Parábola do MURO

Fortaleza intransponível

Assim falou INRI CRISTO:

“Alguns dentre vós já me indagastes se existe a possibilidade de bloquear definitivamente a ação do maligno em vossos corpos, tendo em vista que, embora sejais integrantes do Reino de DEUS e dediqueis vossas vidas à causa divina, sois seres humanos de carne e osso e não estais livres de sofrer interferências de energias negativas provenientes do contato com o mundo profano. Embora luteis acirradamente contra a invasão dos tenebrosos espíritos das trevas em vosso canal de pensamento, muitas vezes o maligno encontra uma brecha, uma fissura através da qual consegue acessar vosso foro íntimo e ministrar sua porção de energias negativas em vosso ser. Será mesmo possível encontrar um meio de conservar a paz interior e impedir qualquer chance de invasão? Onde encontrar a resposta?

Imaginai, meus filhos, um perigoso ladrão acompanhado de ardilosos comparsas – especialistas em driblar intrincados esquemas de segurança e cuja astúcia lhes rendeu renomada “notoriedade”, por assim dizer – que diariamente se enveredam na calada da noite em busca de uma mansão para assaltar. Dentre as inúmeras opções encontradas ao longo do caminho, deparam-se com uma fortaleza protegida por um muro de pedras intransponível, indevassável. O ladrão e os comparsas olham-se mutuamente, procedem a um rigoroso levantamento logístico do local. Não obstante, ao invés de encontrar um ponto vulnerável, uma brecha por onde adentrar e atacar, deparam-se repentinamente com um guardião em posição de ataque, a mirar-lhes com um fuzil. O que fariam os delinqüentes? Tentariam o assalto, mesmo sabendo ser uma tentativa impossível? Adentrariam a fortaleza? Olhariam para o sentinela com ódio, raiva, assombro ou medo, talvez? Permaneceriam ali estáticos, esperando o disparo do projétil? Ou simplesmente bateriam em retirada reconhecendo a inviabilidade de realizar seus sinistros propósitos? Conheceis a fábula da raposa que avistou uma videira carregada de uvas saborosas, apetitosas, todavia, após inúmeros esforços infrutíferos de alcançá-la, vociferou desapontada: “Ah! Na verdade essa uva está verde”. Assim também, meus filhos, da mesma forma que a raposa desta fábula, não iriam os mencionados delinqüentes reconhecer sua impotência, mesmo que tivessem que mentir a si mesmos: “Esta fortaleza é só uma fachada, não deve haver nada de precioso em seu interior”?

O ladrão desta parábola e os meliantes que o acompanham são o maligno e seus asseclas. A fortaleza é vosso corpo e o sentinela sois vós, espíritos que me ouvis, alma da minha alma, espírito de meu espírito, filhos de meu PAI. Estou a vos ensinar desta maneira no afã de vos proteger das insistentes tentativas de invasão dos espíritos das trevas que acirradamente querem apossar-se do vosso corpo, no intuito de rachar o muro da vossa consciência, destruindo o que existe de mais belo em vosso interior e transformar-vos em cavalgadura, instrumento do maligno.

Se almejais manter a segurança de vossa fortaleza, deveis construir um sólido e intransponível muro em vossa consciência através de vossos pensamentos, de vossas atitudes, de vossas palavras, que devem traduzir a integridade de vosso caráter e o amadurecimento de vosso espírito. E lembrai-vos sempre que qualquer sintoma de ansiedade, tristeza, melancolia, irritação, insatisfação, depressão, angústia… significa a presença do maligno, a invasão do muro de vossa consciência. Orai e vigiai, observai atentamente a perfeita e eterna lei divina, uma vez que, após a invasão, o maligno tentará de todas as formas transformar vosso cérebro numa sucursal do mundo das trevas, roubando vossa paz e vossa alegria de viver.”

Parábola do REBATE

Assim falou INRI CRISTO:

“Todos os seres humanos são agraciados pelo meu PAI, SENHOR e DEUS com um canal de pensamento, através do qual recebem mensagens positivas ou negativas. Este canal se assemelha a um cano d’água e sois vós que escolhereis que tipo de água recebereis em vosso cérebro, em vosso íntimo. Ou seja: se pensardes só positivamente, a água será limpa e cristalina. Ao contrário, se derdes atenção, sem rebater, aos pensamentos negativos, tereis vosso cérebro contaminado com a água suja e imunda que inundará todo o vosso corpo, e passareis então a emanar fluidos negativos que vos distanciarão da mais remota possibilidade de ascensão. Cada vez que vós deixais vir um pensamento negativo, estais dando lugar aos espíritos das trevas e mergulhando num imenso poço de águas escuras.

Este cano d’água de que vos falei anteriormente tem uma válvula muito eficaz, que é vosso livre arbítrio: se fechado o lado da água limpa, jorra água suja; se ao contrário, brota água limpa e cristalina.

