v.17).

Citarei alguns exemplos a fim de facilitar vossa compreensão. O mais importante mandamento da lei divina é: ‘Tu adorarás a DEUS só e o amarás antes de tudo’. Em Êxodo c.20 v.4, está escrito: ‘Não farás para ti imagem de escultura, nem de figura alguma do que há em cima no céu, e do que há em baixo na terra… Não adorarás tais coisas nem lhes prestarás culto’. Inúmeras outras vezes o SENHOR adverte de forma severa e veemente quanto ao pecado da adoração de ídolos, imagens, estátuas, particularmente em Levítico c.26. Assim disse o SENHOR:

‘Eu sou o SENHOR, vosso DEUS. Não fareis ídolos para vós nem imagens de escultura para adorardes. Porque Eu sou o SENHOR vosso DEUS. Guardai os meus sábados, tremei diante de meu santuário. Se andardes conforme os meus preceitos, se guardardes os meus mandamentos e os praticardes, Eu vos darei a chuva no seu tempo, a terra dará seu produto e as árvores se carregarão de frutos. Comereis vosso pão à saciedade e caminhareis na vossa terra sem temor. Se porém não me ouvirdes, mas procederdes contra mim, também Eu procederei contra vós; com furor inimigo vos visitarei prontamente com a indigência e vos castigarei com sete pragas por causa de vossos pecados até o ponto de comerdes a carne de vossos filhos e de vossas filhas. Destruirei vossos altos e quebrarei as vossas estátuas. Vós caireis entre as ruínas de vossos ídolos e a minha alma vos abominará’.

Quem lê esse texto, inevitavelmente pensará: ‘O SENHOR disse que se eu adorar estátuas serei castigado ficando na miséria e indigência até o ponto de comer a carne de meus próprios filhos. Ah, meu DEUS, não devo, não posso violar a lei. E o SENHOR também disse que se andássemos conforme Seus preceitos Ele daria a chuva no tempo propício, a terra daria seu produto e as árvores seus frutos…’

O que realmente significa esta advertência? Será que DEUS é tão impiedoso que chegaria a castigar de tal forma os homens? É realmente DEUS quem precisa da adoração e veneração dos seres humanos direcionada unicamente a Ele? Então se faz mister interpretar, compreender o significado dessas palavras.

A síntese da lei divina é ação e reação, causa e efeito. É a lei do retorno, ou lei do carma, prevista desde os primórdios da humanidade: ‘Tu és pó, do pó tu foste tomado e ao pó retornarás’ (Gênesis c.3 v.19). É a lei do Talião: ‘Olho por olho, dente por dente, uma vida por uma vida’ (Êxodo c.21 v.23 e 24). Tudo que fizerdes, pensardes, falardes de bem, positivo e útil voltará a vós em forma de bênção, seja nesta ou em posterior encarnação, posto que a lei da reencarnação é indissociável da lei divina. E tudo que fizerdes, pensardes, falardes de mal, negativo, automaticamente voltará para vós em forma de castigo até aprenderdes a viver dentro da lei.

Mesmo o castigo recebido faz parte da perfeição divina; não é por ódio, maldade ou vingança, e sim no intuito de não mais pecardes e vos fortalecerdes contra o maligno. Vale lembrar uma vez mais: pecado é tudo que fizeres que faz mal a ti ou a outrem. Tudo que fizeres que não faz mal a ti nem aos outros não é pecado. DEUS é tão perfeito e Suas leis tão perfeitas que Ele não necessita descer das culminâncias de sua santa majestade a fim de castigar, punir os homens. Ao contrário: Ele é tão bondoso e misericordioso que propiciou a existência de um árbitro divino peremptoriamente de plantão no interior da cabeça de cada ser humano, ou seja, é o próprio ser humano quem aciona o castigo de acordo com a violação da lei, ou a bênção ao caminhar dentro da lei. Mesmo em estando num recinto isolado, sem qualquer testemunha, mas desde que seus olhos viram, a consciência lhe acusará e então, automaticamente, estará sujeito à reação do ato praticado. Quando se diz que DEUS castiga, na realidade a lei divina é acionada e o infrator inevitavelmente receberá o castigo, que vem na hora certa, nem um minuto antes ou depois.