Aos que ainda não compreenderam o significado desta parábola explico então:

Lembrai, meus filhos, que todos os pensamentos negativos são emanados do kajowo (príncipe das trevas, demônio), que, por não ter corpo físico, utiliza-se do vosso canal de pensamento para em vosso corpo realizar suas más obras. E para que ele não consiga concretizar seus objetivos é mister que vós presteis muita atenção em vossos pensamentos. Toda vez que sentirdes estar recebendo mensagens negativas, deveis rebater com uma positiva. Agindo assim, o lado positivo sobrepujará o negativo e atraireis para junto de vós os espíritos de luz, que vos ajudarão, tornando-vos cada vez mais fortalecidos a fim de serdes vitoriosos, posto que o ser humano que se deixa invadir por pensamentos e idéias negativas sem rebater vai se transformando, gradativamente, num depósito de negatividade, ou seja: numa catacumba, residência de espíritos negativos de baixas esferas.

Exemplo: se qualquer um de vós pensar que vai morrer num acidente, atrairá um espírito fatalista que o conduzirá inexoravelmente a um confronto acidental, seja andando de automóvel, de trem… ou até mesmo a pé. O pensamento negativo, ministrado pelo agente negativo, desgovernará um veículo, que o esmagará mesmo em cima da calçada.

Se qualquer um de vós pensar e acreditar que vai ser vítima, que vai desencarnar assassinado, mesmo que não tenha inimigos, sucumbirá alvejado por uma fulminante bala perdida. Se estiverdes descendo uma escada e o espírito negativo vos ministrar a idéia de cairdes da escada, se não rebaterdes incontinenti caireis fatalmente. E assim sucessivamente…

Todo e qualquer pensamento negativo deve ser rebatido, sem titubear, com a poderosa, sublime e invencível resposta: DEUS. Com o pensamento voltado para o ALTÍSSIMO, meu PAI e SENHOR, CRIADOR Supremo, formareis um campo magnético positivo de energias positivas, uma indumentária de luz em torno do vosso corpo que impedirá a aproximação de qualquer espírito negativo. Conseqüentemente, vosso canal de pensamento estará imunizado contra agressões e emanações satânicas, e gozareis, mesmo vivendo na terra, neste mundo caótico, das delícias do Éden.”

 

Parábola do PERDÃO

Assim falou INRI CRISTO:

“Quando me chamava Jesus, disse a Pedro que deveria perdoar até setenta vezes sete (Mateus cap.18 vers.21 e 22); mas não disse para ele receber na sua intimidade os inimigos, os conspiradores, os traidores, os malfeitores… a quem ele perdoasse. Perdoar, sim. Todavia, vestir a indumentária de incauto, não!

Imagina, meu filho, que tu tens uma empregada que trabalha na tua casa há muitos anos e, com o tempo, adquiriu tanta confiança que passou a fazer parte da família. Um dia, não obstante, ela conhece um homem que ignora a vantagem de ser honesto, e apaixona-se por este vagabundo, que, então, a orienta para que roube a tua casa.

A empregada, induzida à traição, torna-se ladra, espera o momento oportuno e rouba todo o dinheiro, jóias, enfim, todas as economias existentes na casa. Quando tu chegas, não a encontras e, percebendo o roubo, a denuncias à polícia, que, por sua vez, após inúmeras diligências infrutíferas, desiste, sem desvendar o paradeiro da empregada ladra.

O delinqüente, depois de conseguir o intento, de posse do fruto do roubo, desvencilha-se dela; e, tarde demais, ela constata que serviu tão somente de degrau para ele pisar e alcançar seus delituosos propósitos. Ela volta chorando, arrependida, prostra-se aos teus pés, suplica perdão e que a aceites de volta, jurando nunca mais cair no mesmo erro.

Agora eu te pergunto, meu filho: mesmo lembrando do ato delituoso que ela praticou e do amargo sabor da traição que experimentaste na ocasião da fuga, tu – para te situar em harmonia com a lei divina – perdoas; mas aceitarias de volta a empregada ladra que, traindo a tua confiança, te roubou?

Só se tu fosses hipócrita ou cretino é que responderias sim, pois, se ela voltasse a conviver contigo, ficaria à espreita tentando uma nova traição.

Lembra-te, meu filho: perdoar não implica em restauração da confiança, ou seja, em convivência mútua, tampouco restabelecimento de relações espontâneas.

Cada caso é um caso. Quando alguém se arrepende de seu pecado, seu ato delituoso, é mister – para que haja reaproximação posterior ao pecado – que se examine bem se o pecado, o delito, foi cometido por mero descuido ou se foi premeditado por malévolas intenções. Se o penitente cometeu-o por equívoco, pode se arrepender e evitar a reincidência; todavia, se foi premeditado não merece voto de confiança, porque, em caso de reaproximação, permaneceria à espreita esperando a hora de dar o próximo bote, cujos danos seriam ainda maiores, posto que a vítima, além do prejuízo sofrido, ficaria se lamuriando, arrependida do reatamento, exclamando: “Ingratidão! Ingratidão! Perdoei, recebi de novo em minha casa; não obstante, fui traído novamente”. Assim perderia a confiança em todos e cometeria injustiça com pessoas honestas e bem intencionadas.

Meu PAI, SENHOR e DEUS disse que eu devo perdoar incontinenti todos os que conspiram contra o reino de DEUS para que a mãe natureza execute a divina vingança, mas que eu não devo receber na intimidade da casa dEle os conspiradores, os traidores, os malfeitores… enfim, os delinqüentes obstinados. E assim os seres humanos também devem, reitero uma vez mais, perdoar os ofensores para que se cumpra a justiça divina. Não obstante, o perdão jamais implica em reatamento de relações com os mesmos.”

 

Parábola do CASULO

Assim falou INRI CRISTO:

“Certo dia, um homem de bom coração caminhava em um bosque e admirava as maravilhas da natureza, quando deparou-se com um casulo no qual uma borboleta se debatia e se esforçava para sair e voar livremente. Presenciando a dificuldade da borboleta, com a melhor das intenções, resolveu ajudá-la, arrombando a porta do casulo.

Ao realizar seu intento, a borboleta saiu do casulo, porém nunca voou, nunca pôde experimentar um voo de liberdade. O “bondoso” cidadão ignorava que, ao ajudá-la, estava roubando-lhe o direito de voar, uma vez que era justamente no impulso, na dificuldade em romper o casulo, que a borboleta obteria força e desenvoltura para adejar pelo espaço.

Meus filhos, não sigais o exemplo dos insensatos; deixai a natureza, criada pelo SENHOR da perfeição, seguir o seu curso. O altruísta homem desta parábola agiu movido pelo sentimento de bondade, piedade, misericórdia, porém sua prematura atitude carece de conhecimento, de sabedoria. Assim como procedeu o mencionado cidadão, comportam-se os ignorantes da lei de DEUS, ao dizer: “Meu filho não irá passar pelo que eu passei, meu filho estudará nos melhores colégios e terá professores particulares, meu filho nunca sentirá falta de nada…”

Ao proceder desta forma, alguns genitores tolhem nos descendentes o direito de evoluir, de caminhar com suas próprias pernas. Em verdade, em verdade vos digo: é na hora da forja, das dificuldades, das escorregadas, que o ser humano evolui, derrete o sebo neuronial, torna-se capacitado a enfrentar as peripécias, as vicissitudes da vida (Eclesiástico c.2), aprendendo a arte de sobreviver e adaptar-se.

Aqueles que são tolhidos pela “ajuda”, pela “benevolência” dos genitores, jamais conseguirão evoluir e preparar-se para enfrentar as vicissitudes da existência e sobrepujar os obstáculos. Tornar-se-ão parasitas, inúteis, egoístas, despreparados para a vida em sociedade.”

 

Parábola do ALGUIDAR DE BARRO

Os seres humanos sem rumo, desligados de DEUS, órfãos da luz, assemelham-se a um grupo de formigas que perambulam à borda de um alguidar de barro sem guia, sem destino, até exaurir.

 

 Assim falou INRI CRISTO:

 

“Vós já vistes, meus filhos, como procedem as formigas quando andam em fileira à borda de um alguidar de barro? Elas giram em redondo até exaurir, uma guiada pela outra, na ilusão de estar indo para algum lugar quando na verdade dirigem-se rumo ao fenecimento. Pois assim é o ser humano quando não tem intimidade com DEUS, o CRIADOR Supremo. Ele assemelha-se às formigas obreiras que caminham nas bordas do alguidar de barro incessantemente ignorando que serão vítimas deste círculo vicioso.

 

O obreiro, o operário, o camponês, enfim, o trabalhador, seja qual for sua atividade, quando desconhece a intimidade com DEUS, amanhece e anoitece sem a graça divina. Parte de casa cedo, muitas vezes de madrugada, para trabalhar o dia inteiro. Já chega ao serviço fatigado devido à superlotação dos ônibus, trens, metrôs. Chegada a noite, volta para casa cansado e é obrigado a ouvir as lamuriações e exigências da esposa e dos filhos. Dorme preocupado com o aluguel, as contas de luz e água, o leite das crianças… além da possibilidade de receber a notícia de que foi demitido. No dia seguinte, como uma marionete, enfrenta novamente essa realidade, vítima do sistema cruel que comanda a sociedade contemporânea.

 

Vive em condições mais lamentáveis do que viviam antigamente os escravos, posto que estes ao menos não necessitavam esquentar a cabeça com alimentação, aluguel, vestimenta; pensavam apenas em cumprir  as ordens concernentes ao labor cotidiano. Pensa possuir liberdade de ir e vir, todavia é cerceado, limitado pelas precárias condições econômicas que o impedem muitas vezes até mesmo de circular em um ônibus.

 

E então, para alimentar o círculo vicioso, nos dias de descanso, como única alternativa de lazer irá fornicar para gerar mais um espevô, aumentando a carga de responsabilidade. Em consequência, será obrigado a trabalhar mais, acordar mais cedo e sair do serviço mais tarde a fim de alimentar mais uma boca. E, porque não tem a bênção do ALTÍSSIMO, leva essa vida até o fim da existência terrenal.

 

Todavia, o ser humano que busca a intimidade com o CRIADOR estabelece a simbiose, cultiva uma alegria em seu íntimo havendo colocado em primeiro plano viver em harmonia com o SENHOR DEUS. Deixa de girar em redondo, deixa de ser mais uma formiga obreira no círculo vicioso que é a vida dos habitantes da terra e passa, com a bênção do ALTÍSSIMO, a viver uma vida farta, abundante. Não necessitará fornicar a fim de atingir o prazer ilusório ministrado pelo maligno uma vez que tem consciência do gozo do amor de DEUS; compreende o significado místico da junção carnal sob a luz da espiritualidade só no intuito de gerar um descendente, sendo-lhe facultado pelo SENHOR escolher o número de herdeiros. Assim se portam os filhos de DEUS.”