Portanto, não é porque infringistes a lei ao adorar ídolos que o SENHOR Todo-Poderoso, Criador Supremo, irá se preocupar em vos castigar com a indigência. DEUS é tão perfeito e criou as leis tão perfeitas que, de acordo com a violação da lei, o castigo, o débito é automaticamente imputado ao infrator. E por que é pecado adorar estátuas? Cada vez que um ser humano se ajoelha diante de uma maldita estátua virando as costas para DEUS, ele está direcionando ao ídolo suas energias mais sagradas, as quais deveria tributar unicamente ao SENHOR, porque só no SENHOR existe a reciprocidade. A estátua, por ser cega, surda e muda, não lhe pode ouvir nem abençoar.

Se, ao contrário, o ser humano adorar e venerar unicamente a DEUS, invisível como o ar, mas vivo em cada célula de vossos corpos e em cada partícula de vosso sangue, de acordo com a lei do retorno, automaticamente receberá a benção celestial. Enquanto a pessoa não tem consciência da lei, ela é protegida pelo benefício da ignorância; ao pedir às estátuas uma benção ou proteção, na verdade é o SENHOR misericordioso quem abençoa. Portanto, não é DEUS quem precisa do louvor dos seres humanos, e sim os seres humanos necessitam adorar unicamente a DEUS a fim de receber as dádivas celestes. Todas as civilizações, até hoje, decaíram e morreram, por mais magnificentes que tenham sido em sua glória, por mais difícil tenha sido acreditar na possibilidade de sua extinção. Não por acaso, o único povo da Antiguidade que conseguiu manter-se unido até hoje foi o povo judeu; apesar de todos os seus pecados, perseverou fiel em adorar unicamente ao SENHOR DEUS, meu PAI.

As perfeitas, eternas e imutáveis leis de DEUS existem desde o princípio da criação e até hoje estão em vigor. Mesmo daqui a milhares de séculos continuarão existindo e regendo o Universo. Estão no livro aberto da sábia natureza vivente, na exatidão da complexa matemática que explica os fenômenos físicos, químicos e biológicos do Universo, nas sutilezas das energias no plano espiritual, na vida do homem em sociedade. A interpretação da lei divina pode variar de acordo com as circunstâncias geográficas e sociais de cada povo em cada época, ou seja, ela se adapta a qualquer situação no tempo e no espaço. Por este motivo, de tempos em tempos, DEUS envia Seu mensageiro com a missão de interpretar e ensinar Sua santa e eterna lei aos homens.

Os fariseus, na cegueira espiritual em que vivem, erram na interpretação da lei levando a Bíblia ao pé da letra. A Bíblia sem a inspiração divina é meramente um livro de letras mortas; deve ser analisada e interpretada com a anuência de DEUS. O que pode ter sido necessário em uma época nem sempre é salutar no presente. Se Lot teve relações carnais com as filhas a fim de dar continuidade à prole, isso não significa que todos os genitores devam ter relações com suas filhas. Ou se o povo hebreu precisou usar de violência a fim de libertar-se da opressão e jugo estrangeiros, isso não quer dizer que o mundo tenha de viver eternamente em conflitos. E o que se pode explicar no presente à luz dos conhecimentos científicos, obviamente não podia ser compreendido da mesma forma em tempos remotos.

Porque em verdade vos digo: a verdadeira ciência jamais se choca com a sabedoria, a verdadeira teologia. E a verdadeira teologia jamais contradiz a verdadeira ciência. Os povos primitivos não dispunham dos recursos da ciência moderna para ajudá-los a explicar a origem do mundo e da vida, e então DEUS inspirou-lhes a escrever de uma forma simbólica que lhes facultasse assimilar a lei dentro dos limites de sua capacidade de compreensão, como se vê no relato do Gênesis concernente à criação, nos mitos e em outras literaturas de povos antigos, porque a verdade é uma só. Os sete dias concernentes à criação e repouso divino foram estabelecidos no intuito de facilitar a vida dos homens, mas na verdade DEUS criou o mundo e o Universo em bilhões, trilhões de anos. Na eternidade o tempo não conta; um dia para DEUS podem ser milhões de anos, assim como milhões de anos para DEUS são como um dia. Para Ele, não faz nem um segundo que fui crucificado. E quando se diz que o homem foi feito do barro, é porque todos os componentes integrantes do organismo vieram direta ou indiretamente da mãe Terra. Qual mulher pode prover o sustento a sua prole se não recorrer à mãe Terra para se alimentar? Meu PAI não me permitiu estudar nas academias dos homens; Ele me revelou diretamente todas essas coisas a fim de me dar certeza e segurança, e assim vos posso falar com autoridade, porque vos ensino como o PAI me mostrou.

Várias situações e circunstâncias do mundo contemporâneo que se manifestam contra a lei divina sequer existiam quando a Bíblia foi escrita e organizada, a exemplo da explosão demográfica, banalização da vida pela violência desenfreada, tráfico de drogas, sequestros, assaltos a bancos, avassaladora devastação da natureza, destruição da camada de ozônio, extinção de animais por intervenção humana, manipulação genética, construção da bomba atômica, etc. Mas, como a lei divina é perfeita e eterna, todos esses itens que vos enumerei estavam previstos pelo cálculo que meu PAI realizou e me mostrara já há dois mil anos.

Eis por que tudo que eu disse aos discípulos com relação ao meu retorno está se cumprindo rigorosamente: ‘E ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras, e se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestilências, e terremotos em diversos lugares… Todas essas coisas são o princípio das dores’ (Mateus c.24 v.7 e 8). Nada do que está acontecendo na sociedade é fruto de castigo divino aos homens, e sim a consequência do que o próprio ser humano semeou ao voltar-se de costas para DEUS, fazendo mau uso do livre-arbítrio. A ciência tornou-se senhora do homem; as máquinas que inventou já estão além de sua capacidade de controle. A ciência tem em seu poder a existência do homem e a raça humana está na iminência de cometer suicídio explodindo o mundo… ‘Se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aos escolhidos’ (Mateus c.24 v.22).

Voltando aos mandamentos constantes nas Sagradas Escrituras, na Bíblia está inúmeras vezes escrito: ‘Guardai os meus sábados’, ‘não esqueçais de santificar o dia de sábado’, ‘o sábado é o dia do SENHOR’, etc. Mas não está explicado o motivo.

Quem guarda o sábado consciente de que este é o dia consagrado ao SENHOR viverá uma melhor semana e terá a benção de DEUS em forma de rendimento no trabalho, prosperidade nos negócios e na família, proteção espiritual, etc. Qualquer trabalho deve ser executado no sábado somente face à impossibilidade de adiar. E aqui entra a adaptação da lei devido às circunstâncias sociais: a sociedade contemporânea herdou da igreja romana, que por sua vez incorporou do paganismo, o tradicional erro histórico que mudou o dia de descanso de sábado para domingo (Vide Anais da História- extrato do livro DESPERTADOR 1a parte). Dessa forma, quem é obrigado a trabalhar no dia do SENHOR devido à exigência do emprego, que lhe provém a subsistência, está dispensado. O SENHOR DEUS, meu PAI, bondoso e misericordioso, não lhe considera culpado já que depende disso para sobreviver.

Então surge a pergunta em vossas cabeças: ‘Por que é necessário guardar o sábado? Por que não se pode trabalhar no sábado? Por que DEUS precisa do sábado?’ Prestai atenção na interpretação da lei: significa que sábado é o dia de pensar em DEUS, meu PAI, mais do que nos outros dias, e assim renovar a simbiose com Ele. Nem sempre quando estais ocupados no labor, seja na construção civil, nos afazeres domésticos, no trabalho intelectual e até mesmo dirigindo um automóvel podeis pensar no SENHOR da mesma forma como pensaríeis se não estivésseis trabalhando, porque ninguém tem dois cérebros. Uma vez que tendes um único canal de pensamento, o sistema neuronial demanda que vos concentreis em uma coisa de cada vez.

Por mais que começastes uma obra pensando no SENHOR, se quiserdes obter bons resultados, no período do labor não conseguis ao mesmo tempo proceder a uma operação delicada, tirar uma medida com precisão ou dirigir um automóvel e pensar no SENHOR como podeis pensar no dia de sábado. Então no dia de sábado, já que não ireis trabalhar, ide ao vosso alojamento, no quarto; orai, pensai nEle e vinde aqui na casa dEle. E então a semana inteira será melhor para vós. Eis aí o significado do dia de sábado. Poderíeis pensar: o sábado é do SENHOR, o SENHOR reservou para Ele e pronto. Mas não é assim; há uma explicação, uma razão de ser. Não trabalhando no dia do SENHOR, fatalmente lembrareis: ‘Por que não fui trabalhar? Ah, porque hoje é o dia do SENHOR’. E então já começareis a lembrar dEle e pensar nEle mais do que nos outros dias.