 

Parábola do TREVOSO TÚNEL

Teste de sapiência – Alerta aos neófitos 

Advertência aos seres eretos, raciocinantes, que amam a verdade, esperam e servem a justiça 

A parábola do túnel que desemboca na porta estreita para adentrar o Reino de DEUS 

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição…” (Mateus c.7 v.13 – 14). 

Assim falou INRI CRISTO

“Como eu já disse há dois mil anos, o Reino de DEUS não vem com aparência exterior, com o aparato dos reinos terrenais (Lucas c.17 v.20 – 21). O Reino de meu PAI, SENHOR e DEUS é um reino de Luz, de energias; manifesta-se no Primogênito que vos fala e se estende a todos aqueles que buscam a verdade, a liberdade consciencial, ouvem minhas palavras, esperam e servem a justiça. O Reino de DEUS está entre vós. 

Eu também disse há dois mil anos que muitos serão chamados e poucos os escolhidos (Mateus c.20 v.16). Por quê? Quando alguém me vê na mídia e é impelido a conhecer-me, para adentrar o Reino de DEUS terá que atravessar o trevoso túnel que desemboca na porta estreita (Mateus c.7 v.13 – 14). Esse metafórico túnel é repleto de aranhas, lacraias, escorpiões, serpentes, jacarés, crocodilos, todo bicho peçonhento imaginável e inimaginável. E só após atravessar o túnel passando por todas essas espécies perniciosas, o ser humano poderá bater na porta estreita (Mateus c.7 v.13 – 14), adentrar o estreito caminho que leva ao luminoso Reino para enfim estar frente a frente com o Filho de DEUS que vos fala.  

Como sucedeu no passado, podeis novamente me questionar: ‘Quem se salvará diante de tantos obstáculos?’ E responderei uma vez mais: ‘Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo’ (Mateus c.24 v.13). 

Enquanto o Filho do Homem bebe a última porção do cálice amargo da reprovação prevista em Lucas c.17 v.25 a 35, enquanto sou acirradamente reprovado, a maioria dos seres viventes é retida, arrestada, abduzida pelos parentes e pseudoamigos ao cogitar vir em minha direção. Todavia, os seres inteligentes, eretos, pensantes refletem em seus interiores: ‘Eu vou conhecer INRI CRISTO em reservado, o questionarei pessoalmente a fim de formar o meu próprio juízo. Não ouvirei ninguém, não serei ‘vaca de presépio’ deixando-me levar pelo que dizem sobre ele. Quero ouvir o que INRI tem a dizer diretamente, nas questões de foro íntimo não aceito intermediários’. E mesmo que não possam a princípio vir à minha presença, se esforçarão em me ouvir todos os sábados às 11h da manhã através do canal  www.inricristo.tv, onde me manifesto diretamente aos meus filhos sem restrições e sem intermediários. 

Não obstante, as ‘marias que vão com as outras’ falam sobre mim no ambiente familiar sem ao menos estudar na íntegra a filosofia de vida que ensino, e ao questionarem os parentes sobre minha identidade, são enquadrados no que enunciei há dois mil anos: ‘…E os inimigos dos que crerem em mim serão os seus próprios parentes…’ (Mateus c. 10 v. 34 a 40). Agora compreendereis, outrossim, por que eu disse: ‘Hipócrita! Arranca primeiro a trave do teu olho e verás para depois remover o cisco do olho do teu irmão’ (Mateus c.7 v.5). Ao invés de primeiro remover a trave do próprio olho, os néscios, insensatos, amparam-se nos parentes e recebem destes uma avalanche de verborréias contra o Filho de DEUS. Eis por que os parentes são os primeiros a derrubá-los; afinal, quando um cocho tenta se amparar em outro cocho, ambos caem na fossa. E a queda inicia-se na dúvida: ‘Será que ele é o Filho de DEUS?’ , ao que os parentes prontamente sugestionam: ‘Pergunte ao ‘pastor’, ao ‘padre’. Ao questionar os lobos travestidos em pele de ovelha, recebem um letal jato de veneno: ‘Ele é um farsante, um louco, um falso profeta!’, e voltam para casa pensando: ‘Ah! Então me enganei, ele não é Cristo…’. Envenenados, alguns passam até a me odiar, pois acham que eu os enganei. Olvidaram-se do que eu avisei e é bom lembrar, que os lobos em pele de ovelha viriam em meu nome antigo e obsoleto Jesus (Mateus c.24 v.5 e 24). Quem raciocina percebe que todos os falsos profetas da era Cristã vieram em meu nome antigo e obsoleto Jesus, enquanto que eu, por ordem de meu PAI, para bem distinguir-me deles, vim com o nome novo, INRI, o nome que paguei com meu sangue na cruz, conforme previsto em Apocalipse c.3 v.12 (“… e também o meu novo nome).

Quando o ser humano, inspirado pelo ALTÍSSIMO, conscientiza-se, sabe intimamente quem sou, ninguém pode derrubá-lo; eis por que não posso ter seguidores crentes. Graças a DEUS os crentes não me seguem, uma vez que são arrestados nos covis dos lobos travestidos em pele de ovelha (Mateus c.24 v.5 e 24). Meus seguidores não são crentes, e sim sapientesCrente é uma palavra, uma senha para adentrar os portões que conduzem à ladeira do fundamentalismo, do fanatismo, da esquizofrenia. Meus seguidores são seres raciocinantes, são pessoas que têm vontade própria, têm caráter firme. (Vide ‘Travessia da Tempestade’ – Mormente a passagem na qual Judas Iscariotes tentou convencer o sacerdote sobre minha identidade, posto que não tinha consciência – http://www.inricristo.net/index.php/pt/historia/peregrinacao-inri-cristo/305-travessia-tempestade). 

Os buscadores da verdade, inspirados, procuram-me diretamente ou a meus discípulos, que instruem durante o processo de iniciação. Os outros que não o fazem, ficam patinando na lama, nas trevas, obedecendo aos parentes, como marionetes. Esses são os seres rastejantes que não têm personalidade, e assim procedendo revelam sua fragilidade de caráter. Não disponho de tempo para falar com seres encabrestados; após ver-me e ouvir-me, a primeira atitude deles é perguntar ao dono do cabresto, padreco, impostor: ‘Ele é Cristo ou não?’. Obviamente, para melhor acochar o cabresto e temeroso em perder a ovelha incauta, o mercantilista da fé vocifera: ‘O que é isso? O que estás dizendo? Ele é um louco!’. Igualmente procederam há dois mil anos; graças a essas acusações, calúnias, blasfêmias, conseguiram enganar o povo levando-o a gritar: ‘Crucifique! Crucifique!’. Todavia, meu PAI disse que desta vez tudo será diferente, uma vez que não vim para ser julgado e a justiça divina resplandecerá. 

Os seres humanos de caráter débil não conseguirão aproximar-se de mim, serão impedidos pela Divina Providência. Assim posso falar com aqueles que sinceramente buscam o SENHOR. Reitero uma vez mais: na luz de meu PAI, que é em mim, continuo amando todas as criaturas que se movem sobre a Terra, obviamente coerente com a eterna e divina lei da igualdade, que consiste tão somente em distribuir-se desigualmente a desiguais na medida em que se desigualam. 

Por fim, após ouvir a minha voz, ver o meu rosto e despertar a consciência, o iniciante se mantém firme, inabalável em sua convicção, portanto consegue chegar e adentrar a porta do Reino de DEUS, oficializado pela SOUST.  

Que a paz seja com todos!”

Brasília, 26 de janeiro de 2014.

 

Parábola do GUARDIÃO DO TESOURO

Assim falou INRI CRISTO:

“A sabedoria das coisas de DEUS se assemelha a um gigantesco e precioso tesouro, e a missão do Filho do Homem é, de tempos em tempos, distribuí-lo aos integrantes do Reino de DEUS, que serão os herdeiros, guardiões deste tesouro. Todavia, não me é facultado saber em que momento entregarei uma parte deste tesouro ou a quem será concedido. Então, a qualquer instante posso chegar diante de ti e dizer: “Olha, meu filho, esses diamantes, pedras preciosas, brilhantes, moedas de ouro… preciso que tu guardes, tu és o herdeiro deste tesouro…”. Nesse momento, se ao invés de receber o que estou te entregando, tu ficares na dúvida pensando: “Mas onde é que vou guardar isso tudo, será que tenho capacidade de alojar, haverá no meu cofre espaço pra ele?…”, inevitavelmente serei obrigado a entregá-lo a outro filho que esteja pronto para recebê-lo incontinenti; longe de mim ele irá considerar onde melhor guardar e de que forma desfrutará o tesouro a posteriori.

Os tesouros desta parábola são justamente os ensinamentos, as instruções que vos transmito da parte de meu PAI, que não são coisas físicas, porém sutis, transcendentais. Se eu viesse à Terra para ensinar o que se aprende nas academias, minha presença aqui não teria razão de ser. Mas eu voltei a este mundo unicamente para cumprir a vontade de meu PAI. Quando vos transmito um ensinamento, um fragmento da lei divina, os que naquele instante raciocinam paralelamente comportam-se como os filhos que não estão preparados para receber o tesouro. O intelecto comporta-se como um filtro que impede a entrada da sabedoria e da luz divina. O raciocínio é uma tentativa de direcionar o ensinamento ao cérebro, quando na verdade a primeira morada de um ensinamento místico deve ser o coração. Assim se cumpre o que eu disse há dois mil anos: “Bem-aventurados os pobres de espírito, o Reino dos céus será deles…” (Mateus c.5 v.3). O pobre de espírito é aquele que tem espaço pra guardar o tesouro das coisas de DEUS e se regozija em recebê-lo, por isso ele é escolhido.

Nesta parábola, os que não estão aptos ou não têm espaço para receber o tesouro são os filhos entulhados de conhecimentos acadêmicos, de informações obtidas em livros, engolidas sem a devida triagem racional. Por isso, quando chego no afã de entregar-lhes o tesouro, eles já não têm mais espaço para recebê-lo. Ou seja, quando vou transmitir uma mensagem de meu PAI, Ele não me permite esperar o depositário abrir o cofre e ainda averiguar se há espaço disponível. É mister que estejais com o cofre aberto, com o espaço místico pronto e disposto a receber o tesouro celestial. E quando um filho não está preparado, o SENHOR determina então que o tesouro seja depositado sobre outro filho ávido do saber. Eis por que as palavras que eu disse há dois mil anos estarão sempre em vigor: “Graças te dou, ó PAI, porque ocultaste estas coisas aos doutos e aos prudentes e as deste a conhecer aos simples e aos humildes” (Mateus c.11 v.25).”