Como fazer bom uso desta explicação que estou vos dando? Conhecei a lei e vivei dentro da lei, e então em tudo que fizerdes daqui para frente tereis segurança, sentireis o poder de DEUS sobre vós. E mais uma vez carece que vos explique como DEUS vos abençoa, posto que alguém dentre vós pode pensar assim: ‘Ah, então nesse caso DEUS irá preocupar-se comigo, DEUS estará me vigiando pessoalmente a fim de que tudo suceda bem’. Prestai muita atenção e assim compreendereis como funciona o mecanismo da bênção de DEUS. A energia cósmica, o infinito, enfim, o poder das bênçãos de DEUS, funciona da seguinte forma: quando chove, se caminhais em direção à chuva vos molhais, se permaneceis num recinto coberto não vos molhais. Ou então se vos expuserdes ao sol, recebereis os raios solares sobre vossos corpos diretamente; se ficardes na sombra não sereis beneficiados. Assim é a lei de DEUS. Se caminhais dentro da lei, recebeis a bênção do céu, assim como recebeis do sol os raios solares, ou a água da chuva em vos expondo a ela.

É por força de expressão que se diz: DEUS abençoa, DEUS castiga. Na verdade, ao caminhar dentro da lei, vós é que fostes lá onde está a bênção de DEUS, seja dentro de vossas casas, no quarto, no leito, até mesmo no banheiro. Enfim, onde quer que estiverdes a bênção virá sobre vós. Eu vos falo metaforicamente que deveis ir até a chuva para vos molhar ou ao sol para vos aquecer. Mas no caso da lei de DEUS, aonde quer que estejais esta chuva e este sol vos alcançarão, sereis atingidos pelos luminescentes raios da lei. E cada vez que participais da bênção no dia de sábado, renovais a comunhão com o ALTÍSSIMO e aprendeis sempre mais e mais a viver dentro da lei (participe da bênção AO VIVO todo sábado às 11h da manhã no canal www.inricristo.tv).

Há dois mil anos perguntaram se eu sabia qual era o mais importante mandamento; respondi-lhes: ‘Amarás o SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito’ O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ (Mateus c.22 v.37 a 40). Disse ainda que destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas. Por que? Se cumprirdes o primeiro mandamento e amardes a DEUS antes de tudo, por amor a Ele e a Suas santas e eternas leis não pecareis invejando vossos irmãos, pois cada vez que desejais as coisas alheias, além de estar desconfiando da generosidade de DEUS, arremessais na direção do invejado a parte mais preciosa de vossas energias e vos tornais fracos, vulneráveis; eis onde está o pecado.

Se cumprirdes o primeiro mandamento, por amor a DEUS não matareis; por amor a DEUS não odiareis qualquer criatura, por amor a DEUS não perseguireis ninguém, não cometereis injustiça contra ninguém, e assim por diante. Eis por que o primeiro mandamento é o mais importante de todos e deve ser compreendido e assimilado por cada filho de DEUS, por cada cristão. Eu estou aqui da parte de meu PAI para simplificar a lei divina aos seres humanos, já que a simplicidade é o derradeiro estágio da sabedoria. Não é necessário ler livros e livros para conhecer a lei de DEUS. Por isso eu disse há dois mil anos: “Bem aventurados os pobres de espírito, o Reino dos céus será deles” (Mateus c.5 v.3). Os pobres de espírito não estão cheios de fantasias. Em suas cabeças há espaço para receber a luz; e assim eles estão aptos a aprender a lei diretamente do Filho de DEUS que vos fala. Os considerados ricos de espírito na realidade “engoliram” dezenas de livros e até enciclopédias; e então em suas cabeças já não há mais espaço para a luz, a sabedoria divina, que não se aprende meramente em livros de letras mortas.

Rogo a meu PAI, SENHOR e DEUS que vos inspire e ilumine com o dom de compreender minhas palavras, e assim sereis fortes e felizes, dignos de integrardes o Éden e de serdes chamados filhos de DEUS”.