 

Parábola do VEÍCULO UNGIDO

Meu corpo é um veículo, o veículo ungido pelo SENHOR  

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INRI CRISTO na casa de pedra em Santiago do Chile, onde teve a revelação de sua identidade

Assim falou INRI CRISTO

“Depois que voltei do jejum em Santiago do Chile, em 1979, ocasião em que a poderosa voz que me comanda desde a infância se revelou e revelou minha identidade, dentre todos os que me conheciam até então, os que me reconheceram, que me compreenderam foram unicamente Wilhelm Theiss, o homem que me criara na infância (genitor), e Althair Correa de Oliveira, amigo e conselheiro no tempo em que vivi como profeta, consultor metafísico. Antes do jejum tive vários secretários e para todos foi muito difícil compreender minha realidade, eles chegaram a me olhar como um impostor, um farsante, que vem de repente dizendo ser Cristo. Um deles, José Alves Junior, por quem eu nutria elevada estima, chegou a ter alguns encontros comigo depois do jejum, todavia ele estranhou muito minha realidade, minha postura, e permaneceu 24 anos afastado de mim. Pouco antes de desencarnar, veio ao meu encontro em Curitiba e só então percebeu que se equivocara; foi a nossa despedida. No leito de passamento, pediu à esposa Lídia que me avisasse a fim de que eu encomendasse a alma dele. Assim também sucedeu aos demais assessores que viveram comigo antes do jejum… Osmar de Andrade, Luiz Fernando Tedeschi, Marcelo Sowinski, Mutsumi Ogura, Margaret Z. Moreira, Marcia Barreto, Rosemari Fugivara, Antonio Marques de Oliveira, etc. 

Eu que vos falo sou espírito. Este corpo que uso para falar convosco é o veículo que me foi cedido pelo meu PAI, SENHOR e DEUS para trafegar, peregrinar sobre a Terra. Desde criança, quando comecei a andar sozinho, tornei-me condutor, amaciador e zelador deste veículo, mas não sabia quem era o titular, o SENHOR do veículo. Primeiro aprendi a conduzir, depois tive que amaciar o veículo, que foram as peripécias vividas, prisões, acidentes, sufocos, agressões, colisões… para testar se ele passava na prova. O SENHOR sabia que o veículo era bom, apto, mas eu tinha que me conscientizar que o veículo me garantia. Recebia sempre novas ordens e tinha que obedecer, sem saber por que. “Vai pra direita, vai pra esquerda…” Às vezes eu tinha até combinado com meus auxiliares uma rota, não demora vinha a ordem pra mudar de rota, alguns deles ficavam indignados… E eu tinha que obedecer incontinenti à poderosa voz que me comandava e comanda, só não podia revelar a ninguém que meus atos refletiam obediência a alguém superior. Desde criança eu tinha ordem que não podia falar isso a ninguém, chegava a ser desconfortável… O Junior, que era muito observador, dizia: “Nós combinamos de ir pra uma cidade e tu mudas assim de repente!” Aí eu dizia: “Tenho que ir pra lá” e dava um discurso bem grande para explicar por que tinha que mudar de rota, sem poder dizer que alguém superior tinha dado nova ordem. 

Quando cheguei em Santiago do Chile, em 1979, veio a ordem de conduzir o veículo, meu corpo, ao estacionamento do jejum. Daí finalmente o titular, o SENHOR do veículo, se revelou. Foi quando Ele disse o porquê das ordens, explicou por que o veículo tinha que passar por todas as provas, todas as agruras e vicissitudes que passou… Foi quando lhe indaguei: “Mas como eu, pecador, eu que estive na alcova com mulheres, eu que estive na mesa do jogo ambicionando o alheio, eu que estive no meio de tantas intrigas e devassidão, tu dizes que eu sou Cristo, o mesmo que crucificaram?” Aí Ele, o SENHOR, disse: “Tu não fizeste essas coisas por tua conta. Tu foste levado por mim, que sou o teu PAI, SENHOR e DEUS, a conhecer, a experimentar as misérias do mundo. Tu estavas sendo preparado, inconsciente, sem livre-arbítrio, para finalmente cumprir tua missão”.* Só então tive consciência de que o veículo na verdade não era meu e pude revelar aos que cruzavam o meu caminho que meus atos refletiam obediência ao ALTÍSSIMO. 

Mais adiante, em Tagna, no Peru, quando já tinha passado por todas essas provas e já estava indumentado de túnica, o SENHOR mandou à minha presença um homem, Dr. Carlos, diretor de uma escola, especialista em etimologia Inca, que disse assim: “Quem és tu?” Eu respondi quem era. Aí ele insistiu: “Mas eu quero saber quem és tu aí dentro, quem fala aí dentro…” Pois ele havia colocado todos os alunos em forma para me ouvir. Após minha oratória, ele veio me questionar. Como percebi que ele vislumbrara o mistério do SENHOR em mim, disse a ele que obedecia ordem superior de meu PAI, SENHOR e DEUS. Aí ele respondeu: “E doravante cada vez mais…” A boca dele se abriu e naquele momento, inspirado, ele falava por conta do ALTÍSSIMO… “Cada vez mais tu vais sendo anulado e Ele é que vai controlar, comandar o teu corpo…” 

E assim foi na continuidade de minha peregrinação sobre a Terra, de país em país, de cidade em cidade, passando pelo histórico 28/02/1982, quando foi instituído o Reino de DEUS sobre a Terra, oficializado pela SOUST, os 24 anos que permaneci provisoriamente sediado em Curitiba, até chegar à minha realidade atual aqui em Brasília, a Nova Jerusalém (Apocalipse c.21). Que a paz seja com todos”.

*Obs.) Há dois mil anos também foi assim. Cumprindo-se o que estava previsto em Isaías c.7 v.14 (“Eis que o SENHOR fará este sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel. Ele comerá manteiga e mel até separar o mal do bem”), dos treze aos trinta anos, em que a Bíblia não menciona seu paradeiro, com o nome de Emanuel, Cristo foi levado pela Divina Providência, sem livre arbítrio, a experimentar os pecados do mundo, ou seja, experimentar o bem e o mal até obter o discernimento, e só depois do jejum e batismo iniciou a vida pública na condição de Messias, assumindo o nome Jesus. 

Brasília, 2 de abril de 2015.

 

Parábola do VEÍCULO CELA

Assim falou INRI CRISTO:

“Todos vós, meus filhos, sois espírito. Eu que vos falo sou espírito e falo ao espírito que sois. O corpo que recebestes de vosso PAI Celeste, composto de ingredientes vindos da mãe natureza, é tão somente um veículo que usais para viver, transitar na Terra quando reencarnais. Uns reencarnam a fim de cumprir uma missão dentro dos planos de DEUS, outros para evoluir se já estiverem no caminho da transcendência espiritual e ainda há os que vêm para expiar seus pecados, resgatar dívida carmática contraída em anteriores encarnações.

A morte não existe, pois o espírito imortal é quem vivifica o corpo físico. Todos vós desencarnais e reencarnais, nasceis e renasceis. O ciclo da reencarnação é o mais belo e perfeito mecanismo da lei divina para a evolução e aperfeiçoamento dos espíritos. A Terra é uma escola onde preparais, purificais vosso espírito até que um dia torne-se digno de reintegrar-se ao CRIADOR, a grande alma da qual emana vossa alma, o grande espírito do qual todos se originaram.

Vosso corpo é um veículo, mas ao mesmo tempo é também uma cela, uma prisão carnal, o cárcere do espírito. Esta cela de que vos falo com o passar dos anos vai lentamente se deteriorando, fenecendo, desvanecendo-se até que o habitante possa libertar-se, desvencilhar-se. A exceção se faz aos que desencarnam precocemente por estarem devendo uma vida como preconiza a lei do retorno, mais conhecida como lei do carma ou lei do Talião, que sintetizada em duas palavras consiste em ação e reação, ou causa e efeito (“Olho por olho, dente por dente… uma vida por uma vida” – Êxodo c.21 v.23 e 24).

Quando reencarnais, cada um de vós, que sois espírito, assume um corpo em formação. Com o passar dos anos, à medida que vos alimentais de forma conveniente, ele cresce e adquire integralmente sua forma. Na juventude buscais viver intensamente, adquiris experiência através de vossos erros e acertos, caminhais por tortuosas, fascinantes e às vezes completamente desconhecidas veredas que a vida põe à vossa frente. Mas é mister que guieis o rumo de vossas vidas fazendo bom uso do livre-arbítrio e não meramente aceiteis que as circunstâncias da vida vos imponham um curso a seguir.

Vós sois os responsáveis por vossos atos, palavras e pensamentos. Sede os condutores de vossa cela, dominai vossos instintos e impulsos, usai de discernimento e equilíbrio em vossas atitudes.

Enquanto ainda não haveis sofrido a ação do tempo, permaneceis retidos, presos à Terra, aos limites de vossos corpos, aos compromissos terrenos, aos laços da carne, aos apegos materiais. O carcereiro do vosso espírito é a vossa mente, que insiste em manter-vos cativos no corpo físico, apegados à vida terrenal, protelando o passamento sempre com novos pretextos… A inevitável e avassaladora ação do tempo vos tornará amadurecidos, adultos, experientes, e por fim, o corpo que pensais vos pertencer se tornará cansado, envelhecido, inapto a continuar se locomovendo. Lentamente a cela se desvanecerá para que possais retornar à vossa origem junto ao PAI.

Não obstante, não vos é facultado destruir ou irromper suas grades. Tendes que respeitar o curso da natureza, esperar pacientemente que o tempo, mesmo em sua aparente lentidão, a corroa, a desvaneça, a desgaste. O passamento, que chamais morte, nada mais é do que o momento em que vos livrais da prisão carnal para unir-vos ao PAI Celeste. Os bem-aventurados que se esforçam por viver dentro da lei de DEUS durante a existência terrena recebem o habeas-corpus do Santo Tribunal Celestial e dormem serenamente o sono dos justos, num passamento indolor. O corpo físico reintegra-se à mãe Terra (“Tu és pó, do pó tu foste tomado e ao pó retornarás” – Gênesis c.3 v.19) e o espírito retorna ao seio do CRIADOR Supremo.

E não vos entristeçais ao observar o tempo começando a produzir suas inevitáveis marcas. Contemplai a velhice com serenidade, pois o mecanismo da lei divina é tão perfeito que, à medida que o tempo passa, a jovialidade, o vigor da juventude vão se substituindo pela sabedoria da ancianidade. Muitos se entristecem ao observar o aparecimento das primeiras rugas no rosto, recorrem às cirurgias plásticas no intuito de recompor as formas da juventude. Tentar amenizar os efeitos do tempo não é pecado. Se assim lhes aprouver, que assim o façam, pois a medicina veio do ALTÍSSIMO (“Toda medicina vem de DEUS” – Eclesiástico c.38). Contanto que não prejudiquem o corpo, não estarão pecando, pois pecado é tudo o que fizeres que faz mal a ti ou a outrem. Tudo que fizeres que não faz mal a ti nem aos outros não é pecado.

A beleza é uma dádiva de DEUS, todavia ao compreenderdes que tudo na Terra é passageiro, que o corpo é a cela, o cárcere de vosso espírito, ao invés de lamentardes a inevitável passagem do tempo, tereis o regozijo de saber que próximo está o momento de voltardes à união perene com DEUS. Contudo, isto não significa que deveis negligenciar o cuidado do corpo físico. Ao contrário, tratai-o com amor porque é o veículo concedido pelo PAI Celeste a fim de evoluirdes, como já vos expliquei quando proferi a Parábola do Veículo Sagrado. Vosso corpo é o maior bem, a maior dádiva que podeis possuir na Terra. E vosso corpo é o instrumento de vossa alma: a vós é concedido usá-lo com discernimento ou irreflexão, fazendo bom ou mau uso do livre-arbítrio.

Eu não sou deste mundo. Estou aqui só de passagem. Tão somente permaneço na Terra quando tenho que exercer autoridade, ao contrário vivo num lugar que vós desconheceis, onde não existe tempo, porque é eterno, nem limite de espaço, porque é infinito. Só por muito amor vos revelo todas essas coisas da parte de meu PAI a fim de que sejais livres de vossos medos, de vossas angústias, de vossa preocupação com a velhice e a morte. Assim tereis segurança, caminhareis com passos firmes sobre a Terra. E por isso vos digo, meus filhos: contemplai serenamente o rio da vida que passa incessante por vós, pois assim como ele, vós também estais apenas de passagem.”

 

Parábola do VEÍCULO SAGRADO

Assim falou INRI CRISTO:

“Ao reencarnar, todos os seres humanos são agraciados pelo meu PAI, SENHOR e DEUS com um invólucro carnal, através do qual irão atuar no plano terrestre. Esta indumentária assemelha-se a um veículo que vós utilizais a fim de facilitar vossa locomoção na labuta cotidiana, em vossos afazeres, enfim.

Assim é a atuação do espírito através do corpo físico. Vós, que sois espírito e também os titulares, deveis conscientizar-vos de que vosso corpo é o bem mais precioso que DEUS vos concedeu. É o veículo através do qual podeis produzir boas obras, que vos aproximarão ainda mais do CRIADOR Supremo, ou então cometer pecados contra a lei divina. Uma vez que vosso corpo é o instrumento de vossa alma, a vós é facultado fazer bom ou mau uso do livre arbítrio.

Deveis, portanto, amar vosso veículo, zelar para que nenhum ébrio o utilize, ou seja, estar vigilantes para que nenhum demônio se aposse de vosso corpo. Sois os guardiões do veículo, o templo sagrado do SENHOR, portanto deveis mantê-lo sempre bem limpo, asseado, higiênico, propiciando que se acerquem de vós os espíritos de luz. Ao contrário, transformar-se-á gradativamente num depósito de negatividade, residência de espíritos de baixas esferas.

Se o emprestardes para alguém que não esteja bem higiênico, esse indivíduo irá contaminá-lo. A posteriori permanecerão os vestígios da impureza e por um longo tempo sentireis as energias negativas, consequentemente vos distanciareis das bênçãos do ALTÍSSIMO. Se permitirdes que um ébrio (demônio) use vosso veículo, ele poderá provocar um acidente, colidir em obstáculos, deixando-o até mesmo impossibilitado de trafegar. E embora tenha sido um estranho a provocar o acidente, vós é que posteriormente sofrereis o prejuízo.

Há dois mil anos, durante o jejum, o demônio disse-me: “Se és o Filho de DEUS, lança-te daqui abaixo porque está escrito que os anjos te protegerão” (Mateus c.4 v.6). Eu rebati incontinenti: “Está escrito também: Não tentarás teu SENHOR e teu DEUS” (Mateus c.4 v.7). Se eu tivesse me atirado conforme o demônio ordenara, iria colidir com as pedras e meu veículo (meu corpo) teria sido danificado.

Muitas vezes só valorizais vosso veículo a hora em que o danificais. Imaginai quão difícil é ficar sem uma das partes mais externas de um automóvel, o pneu, por exemplo. Assim também pensai quão difícil é ficardes sem vosso pé ou qualquer outro membro. Só então percebeis seu significado, sua importância. Um veículo pode até possuir motor potente, todavia é o volante que o comanda. Ou seja, da mesma forma que o volante dirige o veículo, é o cérebro, guiado pelo espírito, que determina a trajetória a seguir.

Daí a necessidade de permanecer vigilantes e zelar por cada ínfima parte de vosso corpo, lembrando sempre que pertence ao SENHOR. Se deixardes um ébrio apossar-se do veículo e dirigi-lo, ele irá usar a potência do motor contra vós.”